PROCESSO CIVIL NCPC
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o art. 5o da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985, e o art. 
82 da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, para, se for o caso, promover a 
propositura da ação coletiva respectiva \u2013 Dever de comunicação do juiz. Regra 
importada da LACP (art. 7º). 
\uf0fc Art. 139, Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser 
determinada antes de encerrado o prazo regular. 
\uf0fc A responsabilidade civil do juiz é regressiva, depende da condenação do ente ao 
qual o juiz pertença e este regredirá contra o magistrado. MP, Defensoria, Advogados 
Públicos e Servidores respondem dessa mesma forma. Assim, consagra-se o 
posicionamento do STF sobre o tema no Novo CPC. 
\uf0fc Art. 126 do CPC de 73: o Novo CPC tira a parte final do artigo: aplicação das normas 
legais (isso foi excluído porque o juiz deve aplicar o direito), não as havendo, recorrerá à 
analogia, aos costumes e aos princípios gerais do direito (princípios são normas e não 
são a última técnica de integração de lacuna \u2013 os princípios compõem o direito). Tudo 
foi retirado porque o assunto já é regulado pela LINDB e, conforme visto na primeira 
aula, a utilização desses conceitos estava errada. 
\uf0fc Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade 
do ordenamento jurídico. 
\uf0fc Art. 140, Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei. 
\uf0fc Art. 142. Convencendo-se, pelas circunstâncias, de que autor e réu se serviram do 
processo para praticar ato simulado ou conseguir fim vedado por lei, o juiz proferirá 
decisão que impeça os objetivos das partes, aplicando, de ofício, as penalidades da 
litigância de má-fé. 
\uf0fc No CPC de 73 falava-se em sentença. Esse dispositivo dá ao juiz o poder de controlar a 
simulação processual. No CPC de 73 esse poder era compreendido para combater a 
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lide simulada. O Novo CPC não combate só o processo simulado, mas qualquer 
simulação realizada no processo, inclusive por meio dos negócios processuais. 
\uf0fc Art. 235. Qualquer parte, o Ministério Público ou a Defensoria Pública poderá 
representar ao corregedor do tribunal ou ao Conselho Nacional de 
Justiça contra juiz ou relator que injustificadamente exceder os prazos previstos em 
lei, regulamento ou regimento interno. Isso já era previsto 
\uf0fc Art. 235, § 1o Distribuída a representação ao órgão competente e ouvido 
previamente o juiz, não sendo caso de arquivamento liminar, será instaurado 
procedimento para apuração da responsabilidade, com intimação do representado 
por meio eletrônico para, querendo, apresentar justificativa no prazo de 15 (quinze) 
dias. Presença do contraditório. O juiz tem direito à defesa prévia e depois à 
apresentação de justificativa 
\uf0fc Art. 235, § 2o Sem prejuízo das sanções administrativas cabíveis, em até 48 (quarenta e 
oito) horas após a apresentação ou não da justificativa de que trata o § 1o, se for o 
caso, o corregedor do tribunal ou o relator no Conselho Nacional de Justiça determinará 
a intimação do representado por meio eletrônico para que, em 10 (dez) dias, pratique o 
ato 
\uf0fc Art. 235, § 3o Mantida a inércia, os autos serão remetidos ao substituto legal do juiz ou 
do relator contra o qual se representou para decisão em 10 (dez) dias. 
\uf0fc Corresponde ao art. 198 do CPC 
7. Deveres das partes 
\uf0fc Há todo um regramento minucioso sobre a multa no Novo CPC. 
\uf0fc Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus 
procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo: 
I. expor os fatos em juízo conforme a verdade; 
II. não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que são destituídas 
de fundamento; 
III. não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou à 
defesa do direito; 
IV. cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não 
criar embaraços à sua efetivação; 
V. declinar, no primeiro momento que lhes couber falar nos autos, o endereço residencial 
ou profissional onde receberão intimações, atualizando essa informação sempre 
que ocorrer qualquer modificação temporária ou definitiva \u2013 É um dever geral 
introduzido pelo Novo CPC. 
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VI. não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso \u2013 CPC de 
73: cautelar de atentado \u2013 é utilizada para apuração desse ilícito. Essa cautelar não 
existe mais no Novo CPC. Mas o ato ilícito ainda é punido, incidentalmente, e não mais 
por meio de um processo autônomo. É possível a aplicação de multa para quem comete 
o atentado (CPC de 73 não previa isso). 
\uf0fc Art. 77, § 1o Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas 
mencionadas no caput de que sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à 
dignidade da justiça \u2013 Incisos IV e VI: só cabe multa contra o não cumprimento 
dos deveres desses incisos. Dessa forma, o juiz tem o dever de advertir as partes de 
que o seu comportamento pode se caracterizar como ato atentatório da dignidade da 
justiça. 
\uf0fc Art. 77, § 2o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à 
dignidade da justiça, devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e 
processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até vinte por cento do valor da 
causa, de acordo com a gravidade da conduta. 
\uf0fc Art. 77, § 3o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a multa prevista no § 
2o será inscrita como dívida ativa da União ou do Estado após o trânsito em 
julgado da decisão que a fixou, e sua execução observará o procedimento da 
execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art. 97 \u2013 A multa não é da 
parte, mas do Estado. 
\uf0fc Art. 77, § 4o A multa estabelecida no § 2o poderá ser fixada independentemente da 
incidência das previstas nos arts. 523, § 1o, e 536, § 1o 
\uf0fc Art. 77, § 5o Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 
2o poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo \u2013 Ao invés de 
20% do valor da causa. 
\uf0fc Art. 77, § 6o Aos advogados públicos ou privados e aos membros da Defensoria 
Pública e do Ministério Público não se aplica o disposto nos §§ 2o a 5o, devendo 
eventual responsabilidade disciplinar ser apurada pelo respectivo órgão de classe ou 
corregedoria, ao qual o juiz oficiará. 
\uf0fc Art. 77, § 7o Reconhecida violação ao disposto no inciso VI, o juiz determinará o 
restabelecimento do estado anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos 
autos até a purgação do atentado, sem prejuízo da aplicação do § 2o. 
\uf0fc Art. 77, § 8o O representante judicial da parte não pode ser compelido a cumprir 
decisão em seu lugar \u2013 Esse parágrafo tem relação com as questões criminais: o 
advogado não pode ser preso em caso de descumprimento de decisões judiciais. 
 
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Aula 4 (Blocos 10, 11 e 12) \u2013 23/4/2015 
7.1. Litigância de má-fé 
\uf0fc Art. 81. De ofício ou a requerimento, o juiz condenará o litigante de má-fé a pagar multa, 
que deverá ser superior a um por cento e inferior a dez por cento do valor corrigido da 
causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os 
honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou. 
\uf0fc Art. 81, § 1o Quando forem 2 (dois) ou mais os litigantes de má-fé, o juiz condenará cada 
um na proporção de seu respectivo interesse na causa