PROCESSO CIVIL NCPC
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sofrer pressão de quem 
quer que seja; 
ii. imparcialidade do mediador e do conciliador; 
iii. autonomia da vontade \u2013 a celebração do acordo deve respeitar a vontade das partes. 
O resultado não serve ao mediador/conciliador, mas sim às pessoas conflitantes; 
iv. confidencialidade \u2013 o conciliador/medidor não pode expor as informações a que teve 
acesso; 
v. oralidade \u2013 na medida do possível, elas devem se realizar oralmente; 
vi. informalidade; 
vii. decisão informada \u2013 é preciso que o procedimento conciliatório produza um acordo 
informado. As partes devem entender os termos do acordo e as conseqüências do 
acordo. 
\uf0fc Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, 
da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da 
informalidade e da decisão informada. 
\uf0fc Impedimento do mediador/conciliador (os casos são os mesmo do juiz): 
\uf0fc Art. 170. No caso de impedimento, o conciliador ou mediador o comunicará 
imediatamente, de preferência por meio eletrônico, e devolverá os autos ao juiz do 
processo ou ao coordenador do centro judiciário de solução de conflitos, devendo este 
realizar nova distribuição. 
\uf0fc Art. 170, Parágrafo único. Se a causa de impedimento for apurada quando já iniciado o 
procedimento, a atividade será interrompida, lavrando-se ata com relatório do ocorrido e 
solicitação de distribuição para novo conciliador ou mediador. 
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\uf0fc Art. 171. No caso de impossibilidade temporária do exercício da função, o conciliador ou 
mediador informará o fato ao centro, preferencialmente por meio eletrônico, para que, 
durante o período em que perdurar a impossibilidade, não haja novas distribuições 
\uf0fc Art. 172. O conciliador e o mediador ficam impedidos, pelo prazo de 1 (um) ano, 
contado do término da última audiência em que atuaram, de assessorar, representar ou 
patrocinar qualquer das partes. 
\uf0fc Os mediadores e conciliadores devem ser cadastrados: 
i. cadastro nacional, gerido pelo CNJ; 
ii. cadastro no respectivo tribunal. 
\uf0fc Nesse cadastro, é preciso que se indique a área de atuação/especialidade do 
mediador/conciliador. 
\uf0fc Devem constar dados relevantes (espécie de histórico do mediador/conciliador): 
\uf0fc Art. 167, § 3o Do credenciamento das câmaras e do cadastro de conciliadores e 
mediadores constarão todos os dados relevantes para a sua atuação, tais como o 
número de processos de que participou, o sucesso ou insucesso da atividade, a matéria 
sobre a qual versou a controvérsia, bem como outros dados que o tribunal julgar 
relevantes. 
\uf0fc O credenciamento não é apenas do conciliador e do mediador, mas também das 
câmaras privadas de mediação e conciliação. 
\uf0fc As partes podem escolher o mediador e o conciliador e, nesse caso, eles não precisam 
estar cadastrados no tribunal. Mas, uma vez escolhido, ele deve se cadastrar. 
\uf0fc O mediador e o conciliador podem ser concursados ou não: cada tribunal vai decidir 
como fazer, se vai abrir concurso ou se vai cadastrar profissionais liberais: 
\uf0fc Art. 167, § 1o Preenchendo o requisito da capacitação mínima, por meio de curso 
realizado por entidade credenciada, conforme parâmetro curricular definido pelo 
Conselho Nacional de Justiça em conjunto com o Ministério da Justiça, o conciliador ou 
o mediador, com o respectivo certificado, poderá requerer sua inscrição no cadastro 
nacional e no cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal. 
\uf0fc As causas que chegam serão distribuídas de maneira proporcional e aleatória entre os 
mediadores e os conciliadores. A diferença em relação aos juízes é que as partes 
podem escolher o mediador e o conciliador. 
\uf0fc Sempre que for recomendado, é possível a designação de mais de um profissional para 
acompanhar o caso. 
