GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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é recomendada a transmissão manual para empresas 
que lidam com número reduzido de pedidos ou então que necessitem de mais flexibi-
lidade para situações diversas de venda.
Porém, com a evolução da tecnologia no processamento dessas informações essa 
tarefa ficou extremamente facilitada, ágil e acurada. A velocidade, confiança e acurá-
cia são fatores de desempenho que devem ser balanceados com o custo de qualquer 
equipamento e, para tanto, dependendo do porte da empresa e do volume de pedidos 
rotineiros, não tem como prescindir dessa tecnologia. Em ambiente altamente compe-
titivo e com grande volume de pedidos, não há como abrir mão de uma transmissão 
eletrônica de pedidos, como intercâmbio eletrônico de dados (EDI), comunicação via 
satélite, Internet etc.
Anteriormente ao desenvolvimento dos modernos sistemas de comunicação, 
essa etapa se caracterizava pela lentidão e alta possibilidade de erros, mesmo em gran-
des empresas. Isso porque os pedidos eram formalizados através do preenchimento 
manual de formulário em papel e o envio dos mesmos era efetuado pelos vendedores 
ou via postal (FLEURY, 2003).
O desenvolvimento dos computadores portáteis e das telecomunicações vem re-
volucionando essa etapa. Essa revolução reflete diretamente na facilidade e velocida-
de com que os pedidos são formalizados e transmitidos, e na redução dos erros devido 
à diminuição do número de intervenções humanas no processo.
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Se, no passado, o tempo de preparação e transmissão era medido em dias ou 
semanas, hoje, com o uso dos modernos sistemas de comunicação, e em especial da 
Internet e EDI, o tempo pode ser medido em minutos, trazendo enorme agilidade ao 
processo logístico.
Entrada do pedido
Após o recebimento, considera-se a próxima etapa, que é a entrada do pedido. 
A entrada de pedidos antecede a efetivação do pedido e é responsável por verificar 
a exatidão das informações constantes no pedido (descrição, número, quantidade e 
preço do item), verificar a disponibilidade dos itens pedidos, recusar o pedido quando 
necessário, analisar o crédito do cliente, transmitir as informações do pedido para 
outros sistemas quando necessário e preparar o faturamento.
Essa etapa, sendo efetuada da forma tradicional, exige a digitação dos dados do 
pedido no sistema para que se possa dar início ao processamento do mesmo pelo for-
necedor. As várias tarefas realizadas pelo fornecedor antes do atendimento são:
 verificar a exatidão das informações contidas, como descrição, quantidade e 
preços dos itens;
 conferir a disponibilidade dos itens do pedido no estoque e no caso de produ-
tos feitos por encomenda é verificado o status de programação da produção;
 preparar a documentação de pedidos em carteira ou de cancelamento, quando 
necessária;
 verificar a situação de crédito do cliente;
 transcrever as informações do pedido à medida das necessidades;
 efetuar o faturamento.
O código de barras, leitores e computadores aumentam significativamente a 
produtividade dessa função em comparação com a entrada de dados digitados no 
computador.
A evolução da Tecnologia de Informação também beneficiou muito a entrada de 
pedidos, a qual pode ser efetuada hoje de forma totalmente automática, com o devido 
cuidado de parametrização e customização do sistema para execução eficaz e eficien-
te das atividades. Tal cuidado é fundamental, por exemplo, nos critérios de análise de 
crédito do cliente. Uma análise não satisfatória de crédito pode não comprometer o 
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tempo de ciclo de pedido, mas pode comprometer o recebimento do débito do clien-
te que solicitou determinado serviço ou produto. Como a liberação de crédito é feita 
pelo setor financeiro, existe a necessidade de uma integração eficiente entre as áreas 
funcionais, até mesmo para agilizar os processos.
Há de se considerar também que, embora separadas conceitualmente, as ativida-
des de preparação, transmissão e entrada de pedidos se confundem na prática, princi-
palmente com toda a integração tecnológica disponível no mercado hoje.
Uma vez confirmada a exatidão das informações, a disponibilidade no estoque, a 
existência de crédito e a efetuação do faturamento, pode ser dada a partida nas ativi-
dades físicas de separação, embalagem e expedição do pedido.
Paralelamente a essas atividades de entrada do pedido, é importante que se dê 
início também à programação do transporte e à emissão da documentação legal como 
forma de agilizar o processo. Envolve o conhecimento de cargas e nota fiscal, ativida-
des incluídas na última etapa \u2013 atendimento do pedido.
Atendimento do pedido
Uma vez confirmada a existência de crédito e a disponibilidade de estoque pode 
ser dada a partida nas atividades físicas necessárias, ou seja, nas atividades logísticas 
mais típicas:
 obter os itens mediante retirada do estoque, produção ou compra;
 embalar e/ou unitizar os itens para embarque;
 programar o embarque de entregas;
 preparar a documentação para o embarque como emitir a documentação 
legal, envolvendo o conhecimento de cargas e nota fiscal;
O ciclo se completa com o transporte e entrega da mercadoria, e o pagamento 
da nota fiscal por parte do cliente. Deve-se considerar que, dependendo do posi-
cionamento estratégico da empresa, o gestor de logística pode desejar estabelecer 
um tamanho mínimo ou até máximo de pedido. Essas restrições podem represen-
tar redução de custos na distribuição dos produtos, muito embora alguns clientes 
sejam perdidos ou atendidos com menor frequência ou confiança. Com a formação 
de lotes de pedidos, vários pedidos pequenos poderão ser consolidados para cons-
truir um grande volume de embarque e reduzir os custos de transporte, o tempo de 
processamento poderá aumentar enquanto o custo de transporte diminui.
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Relatório da situação do pedido
Essa atividade final do processamento de pedidos é fundamental para a manu-
tenção do nível de serviço ao cliente, ou seja, manter o cliente informado em relação a 
todo ciclo do pedido (follow up). Ou seja:
 acompanhar e localizar o pedido ao longo de todo o seu ciclo;
 comunicar ao cliente a localização exata do pedido no ciclo e a previsão para 
a entrega.
Exemplo do relatório de situação: empresa Dell.
 A Dell Computer utiliza sua tecnologia de rastreamento de pedidos desde a 
entrada até a entrega ao cliente.
 Estágios típicos do andamento desse processo são os da verificação do pedido 
e análise de crédito, tempo de espera pelos componentes, produção, espera 
do transportador e rastreamento das etapas de remessa.
 O comprador de posse do número de identificação do seu pedido fica equipa-
do para fiscalizar as várias etapas do ciclo do pedido no web site.
O relatório de situação do pedido pode assegurar um bom nível de serviço ao 
cliente, uma vez que o cliente pode ter acesso às informações, seja para confirmar sua 
entrega programada ou tomar conhecimento de possíveis atrasos no processamento 
ou na entrega do pedido. Para disponibilizar essa informação, o pedido deve ser ras-
treado e seguido por todo o ciclo (follow up), informando ao cliente o ponto exato em 
que se encontra esse pedido e, ainda, quando ele poderá ser entregue. Essa atividade 
de monitoramento não afeta o tempo total de processamento, apenas o custo deste.
Prioridade no atendimento dos pedidos
O estabelecimento de prioridades de atendimento dos pedidos é muito impor-
tante para as empresas com relação aos clientes mais importantes. As prioridades no 
processamento de pedidos vão certamente influir na rapidez global do processamen-
to ou na rapidez de despacho daqueles pedidos mais importantes. Sendo assim, exis-
tem algumas regras a serem seguidas e a escolha vai depender daquilo que for mais 
significativo
José
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