PROCESSO CIVIL NCPC
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\uf0fc Art. 112, § 1o Durante os 10 (dez) dias seguintes, o advogado continuará a representar o 
mandante, desde que necessário para lhe evitar prejuízo 
\uf0fc Art. 112, § 2o Dispensa-se a comunicação referida no caput quando a procuração 
tiver sido outorgada a vários advogados e a parte continuar representada por 
outro, apesar da renúncia. NOVIDADE! 
\uf0fc O Novo CPC deixou claro que o dever de regularização do vício de representação no 
processo se estende também à representação judicial. Havendo problemas na 
capacidade processual ou na capacidade postulatória, o regramento é o mesmo para 
ambos (previsto pelo art. 76 do CPC). 
9.4. Intimação 
\uf0fc Art. 272. Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as 
intimações pela publicação dos atos no órgão oficial. 
\uf0fc Art. 272, § 1o Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, figure 
apenas o nome da sociedade a que pertençam, desde que devidamente registrada na 
Ordem dos Advogados do Brasil. 
\uf0fc Art. 272, § 2o Sob pena de nulidade, é indispensável que da publicação constem os 
nomes das partes e de seus advogados, com o respectivo número de inscrição na 
Ordem dos Advogados do Brasil, ou, se assim requerido, da sociedade de 
advogados. 
\uf0fc Art. 272, § 3o A grafia dos nomes das partes não deve conter abreviaturas. 
\uf0fc Art. 272, § 4o A grafia dos nomes dos advogados deve corresponder ao nome completo 
e ser a mesma que constar da procuração ou que estiver registrada na Ordem dos 
Advogados do Brasil. 
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\uf0fc Art. 272, § 5o Constando dos autos pedido expresso para que as comunicações dos atos 
processuais sejam feitas em nome dos advogados indicados, o seu desatendimento 
implicará nulidade. 
\uf0fc Art. 272, § 6o A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em carga pelo 
advogado, por pessoa credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de 
advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério 
Público implicará intimação de qualquer decisão contida no processo 
retirado, ainda que pendente de publicação. 
\uf0fc Art. 272, § 7o O advogado e a sociedade de advogados deverão requerer o respectivo 
credenciamento para a retirada de autos por preposto. 
\uf0fc Art. 272, § 8o A parte arguirá a nulidade da intimação em capítulo preliminar do 
próprio ato que lhe caiba praticar, o qual será tido por tempestivo se o vício for 
reconhecido. 
\uf0fc Art. 272, § 9o Não sendo possível a prática imediata do ato diante da necessidade de 
acesso prévio aos autos, a parte limitar-se-á a arguir a nulidade da intimação, caso em 
que o prazo será contado da intimação da decisão que a reconheça. 
\uf0fc Regra do Novo CPC: intimação eletrônica (art. 268). 
\uf0fc § 1º: Para Fredie, essa é uma das melhores mudanças práticas do Novo CPC. 
\uf0fc § 2º: obrigatoriedade do nome das partes, nomes dos advogados e número da OAB. 
\uf0fc § 3º: não pode haver abreviaturas nos nomes \u2013 ideia de segurança. 
\uf0fc § 4º: tem que publicar o nome completo do advogado que está na procuração ou na 
OAB. 
\uf0fc § 6º: o legislador cria uma presunção absoluta de intimação pela carga ou pela 
retirada do processo. 
\uf0fc § 7º: prevê expressamente a figura do paralegal \u2013 o sujeito que não é advogado, mas 
tem autorização para fazer retirada de autos. O credenciamento deve ser junto à vara 
que se faz a carga dor processo. 
9.5. Sustentação oral e devolução dos autos 
\uf0fc Possibilidade de sustentação oral por videoconferência. 
\uf0fc Ampliação do rol de hipóteses de sustentação oral: 
i. agravo de instrumento sobre tutela provisória; 
ii. agravo interno contra decisão do relator que julgou apelação, REsp., RE e recurso 
ordinário. 
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Anotação
IMPORTANTE!! VERIFICAR SE ISSO ESTÁ SE APLICANDO AO PROCESSO ELETRÔNICO.
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Anotação
E O AGRAVO CONTRA DECISAO INTERLOCUTÓRIA DE MÉRITO??
\uf0fc Art. 234, § 2o Se, intimado, o advogado não devolver os autos no prazo de 3 (três) dias, 
perderá o direito à vista fora de cartório e incorrerá em multa correspondente à metade 
do salário-mínimo. 
\uf0fc Art. 234, § 3o Verificada a falta, o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos 
Advogados do Brasil para procedimento disciplinar e imposição de multa. 
\uf0fc Art. 234, § 4o Se a situação envolver membro do Ministério Público, da Defensoria 
Pública ou da Advocacia Pública, a multa, se for o caso, será aplicada ao agente público 
responsável pelo ato 
\uf0fc Art. 234, § 5o Verificada a falta, o juiz comunicará o fato ao órgão competente 
responsável pela instauração de procedimento disciplinar contra o membro que atuou no 
feito. 
\uf0fc A multa é aplicada pela OAB ou pelos entes públicos responsáveis. 
10. Mediação e conciliação 
\uf0fc Resolução 125/2010 do CNJ já regulamentava a mediação e a conciliação. 
\uf0fc Agora, o Novo CPC traz um capítulo próprio para a mediação e para a conciliação. E, 
inclusive, coloca os mediadores e conciliadores como auxiliares da justiça. 
\uf0fc O Novo CPC traz o dever de os TJs e os TRFs criarem centros judiciários de solução 
de conflitos, devendo cada tribunal estabelecer as diretrizes. 
\uf0fc As audiências de mediação e conciliação serão realizadas nesses centros. 
\uf0fc Esses centros deverão desenvolver programas para o estímulo à autocomposição. 
\uf0fc Ou seja, esses centros têm um lado operacional, prático. E, ao mesmo tempo, tem o 
papel de prestar auxílio, orientação e estímulo. 
\uf0fc A condução das audiências de conciliação e mediação não será pelo juiz, e sim por um 
profissional habilitado. 
\uf0fc Mediadores e conciliadores são terceiros estranhos ao conflito que auxiliam às parte 
para a solução do problema. Mas eles se distinguem pelas técnicas que eles utilizam: 
i. o mediador não pode propor acordo \u2013 ele apenas facilita o diálogo, permitindo que as 
partes construam a solução. Por isso que a mediação é uma técnica recomendada 
para os casos em que os conflitantes já têm uma relação jurídica entre eles, 
permanente. Ex.: conflitos de família e conflitos societários; 
ii. o conciliador tem um papel mais proativo e propõe soluções às partes. 
\uf0fc Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, 
responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo 
desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a 
autocomposição. 
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\uf0fc Art. 165, § 1o A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo 
tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. 
\uf0fc Art. 165, § 2o O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver 
vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a 
utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes 
conciliem. 
\uf0fc Art. 165, § 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver 
vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e 
os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da 
comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios 
mútuos. 
\uf0fc Princípios que regem a mediação e conciliação: 
i. independência do mediador e do conciliador, que não podem