\uf0fc E o mediador e o conciliador não precisam ser advogados. 
\uf0fc A atuação é remunerada. 
\uf0fc Mas é possível o trabalho voluntário como mediador ou conciliador. 
\uf0fc Justiça gratuita: 
\uf0fc Art. 169, § 2o Os tribunais determinarão o percentual de audiências não remuneradas 
que deverão ser suportadas pelas câmaras privadas de conciliação e mediação, 
com o fim de atender aos processos em que deferida gratuidade da justiça, como 
contrapartida de seu credenciamento. 
\uf0fc Exclusão do cadastro: 
\uf0fc Art. 173. Será excluído do cadastro de conciliadores e mediadores aquele que: 
I. agir com dolo ou culpa na condução da conciliação ou da mediação sob sua 
responsabilidade ou violar qualquer dos deveres decorrentes do art. 166, §§ 1o e 2o; 
II. atuar em procedimento de mediação ou conciliação, apesar de impedido ou suspeito. 
\uf0fc Art. 173, § 1o Os casos previstos neste artigo serão apurados em processo 
administrativo. 
\uf0fc Art. 173, § 2o O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de conciliação e 
mediação, se houver, verificando atuação inadequada do mediador ou conciliador, 
poderá afastá-lo de suas atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão 
fundamentada, informando o fato imediatamente ao tribunal para instauração do 
respectivo processo administrativo. 
\uf0fc O Novo CPC prevê expressamente a criação de câmaras administrativas, para a 
solução de conflitos no âmbito da Administração Pública: 
\uf0fc Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de 
mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos 
no âmbito administrativo, tais como: 
I. dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública; 
II. avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de 
conciliação, no âmbito da administração pública; 
III. promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta. 
10.1. Audiência preliminar de conciliação ou mediação 
\uf0fc Art. 334 do CPC. 
\uf0fc Obrigatoriedade da realização dessa audiência. 
\uf0fc Não ocorre: 
i. se houver pedido das partes no sentido de que não há possibilidade de acordo; 
ii. se a lei não permitir a conciliação. 
\uf0fc Litisconsórcio: o desinteresse na realização da audiência deve ser manifestado por 
todos os litisconsortes. Isso funciona pro litisconsórcio simples. Para o unitário, não 
funciona, porque se um não quiser acordo, ninguém poderá acordar. 
\uf0fc Ela poderá ser realizar por videoconferência. 
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\uf0fc O não comparecimento injustificado do autor ou do réu é considerado ato atentatório à 
dignidade da Justiça. Multa de até 2% da vantagem econômica do processo (multa que 
vai para o Estado). 
o Nos juizados, a consequência no não comparecimento é a extinção da ação (se 
for autor) e a revelia (se for o réu). 
\uf0fc As partes devem estar acompanhadas de seus advogados e seus defensores públicos. 
\uf0fc § 10. A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, 
com poderes para negociar e transigir 
11. Ministério Público 
\uf0fc Atualização do MP no processo civil. 
\uf0fc Não se fala mais em MP fiscal da lei (custus legis), mas sim em MP fiscal da ordem 
jurídica (custus iuris). 
\uf0fc Acabam-se as referências ao MP como curador especial. O MP é: 
i. fiscal da lei; 
ii. ou parte. 
\uf0fc Curatela especial é atribuição específica da Defensoria Pública. 
\uf0fc O CPC de 73 trazia a previsão de que o MP era o curador especial do interditando. Isso, 
atualmente, não tem mais sentido. 
\uf0fc O Novo CPC prevê um prazo de 30 dias para que o MP se manifeste como fiscal da 
ordem jurídica \u2013 trata-se de prazo preclusivo. Se o MP não se manifestou em 30 dias, o 
juiz requisita os autos. 
\uf0fc O prazo para o MP falar nos autos é em dobro pra tudo (não tem mais prazo em 
quádruplo