PROCESSO CIVIL NCPC
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probatórios. 
\uf0fc Ex.: prova ilícita negocial \u2013 as partes podem acordar que determinada prova não pode 
ser utilizada no litígio entre elas, portanto é uma prova que se torna ilícita pela proibição 
decorrente de um negócio processual \u2013 art. 109, CC: \u201cNo negócio jurídico celebrado 
com causa de não valer sem instrumento público, este é da substância do ato\u201d. Mas não 
é possível tornar lícita uma prova ilícita \u2013 ex.: não pode haver uma cláusula 
estabelecendo que as partes serão ouvidas sob tortura. 
\uf0fc O nosso sistema consagra a atipicidade dos meios de prova: as provas podem ser 
produzidas por qualquer meio típico ou atípico. O Novo CPC mantém isso. E traz a 
possibilidade para que as partes tragam ao juiz um modelo de prova atípica \u2013 ex.: prova 
por amostragem, colheita de testemunho por escrito, as partes podem fazer um acordo 
de restrição de provas (ex.: proibição de perícia). 
\uf0fc Dessa forma, o poder instrutório do juiz é redimensionado no Novo CPC: o juiz continua 
tendo poder instrutório, mas há uma limitação a ele: a vontade de AMBAS as partes. 
21.1.2. Superação do LIVRE convencimento motivado 
\uf0fc Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito 
que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu 
convencimento. 
\uf0fc Art. 131, CPC de 73: O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e 
circunstâncias dos autos, ainda que não alegados pelas partes, mas deverá indicar, na 
sentença, os motivos que lhe formaram o convencimento \u2013 LIVRE CONVENCIMENTO 
MOTIVADO. 
\uf0fc Ocorre que o livre convencimento motivado foi distorcido com a prática, pois muitos 
juízes decidem da forma que querem. Valoração probatória não tem nada a ver com 
teses jurídicas. 
\uf0fc O Novo CPC tira o advérbio \u201clivremente\u201d, porque: 
i. mau uso desse livremente pelos juízes; 
ii. a apreciação da prova não é livre \u2013 há uma série de restrições que o juiz deve observar. 
Não se trata de prova tarifada. O convencimento judicial tem limites. A análise das 
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provas tem limites. O juiz não pode analisar as provas, por exemplo, sob um viés 
religioso. Também não pode valorar as provas contra as regras da experiência e nem 
com o que não está nos autos. Não há liberdade no sentido de o juiz fazer o que bem 
entender. 
\uf0fc Dessa forma, não se fala mais em LIVRE convencimento motivado. O que há agora é 
CONVENCIMENTO MOTIVADO. 
\uf0fc O Novo CPC também consagra o princípio da AQUISIÇÃO PROCESSUAL DA PROVA: 
a prova é do processo e não de quem a produziu (\u201cindependentemente do sujeito que a 
tiver promovido\u201d). Mas a origem da prova não é irrelevante para a sua valoração 
 
21.1.3. Prova emprestada 
\uf0fc Consagração expressa da prova emprestada. Essa prova já era permitida, mas agora o 
CPC a prevê de forma expressa. 
\uf0fc Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, 
atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. 
\uf0fc Pode ser prova de qualquer processo (penal, administrativo, eleitoral, trabalhista etc.). O 
\u201cobservado o contraditório\u201d implica que a prova emprestada deve ter a participação da 
pessoa contra quem ela será utilizada. 
21.1.4. Ônus da prova 
\uf0fc Uma das maiores novidades do Novo CPC: consagração da DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA 
DO ÔNUS DA PROVA. 
\uf0fc A distribuição no CPC de 73 era (art. 333): 
i. legal \u2013 a lei que estabelecia \u2013 trata-se de uma distribuição estática: 
a. autor \u2013 quanto ao fato constitutivo do seu direito; 
b. réu \u2013 quanto aos fatos extintivos, modificativos ou restritivos do direito do autor. 
ii. convencional \u2013 distribuição dinâmica, porque as partes poderiam trocar esse ônus. 
\uf0fc Com o passar do tempo, percebeu-se que era preciso uma dinamização do ônus da 
prova pelo juiz. Essa ideia foi encampada no CDC, na década de 90 \u2013 só em favor do 
consumidor. Ainda na década de 90, surge na Argentina a possibilidade de o juiz 
inverter o ônus da prova em qualquer caso que se trate de prova diabólica (prova 
impossível). Essa teoria foi chamada de \u201cteoria das cargas probatórias dinâmicas\u201d. E 
com base nela, a doutrina brasileira começa a ampliar as hipóteses de aplicação do 
ônus da prova dinâmico a partir do princípio da igualdade \u2013 como permitir um processo 
em que uma parte tenha que produzir uma prova diabólica? A discussão passou a ser 
sobre o momento em que caberia essa inversão do ônus da prova: se era regra de 
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instrução ou de julgamento. O STJ chegou a dar uma decisão em que estabeleceu que 
o momento adequado era no julgamento, mas depois mudou de posição e passou a 
entender que era regra de instrução, para preservar o contraditório. 
\uf0fc O Novo CPC finalmente regulamentou a distribuição dinâmica do ônus da prova. 
\uf0fc Art. 373. O ônus da prova incumbe \u2013 isso não mudou: 
I. ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; 
II. ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do 
autor. 
\uf0fc Art. 373, § 1o Nos casos previstos em lei (ex.: CDC) ou diante de peculiaridades da 
causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o 
encargo nos termos do caput do art. 373 ou à maior facilidade de obtenção da 
prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde 
que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a 
oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído \u2013 O juiz deve 
fundamentar essa decisão (na decisão de saneamento) e o CPC consagra que se trata 
de uma regra de instrução. Isso não quer dizer que esse é o único momento em que é 
possível a inversão. É possível que o juiz só perceba a necessidade de inversão após a 
conclusão da instrução \u2013 nessa situação, o juiz deverá converter o julgamento em 
diligência e reabrir a instrução \u2013 velando pelo contraditório 
\uf0fc Art. 373, § 2o A decisão prevista no § 1o deste artigo não pode gerar situação em que a 
desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil \u2013 não é 
possível redistribuir o ônus da prova se isso for tornar a prova diabólica para a outra 
parte. 
\uf0fc Da decisão do juiz que redistribui o ônus da prova cabe agravo de instrumento. 
\uf0fc Art. 373, § 3o A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por 
convenção das partes, salvo quando \u2013 isso não mudou: 
I. recair sobre direito indisponível da parte; 
II. tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
\uf0fc Art. 373, § 4o A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou durante o 
processo \u2013 isso é novidade \u2013 A doutrina divergia sobre o momento da celebração da 
convenção sobre o ônus da prova. 
\uf0fc Art. 379: direito de não produzir prova contra si mesmo (consagração expressa). 
21.1.5. Produção antecipada de prova 
\uf0fc É um regramento totalmente novo. 
\uf0fc Premissas: 
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i. ação probatória \u2013 é aquela