GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
318 pág.

GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


DisciplinaGestão de Estoques74 materiais405 seguidores
Pré-visualização50 páginas
assim como 
na utilização da Tecnologia de Informação, de forma a encaminhar uma continuidade 
produtiva, a maximização da produtividade e do nível de serviço com o menor custo 
possível numa cadeia de suprimentos (VIEIRA, 2003).
Logística empresarial 
A evolução da logística no âmbito empresarial ocorreu após a Segunda Guerra 
Mundial, devido às características reinantes, como: a logística desenvolvida para fins mi-
litares que possuía extrema afinidade com as atividades empresariais; o surgimento de 
alterações nos padrões e exigências dos consumidores; grandes pressões por reduções 
G
es
tã
o 
de
 E
st
oq
ue
s 
e 
O
p
er
aç
õe
s 
In
du
st
ria
is
17
Tecnologia logística
nos custos; e, principalmente, os avanços tecnológicos e de comunicação ocorridos em 
consequência da guerra. Sendo assim, surgiu a logística empresarial (BALLOU, 1993).
À medida que os anos passavam, as empresas começavam a dar mais ênfase à 
administração de materiais (suprimentos), isto é, ao conjunto de operações relativas ao 
fluxo de materiais, desde a fonte da matéria-prima até a entrada na produção, e não so-
mente ao setor de distribuição física. Isso se deve à grande necessidade de redução de 
custos e, sendo a estocagem uma grande fonte geradora dos mesmos, ela passava a ser 
um importante potencial de redução. Para isso, métodos tradicionais de fornecimentos 
de suprimentos passaram a ser substituídos e começaram a serem adotados métodos 
mais avançados de suprimentos de materiais como, por exemplo, os baseados em siste-
mas sincronizados de produção em fluxo sem estoques (JIT \u2013 Just-in-Time).
C
om
st
oc
k 
C
om
p
le
te
.
Fornecedor agrícola.
C
om
st
oc
k 
C
om
p
le
te
.
Indústria de suco.
IE
SD
E 
Br
as
il 
S.
A
.
Engarrafador 
distribuidor.
Ju
p
ite
r I
m
ag
es
/D
PI
 Im
ag
es
.
Consumidor.
Nesse contexto, a logística relacionada ao conjunto de atividades dentro da admi-
nistração de materiais e distribuição física passou também a incluir a produção (manu-
fatura), ou seja, desde a entrada da matéria-prima, a agregação de valor na linha pro-
dutiva, até a confecção do produto final. A administração através da logística passou 
a ter um novo enfoque, abrangendo todas as etapas da cadeia, ou seja, as áreas da 
administração de materiais, distribuição física e, também, a área de produção. Deve-se 
ressaltar que a globalização da economia mundial tornou a competitividade das em-
presas ainda mais acirrada, fazendo com que houvesse a necessidade de redução dos 
custos e de uma significativa elevação no nível de serviço, conduzindo inevitavelmen-
te, portanto, a essa integração (VIEIRA, 1996).
A tecnologia sofre um novo impulso a todo o momento, as conquistas tecnológi-
cas têm que ser sentidas também na área de produção e encontram uma contrapar-
tida no suprimento e na distribuição física. Com a explosão da competição global em 
todos os segmentos do mercado, acompanhado do surgimento de novas tecnologias, 
a função operacional dentro das empresas vem adquirindo cada vez mais a competên-
18
cia de oferecer aos clientes bens e serviços inovadores e diferenciados, atendendo com 
qualidade suas necessidades. Necessidades que requerem cada vez mais produtos e 
serviços em tempo hábil e a preços competitivos.
Deve-se entender que a finalidade principal da logística é a de agregar valor aos 
produtos e serviços aos olhos dos clientes e/ou consumidores. Sabe-se, por outro lado, 
que produtos e serviços somente possuem realmente valor quando estiverem em poder 
dos seus requisitantes, ou seja, quando (tempo) e onde (lugar) puderem consumi-los.
