PROCESSO CIVIL NCPC
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\uf0fc Dúvida não sanada pelo Novo CPC: em relação à suspeição de auxiliar de justiça e MP 
não há previsão de recurso. Quem julga essa suspeição é o juiz da causa e o novo CPC 
não traz previsão se cabe recurso. Não cabe agravo de instrumento e o interessado 
pode impugnar essa decisão na apelação. 
19. Providências preliminares 
\uf0fc Duas mudanças importantes: 
i. Fim da previsão expressa de ação declaratória incidental. A utilidade dessa ação era 
fazer com que a análise de uma questão prejudicial passe a ser principal, havendo 
coisa julgada sobre ela. Isso aconteceu porque o Novo CPC mudou a sistemática da 
coisa julgada, que pode estender-se às questões prejudiciais incidentais 
ii. O revel tem direito de produzir provas se intervier a tempo de elas serem produzidas \u2013 
art. 349: Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do 
autor, desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos 
processuais indispensáveis a essa produção. Isso já era consagrado em súmula do 
STF. 
20. Julgamento conforme o estado do processo 
\uf0fc É a decisão que o juiz toma após as decisões preliminares. Essa decisão pode assumir 
diversas naturezas: 
i. sem extinção do mérito; 
ii. com julgamento do mérito; 
iii. prescrição e decadência; 
iv. etc. 
20.1. Julgamento antecipado parcial do mérito 
\uf0fc A primeira grande mudança é que o Código consagra expressamente a possibilidade de 
decisões parciais: o juiz pode proferir decisões sobre partes do processo (o CPC 
estabelece os casos) \u2013 art. 354, parágrafo único. Nesse caso, cabe agravo de 
instrumento, porque se trata de decisão interlocutória. 
\uf0fc Art. 356: traz a possibilidade de julgamento antecipado parcial do mérito: O juiz decidirá 
parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: 
i. mostrar-se incontroverso; 
ii. estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355. 
\uf0fc A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação 
líquida ou ilíquida (§ 1o ). Mas atenção! Via de regra, as decisões devem ser líquidas. A 
iliquidez é excepcional. 
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\uf0fc A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão 
que julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso 
contra essa interposto (§ 2o). 
\uf0fc Na hipótese do § 2o, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será 
definitiva (§ 3o). 
\uf0fc A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz (§ 
4o). 
\uf0fc A decisão proferida com base no art. 356 é impugnável por agravo de instrumento (§ 5o). 
20.2. Julgamento antecipado do mérito 
\uf0fc É o antigo julgamento antecipado da lide. 
\uf0fc O Novo CPC aperfeiçoa esse mecanismo. 
\uf0fc Art. 355 \u2013 traz as hipóteses: 
i. não houver necessidade de produção de outras provas; 
ii. o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 (presunção de veracidade \u2013 confissão 
ficta) e não houver requerimento de prova (lembrando que o revel pode produzir 
provas), na forma do art. 349. 
20.3. Saneamento e organização do processo 
\uf0fc O Novo CPC traz grande destaque para essa fase. É uma das grandes inovações do 
novo CPC. 
\uf0fc O juiz irá regularizar o processo e organizar a atividade instrutória. 
\uf0fc Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em 
decisão de saneamento e de organização do processo: 
I. resolver as questões processuais pendentes, se houver; 
II. delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos pra cada fato; 
III. definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373 \u2013 isso é uma novidade. 
Agora, o CPC consagra a possibilidade de distribuição dinâmica do ônus da prova; 
IV. delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito \u2013 quais são as teses 
debatidas; 
V. designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento \u2013 prova testemunhal e 
depoimento pessoal. 
 
Aula 7 (Blocos 19, 20 e 21) \u2013 7/5/2015 
 
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\uf0fc Essa é uma decisão complexa. Essa decisão consigna uma espécie de protótipo do 
processo: um raio-x do que está acontecendo e o que vai acontecer. 
\uf0fc Além de o CPC ter esmiuçado essa decisão, ele abre duas possibilidades: 
i. juiz pode proferir essa decisão sozinho, por escrito \u2013 nesse caso, realizado o 
saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no 
prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável (art. 357, § 
1º). E o que significa essa estabilidade? Essa estabilidade é apenas em relação 
aquilo que não for impugnável por agravo de instrumento. E pode ser que contra 
essa decisão de saneamento caiba agravo de instrumento (é o caso, por exemplo, 
da decisão de redistribuição do ônus da prova) \u2013 mas atenção! O prazo para o 
agravo é de 15 dias, e não de 5 dias; 
ii. ou o juiz pode proferir essa decisão em conjunto com as partes \u2013 decisão compartilhada 
do processo - Se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, 
deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação 
com as partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a 
integrar ou esclarecer suas alegações (art. 357, § 3º). E essa audiência não é a 
audiência de instrução, é uma audiência para o saneamento do processo. Fredie 
aponta a vantagem dessa decisão compartilhada: as partes têm um domínio maior 
do processo em relação ao juiz e dificilmente alguém irá impugnar essa decisão. É 
nesse momento também que pode ser elaborado o calendário processual. 
\uf0fc Ademais, as partes podem apresentar ao juiz, para homologação, delimitação 
consensual das questões de fato e de direito a que se referem os incisos II e IV do art. 
357, a qual, se homologada, vincula as partes e o juiz (art. 357, § 3º). As partes não 
poderão mais discutir aquilo que foi acordado e o juiz também fica vinculado. Atenção! 
Esse acordo não é sobre o litígio, mas sim sobre a organização do processo \u2013 é um 
acordo sobre o dissenso: todas as teses controvertidas e as provas a serem utilizadas. 
\uf0fc Caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo 
comum não superior a 15 (quinze) dias para que as partes apresentem rol de 
testemunhas (art. 357, § 4º) \u2013 o momento para apresentação do rol de testemunhas 
mudou. E na hipótese de saneamento compartilhado, as partes devem levar, para a 
audiência prevista, o respectivo rol de testemunhas (art. 357, § 5º). 
\uf0fc Número máximo de 10 testemunhas \u2013 3 no máximo para a prova de cada fato (art. 357, 
§ 6º). 
\uf0fc Intervalo entre as audiências: 1 hora (art. 357, § 9º). 
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21. Provas 
21.1. Parte Geral 
21.1.1. Negócios probatórios 
\uf0fc A primeira grande mudança é de ordem sistemática (não está escrita expressamente). O 
Novo CPC consagra o autoregramento da vontade e a cláusula geral de negociação 
sobre o processo. 
\uf0fc E, nesse contexto, temos negócios