GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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Council of Supply Chain Management 
Professionals (CSCMP) e revisou sua definição de logística para: \u201clogística é a parte 
do processo do Supply Chain Management que planeja, implementa e controla o 
fluxo direto, reverso e o armazenamento de bens, serviços e a informações relacio-
nadas de forma eficiente e eficaz, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, 
de modo a atender às necessidades dos consumidores.\u201d
A definição revisada deixa claro que a logística é apenas parte do SCM, ou seja, 
não é o SCM.
Visão conceitual n.o 2: Supply Chain Management 
é a combinação das funções suprimentos, produção e logística
O conceito de SCM é muitas vezes interpretado como a integração das funções 
suprimentos, produção e logística. Por exemplo, a APICS \u2013 The Educational Society 
for Resource Management ensina e certifica profissionais nas áreas de suprimentos, 
produção e logística e autodenomina suas atividades como SCM, o que não parece 
adequado porque nem todas as funções do SCM estão ali incluídas. Até algumas uni-
versidades já criaram o departamento de SCM através da combinação de disciplinas 
de suprimentos, operações e logística. Na realidade, gerenciar uma cadeia de abas-
tecimento é uma tarefa mais complexa, difícil e desafiadora, pois todos os compo-
nentes do sistema, bastante mais numerosos do que os três citados, são inter-rela-
cionados, de forma que uma alteração numa parte pode causar mudanças em todas 
as demais. Sua otimização requer a integração do sistema. O CEO da P&G declarou 
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recentemente que espera que 50% de seus novos produtos sejam fruto do trabalho 
de seus fornecedores nos próximos cinco anos. Já a Intel conseguiu a inserção do 
rótulo Intel Inside nos computadores de seus principais clientes, estabelecendo um 
valioso relacionamento com os consumidores finais. Em ambos os casos, o relaciona-
mento colaborativo com clientes e fornecedores é fundamental. Portanto, a pergunta 
é: como desenvolver ações semelhantes sem a colaboração e o envolvimento ativo 
das funções de vendas, marketing, finanças e pesquisa e desenvolvimento e dos par-
ceiros da cadeia? O segredo do sucesso do SCM é assegurar a participação de todas 
as funções na gestão dos principais processos da cadeia e estabelecer uma sincronia 
das ações de fornecedores, empresa foco e seus clientes estratégicos.
Visão conceitual n.o 3: uma visão integrada
A competição globalizada e a tendência à terceirização fazem com que a con-
corrência não ocorra entre empresas isoladas, mas entre redes de empresas que 
interagem. Isso induz as empresas a olharem o problema do SCM dentro de um 
contexto mais amplo, incluindo todos os fatores determinantes da competitividade. 
O modelo conceitual de SCM desenvolvido na Ohio State University, considera o 
envolvimento integrado das áreas dentro das organizações e com seus parceiros da 
cadeia. Esse modelo é resultado das discussões realizadas no Global Supply Chain 
Forum (GSCF), grupo composto por executivos de empresas não concorrentes e aca-
dêmicos que se reúnem periodicamente e que definiu SCM como: \u201cA integração dos 
principais processos de negócios desde o ponto de consumo até o ponto de origem, 
que fornece produtos, serviços e informações de modo a adicionar valor para os 
clientes e outros stakeholders.\u201d
Nesse modelo, a ideia básica é a implementação da filosofia de gestão de pro-
cessos, sem, no entanto, desprezar o importante papel das tradicionais funções da 
administração.
O pré-requisito para o sucesso do SCM é identificar os membros críticos da 
cadeia de abastecimento, estabelecer as características do relacionamento adequa-
do entre eles e adotar gradativamente, conforme a necessidade, os processos, utili-
zando equipes multifuncionais.
Posição do CELog
O Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento (CELog), que 
realiza pesquisas e discussões com empresas nas áreas de logística e administração 
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Tecnologia logística
de cadeias de abastecimento (SCM), está desenvolvendo sua própria visão sobre 
SCM, dentro de um contexto amplo, como o da Ohio State University, adequado 
porém à realidade brasileira. Alguns aspectos importantes da visão do CELog são:
 o SCM é um processo de gestão que deve incluir todos os setores da empre-
sa envolvidos com a produção e a interação colaborativa com os parceiros 
estratégicos da cadeia;
 sua implantação exige profundas mudanças culturais nas empresas envolvi-
das e uma nova forma de relacionamento entre as mesmas;
 a adoção do SCM não é uma tarefa fácil, mas como tem sido demonstrado 
por empresas líderes na área, a obtenção de uma vantagem competitiva 
sustentável, que proporcione elevado crescimento da rentabilidade, com-
pensa largamente o esforço associado.
Mauro Sampaio \u2013 Professor do Departamento de Administração da Produção e Operações (POI) 
da FGV-EAESP. Colaborador do Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento 
(CELog). E-mail: <mauro.sampaio@fgvsp.br>.
Manoel de Andrade e Silva Reis, Ph.D. \u2013 Professor do Departamento de Administração da Pro-
dução e Operações (POI) da FGV-EAESP. Coordenador do Centro de Excelência em Logística e 
Cadeias de Abastecimento (CELog) da FGV-EAESP. E-mail: <mreis@fgvsp.br>.
Atividades
De tudo que você aprendeu sobre o tema 1. logística, o que mais a caracteriza 
como sendo uma virtude fundamental para o seu sucesso?
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A cadeia de suprimentos e a tecnologia logística em algum momento se con-2. 
fundem?
O que vem a ser o conceito 3. Supply Chain Management?
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Tecnologia logística
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Logística de suprimento, de produção 
e de distribuição e componentes 
do sistema logístico
Logística de suprimento, 
de produção e de distribuição
A cadeia de suprimentos é constituída de etapas em que a logística é empregada 
para melhorar os fluxos de serviços e materiais. Com isso, o fluxo logístico passa a ser 
constituído também por fases que recebem a denominação de logística de suprimen-
to (entrada), logística da produção (manufatura) e logística de distribuição (saída). A 
logística deve ser vista, portanto, como um processo bastante abrangente que integra 
o fluxo de materiais/serviços e informações associadas, desde a fase mais remota de 
suprimentos para elaboração de um produto até o consumidor final.
Logística de suprimentos (entrada)
A logística de suprimentos é a área da logística especializada na entrada de mate-
riais ou componentes na cadeia de suprimentos da empresa focal, sendo responsável 
pelo planejamento e operacionalização do suprimento e pela atividade de compra \u2013 
atividade esta tão fundamental em qualquer empresa \u2013 e o tratamento logístico de 
toda a etapa. A logística de suprimentos abrange a compra e a organização da mo-
vimentação de entrada de materiais e/ou componentes dos fornecedores, para as 
fábricas ou montadoras, depósitos ou lojas de varejo. Corresponde ao conjunto das 
operações relativas ao fluxo de materiais e informações associadas, desde a fonte das 
matérias-primas/componentes/produtos até a entrada para a manufatura, montadora, 
depósitos ou lojas de varejo (dependendo da cadeia de suprimentos focal).
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Atividades da logística de suprimentos
São atividades relacionadas com a obtenção de materiais de fornecedores exter-
nos, garantindo o apoio à produção ou à revenda, as quais incluem: planejamento de 
recursos; localização de fontes de suprimento; seleção de fornecedores; negociação; 
colocação de pedidos; entre outras como:
 acompanhamento dos pedidos para fornecedores \u2013 rastreamento de pedidos 
e rastreamento de veículos;
 recebimento de materiais e componentes \u2013 conferência física, quantitativa,
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