Com o exposto, pode-se perceber que a logística empresarial expandiu o escopo 
e o alcance da tecnologia logística inicial. Ela vincula a empresa a seus clientes numa 
extremidade e os fornecedores na outra, mantendo toda a cadeia de uma forma inte-
grada. Seu papel é fundamentalmente de coordenação e integração de todos os agen-
tes e atividades, incluindo entre estas o transporte, a armazenagem, a movimentação 
de insumos e produtos, assim como serviços, através de um fluxo de informação ágil e 
eficiente. Hoje a logística passou a ter um papel fundamental em qualquer estratégia 
competitiva empresarial.
A logística \u2013 processo sistêmico 
Segundo Vieira (2006, p. 23), os conceitos de processo logístico e tecnologia logís-
tica, que tiveram um grande impulso após a Segunda Guerra Mundial, tornaram-se 
amplamente aceitos e as administrações privadas e públicas reconheceram a neces-
sidade de projetar e administrar de uma forma sistêmica, ao invés de uma série de 
funções discretas e independentes. Em resumo, durante os últimos 50 anos, o conceito 
da logística na indústria seriada passou de uma visão de gestão fragmentada para um 
enfoque que integra não somente as áreas no interior da empresa (agentes internos), 
como também todas as empresas vinculadas ao sistema produtivo (agentes externos 
\u2013 fornecedores e clientes).
Através desse enfoque, percebeu-se que para otimizar o processo não bastava 
otimizar as partes integrantes do todo de uma forma isolada, discreta, mas sim ter a 
visão do processo como um todo. Essas características inerentes da logística vêm fa-
zendo com que a administração através da tecnologia logística esteja evoluindo cada 
vez mais rapidamente e de uma forma constante, em razão dessa abordagem coorde-
nadora e integradora que é dada a todas as suas funções.
Com isso, a administração através do conceito logístico significa o tratamento in-
tegrado dado às diversas atividades que constituem uma cadeia de suprimentos, co-
ordenando-as entre si. Sabe-se que hoje a competição não está mais ocorrendo entre 
empresas, e sim entre cadeias de suprimentos, as quais competem entre si. Isso torna 
G
es
tã
o 
de
 E
st
oq
ue
s 
e 
O
p
er
aç
õe
s 
In
du
st
ria
is
19
Tecnologia logística
a função da logística mais abrangente e complexa, aumentando, por sua vez, sua res-
ponsabilidade. Sendo assim, é necessário considerar não só a integração interna de 
uma empresa focal, mas também a integração de todas as empresas que interferem na 
elaboração de um determinado produto.
Deve-se considerar que, para manter uma perfeita coordenação e integração 
entre os mais diversos agentes dentro de uma cadeia de suprimentos global, é neces-
sário um Sistema de Informação eficiente e ágil, baseado em uma Tecnologia de Infor-
mação eficaz. Somente assim uma empresa poderá produzir produtos que atendam 
às necessidades dos consumidores, com qualidade e baixo custo, e se manter nesse 
mercado altamente competitivo.
 Integração interna: é o gerenciamento integrado dos diversos componentes 
do sistema logístico interno da empresa (trade-off), desde o recebimento da 
matéria-prima no suprimento até a expedição do produto na distribuição 
física. É uma condição necessária para que as empresas consigam atingir a 
excelência operacional com baixo custo e qualidade exigida.
 Integração externa: significa desenvolver relacionamentos cooperativos com 
os diversos participantes da cadeia de suprimentos, baseados na confiança, 
capacitação técnica e, principalmente, troca de informações (Tecnologia de 
Informação).
 Tecnologia de Informação: toda essa integração, tanto interna da empresa 
como a externa com seus parceiros, somente será possível através de uma 
Tecnologia de Informação bem desenvolvida, que torne todo esse fluxo de 
informações ágil e eficaz. A TI é o elemento chave para proporcionar a visão 
sistêmica de toda a cadeia de suprimento; exemplo de Tecnologias de Infor-
mação: EDI, WMS, RFID, ERP etc.
Depreende-se disso, ainda segundo Vieira (2006, p. 23), que a cadeia de supri-
mentos, quando administrada através da tecnologia logística, assume um
José
José fez um comentário
Estoques
0 aprovações
Carregar mais