PROCESSO CIVIL NCPC
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acrescentou o defensor público, porque o CPC de 73 só tinha sentido quando o MP fazia 
a defesa do réu (ex.: ação de interdição). Mas, atualmente, curadoria especial é 
atribuição da Defensoria Pública. E o MP como réu tem sim ônus da impugnação 
especificada. Mas atenção! A figura do defensor público que está dispensada da 
impugnação especificada é no âmbito da curatela especial. Fredie critica a inclusão do 
defensor nesse dispositivo, porque é uma ofensa ao trabalho do defensor. Os assistidos 
que procuram a defensoria devem ser devidamente defendidos e o defensor não pode 
deixar de impugnar especificamente os fatos. O problema é que esse artigo pode levar a 
essa interpretação. A Câmara dos Deputados tinha tirado o defensor, mas o Senado 
colocou de volta. 
16.1.2. Alegação de incompetência no domicílio do réu 
\uf0fc Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação 
poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente 
comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico. 
\uf0fc A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por 
meio de carta precatória, juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata 
remessa para o juízo da causa. 
\uf0fc Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o qual fora 
distribuída a contestação ou a carta precatória será considerado prevento. 
\uf0fc Alegada a incompetência, será suspensa a realização da audiência de conciliação ou de 
mediação, se tiver sido designada \u2013 Atenção! Nesse caso, o réu terá que contestar 
antes da audiência. Porque senão, ele terá que alegar a incompetência relativa no juízo 
em que a ação foi proposta. Há uma quebra do sistema aqui, já que a contestação é 
apresentada antes da audiência. 
\uf0fc Definida a competência, o juízo competente designará nova data para a audiência de 
conciliação ou de mediação. 
16.2. Reconvenção 
\uf0fc Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão 
própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. 
\uf0fc Será apresentada na mesma peça da contestação. 
\uf0fc Mas isso não significa que o réu possa fazer do jeito que quiser: ele deverá discriminar o 
que é reconvenção e o que é contestação. 
\uf0fc Reconvenção e contestação são independentes: o réu pode contestar sem reconvir e 
reconvir sem contestar. 
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\uf0fc O Novo CPC deixa claro que o réu pode se juntar a um terceiro para reconvir contra o 
autor \u2013 o polo ativo da reconvenção pode ser ampliado. E o polo passivo da 
reconvenção também pode ser ampliado. Ou seja, tanto se admite o litisconsórcio ativo 
quanto passivo na reconvenção. Mas atenção! Não é possível que o réu reconvenha 
apenas contra terceiro. 
o Essa ampliação subjetiva só é permitida se o litisconsórcio for: 
i. unitário; 
ii. ou simples, desde que haja conexão. 
\uf0fc Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em 
face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na 
qualidade de substituto processual (§ 5º). Ex.: administradora do consórcio cobrando 
uma dívida \u2013 o réu pode reconvir para formular um pedido contra o grupo (consórcio), 
mas não contra a administradora. É uma substituição ao parágrafo único do art. 315 do 
CPC de 73. Esse dispositivo resolve a questão da reconvenção em sede de tutela 
coletiva. 
17. Revelia 
\uf0fc É acrescentada mais uma hipótese no rol das possibilidades da revelia: não haverá 
presunção de veracidade se as alegações de fato formuladas pelo autor forem 
INVEROSSÍMEIS ou estiverem em contradição com a prova dos autos (art. 345, IV, 
CPC). 
18. Alegação de impedimento e suspeição do juiz 
\uf0fc CPC de 73: se o réu quisesse alegar impedimento e suspeição ele deveria alegar em 
sua resposta. Mas o CPC colocava esse tema apenas ao tratar da resposta do réu, ou 
seja, era como se o autor não pudesse alegar essas questões. 
\uf0fc O Novo CPC tirou esse assunto da parte do réu e colocou na parte do juiz. 
\uf0fc Não se fala mais em exceção de suspeição de impedimento, porque tanto autor e réu 
podem alegar. 
\uf0fc Continua sendo feita em peça separada, porque quem julga é o tribunal e não o juiz. 
\uf0fc Art. 144, Novo CPC \u2013 traz novas hipóteses: 
i. inciso III: quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou 
membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive \u2013 
novidade: DP e MP; 
ii. inciso V: quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa 
jurídica parte no processo \u2013 essa regra não se aplica se o juiz é acionista; 
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iii. inciso VI: quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das 
partes \u2013 antes era hipótese de suspeição, agora virou hipótese de impedimento; 
iv. inciso VII: em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação 
de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços \u2013 isso não 
envolve as universidades públicas; 
v. inciso VIII: em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu 
cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou 
colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de 
outro escritório; 
vi. inciso IX: quando promover ação contra a parte ou seu advogado. 
\uf0fc Nova hipótese de suspeição: inimizade ou amizade demais em relação ao advogado da 
parte (art. 145, I). 
\uf0fc Art. 145, § 2o Será ilegítima a alegação de suspeição quando: 
I. houver sido provocada por quem a alega; 
II. a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido. 
\uf0fc Esse é um regramento já previsto pelo Código Eleitoral: a parte não pode irritar o juiz 
para provocar a suspeição. 
18.1. Novidades procedimentais 
\uf0fc A suspensão do processo em virtude da alegação de suspeição não irá durar, 
necessariamente, até o julgamento da suspeição, pois o relator pode ou não conceder 
efeito suspensivo. 
\uf0fc Art. 146, § 2o Distribuído o incidente, o relator deverá declarar os seus efeitos, sendo 
que, se o incidente for recebido: 
I. sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr; 
II. com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do 
incidente. 
\uf0fc Art. 146, § 3o Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou 
quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao 
substituto legal. 
\uf0fc O juiz será condenado às custas apenas em caso de manifesta suspeição (§ 5º). 
\uf0fc O juiz pode recorrer em virtude dessa decisão (§ 5º). 
\uf0fc Dúvida: o juiz pode recorrer com ou sem advogado? Ele terá capacidade postulatória? 
Não, pois ele não tem capacidade postulatória. 
\uf0fc Reconhecido o impedimento ou suspeição, os atos praticados pelo juiz são nulos (§ 
7º). O CPC de 73 era silente nesse aspecto, o que levava a interpretação de que só o 
impedimento levava à nulidade do ato do juiz. Mas o Novo CPC esclarece essa questão. 
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