GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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qualitativa e documental;
 transporte \u2013 desde escolha do modal, contratação e gerenciamento do trans-
porte de materiais até as instalações do cliente com a verificação da conformi-
dade e da qualidade do transporte;
 controle e pagamento de fretes \u2013 controle de todo o transporte em termos de 
viagens realizadas e dos serviços prestados, para liberação do pagamento;
 unitização dos materiais \u2013 consolidação e desconsolidação das unidades de 
materiais, visando tornar mais ágeis e seguras as operações de manuseio, ar-
mazenagem e movimentação de materiais;
 armazenagem e manuseio de materiais \u2013 permite manter os materiais ínte-
gros e de fácil movimentação.
Atividade de compras
A atividade de compras é uma atividade fundamental no apoio ao processo pro-
dutivo, suprindo-o com todas as necessidades de materiais. É o processo de aquisição 
que inclui a seleção, qualificação e avaliação do desempenho dos fornecedores; os 
contratos de negociação; comparação dos preços e qualidade dos serviços; progra-
mação das compras; a elaboração e colocação do pedido; e a monitoração contínua 
desse pedido.
Deve-se ressaltar, portanto, que a atividade de compra não se restringe aos atos 
de comprar e monitorar apenas; pode-se considerá-la como um componente estraté-
gico que envolve qualidade, custo, flexibilidade e agilidade, qualquer que seja o tipo 
da organização \u2013 manufatura, atacado ou varejo.
À área de compras compete também o cuidado com os níveis de estoque; embora 
altos níveis de estoque signifiquem suprimento garantido à produção, acarretam custo 
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elevado para sua manutenção. Sendo assim, é também uma importante fonte de redu-
ção de custos para a empresa.
Porém, o nível de estoque representa apenas um item a ser considerado em rela-
ção a custos e produtividade, quando se considera a atividade de compras. Decisões 
relacionadas com a seleção dos pontos de embarques e desembarques do fornecedor, 
a determinação dos quantitativos de compras, a coordenação dos fluxos dos insumos 
e a seleção da forma de unitização e tipos de transporte estão entre as mais importan-
tes decisões logísticas.
Para Ballou (2006, p. 357), \u201co setor de compras ocupa uma posição importante na 
maioria das organizações, pois os insumos comprados representam geralmente de 40 
a 60% do valor final das vendas de qualquer produto\u201d.
O processo de transformação que as empresas vêm sofrendo, a rápida evolução 
da Tecnologia de Informação e os novos relacionamentos com fornecedores fazem 
com que a importância do setor de compras e das pessoas que trabalham no setor 
aumente significativamente. Segundo Bertaglia (2003, p. 27), \u201ccom a tecnologia em-
pregada hoje na relação comercial, o comprador é muito mais um analista de sistemas 
e um negociador do que um comprador tradicional\u201d.
Novas formas de compras
Com as novas tecnologias e o aumento da competitividade empresarial, a menta-
lidade do envolvimento comercial evoluiu através de relacionamentos mais compro-
missados e duradouros. As organizações estão se conscientizando cada vez mais da 
necessidade de manter relacionamentos mais estreitos com seus fornecedores em vez 
de manter a forma tradicional, que é uma relação puramente de compra e venda. Nessa 
relação tradicional, ambos querem tirar vantagens das transações efetuadas, mesmo 
que essa vantagem afete negativamente seu parceiro comercial.
Modelo tradicional de relacionamento entre comprador e fornecedor \u2192 julgamento 
através do preço, prazo e qualidade na hora de fazer licitação.
Modelo logístico recomendado de relacionamento \u2192 estabelecer um sistema de par-
ceria através de um relacionamento de longo prazo e de confiança mutua, tornando-se 
aliados estratégicos (ECR).
Sistema de parceria
Nos últimos anos, as transações tradicionais de compras vêm cedendo espaço a 
novas formas mais eficientes e eficazes de se efetuar essas transações, dentre elas a 
que envolve o relacionamento colaborativo entre parceiros (mutualismo): ECR.
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A estratégia do sistema de parceria tem como objetivo principal melhorar o fluxo 
operacional das empresas, reduzindo custos e aumentando a eficácia das transações 
comerciais. É conhecida no setor empresarial como Resposta Eficiente ao Consumi-
dor \u2013 ECR (Efficient Consumer Response). Essas parcerias podem ser consideradas como 
implementações de iniciativas entre esses parceiros, para trabalhar em conjunto de 
modo colaborativo, visando reduzir custos ao longo da cadeia e trazer maior valor ao 
consumidor final. Para manter esse relacionamento estreito é necessário o uso inten-
sivo de Tecnologia de Informação. Na verdade se trata de uma filosofia que visualiza a 
cadeia de suprimentos como um fluxo integrado e único de todas as funções do negó-
cio entre agentes parceiros.
Ela envolve e proporciona um vínculo muito estreito entre clientes e fornecedores. 
É uma estratégia bastante utilizada no setor varejista, na qual distribuidores ou ataca-
distas e fornecedores trabalham em conjunto para proporcionar maior valor ao consu-
midor e minimização de custos. Os produtos são identificados com códigos de barras, 
há intenso uso do EDI e Internet, padronização dos transportes e, o mais importante, 
uma forte aliança entre parceiros comerciais. Entre algumas vantagens do ECR estão: 
suprimento garantido de produtos, o aumento das opções de produtos; a redução de 
itens em falta; a diminuição dos custos de estoque; um relacionamento de confiança 
mútua entre parceiros; o maior conhecimento do cliente da empresa. A exemplo de 
outros países, o ECR surgiu no Brasil como um esforço conjunto entre fornecedores e 
varejistas para identificar oportunidades de melhorias nas práticas comerciais e no uso 
de novas tecnologias. O objetivo básico é melhorar o desempenho e dar mais eficácia 
a toda a cadeia de abastecimento, visando melhor atender e beneficiar o consumidor 
final (VIEIRA, 2006).
Cada vez mais as empresas têm trabalhado com margens de lucro muito baixas, 
pois cada vez mais os consumidores aumentam seu nível de exigência querendo mais 
qualidade e menor custo. Outro aspecto são as pressões competitivas entre as empre-
sas e a commoditização dos produtos que também influenciam sobremaneira nas refe-
ridas margens. Ao mesmo tempo e contrastando com tudo, o custo de fazer negócios 
e gerir empresas continua a crescer. A necessidade de implementação de tecnologias 
cada vez mais avançadas e em contínua evolução, insumos cada vez mais escassos e 
caros, faz com que esses custos tenham uma significação muito grande no aspecto 
gerencial.
Como resultado dessas pressões competitivas as empresas encontram-se num 
grande dilema. Como poderão agregar valor ao consumidor e manter lucrativos os 
seus negócios, apesar de tantas pressões?
Deve-se ressaltar que o valor ao consumidor é criado por meio de melhores pro-
dutos, preços baixos, maior variedade e conveniência, melhor disposição de produtos 
etc. Para que se possa oferecer isso aos consumidores, os clientes e os fornecedores 
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devem operar em parceria e conseguir economia por meio da melhoria de eficiência; 
giros mais rápidos de estoques; melhores níveis de inventários; maior variedade de 
produtos; e perdas de produtos reduzidas, ou seja, maximizar o nível de serviço ao 
cliente (CHING, 2008).
Resposta Eficiente ao Consumidor (ECR) proporciona a garantia de um ressupri-
mento contínuo eficaz para o cliente, entre outras vantagens mútuas e que são re-
José
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