PROCESSO CIVIL NCPC
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que tem por objeto a produção de uma prova. O CPC de 73 
trazia a nomenclatura \u201cprodução antecipada de provas\u201d, que exigia urgência e, por 
isso, estava na parte das cautelares. Além da produção antecipada de provas, havia 
a exibição (de documento) e a justificação (produção de prova testemunhal sem 
urgência). Esse sistema era bastante criticado; 
ii. nos últimos anos no Brasil se consagrou o entendimento de que o direito à prova tem 
autonomia e, por isso, pode ser objeto de uma ação autônoma. Durante muito tempo 
o direito à prova era encarado como instrumental, acessório ao direito que se queria 
fazer valer em juízo. Mas passou-se a considerar a autonomia do direito à prova; 
iii. o juiz sempre foi tido como o destinatário das provas. Hoje, ainda se mantém a ideia de 
que o juiz é o destinatário da prova, mas, além disso, a prova também se destina ao 
convencimento das próprias partes. Então, todos os sujeitos do processo são 
destinatários das provas e há uma clara valorização das partes pelo Novo CPC; 
\uf0fc No CPC de 73, tínhamos 2 ações: 
i. ação de exibição de documentos cautelar; 
ii. exibição de documentos incidental \u2013 no processo. 
\uf0fc O Novo CPC unifica: há apenas uma ação, que pode ser preparatória ou incidental. 
\uf0fc O Novo CPC também unifica justificação e produção antecipada de prova, criando um 
novo instituto cujo nome também é \u201cprodução antecipada de prova\u201d, mas é bem 
diferente da produção antecipada de prova do CPC de 73. A ação criada pelo Novo CPC 
serve para qualquer meio de prova. E as hipóteses em que se admite a produção 
antecipada de prova são infinitas vezes maiores. 
\uf0fc A ação probatória é AUTÔNOMA. Não é cautelar. É uma ação de jurisdição voluntária, 
cujo propósito é produzir uma prova. Não é uma ação que busca valorar a prova. 
\uf0fc Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que: 
I. haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a 
verificação de certos fatos na pendência da ação \u2013 URGÊNCIA; 
II. a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio 
adequado de solução de conflito \u2013 independentemente de urgência \u2013 ratificação 
da premissa de que o destinatário das provas não é apenas o juiz; 
III. o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação \u2013 
reforça a premissa de que o destinatário das provas não é apenas o juiz, porque com 
base nessa produção probatória, as partes vão decidir se entram ou não com a ação. 
\uf0fc A justificação está presente no § 5o desse artigo: Aplica-se o disposto nesta Seção 
àquele que pretender justificar a existência de algum fato ou relação jurídica para 
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simples documento e sem caráter contencioso, que exporá, em petição circunstanciada, 
a sua intenção. 
\uf0fc O arrolamento de bens pode ter uma função probatória: § 1o O arrolamento de bens 
observará o disposto nesta Seção quando tiver por finalidade apenas a realização de 
documentação e não a prática de atos de apreensão. 
\uf0fc Essa seção, embora se refira à ação probatória autônoma, ela pode ser aplicada na 
produção probatória antecipada incidental. 
 
1) Competência 
A. 1ª regra 
\uf0fc Art. 381, § 2o A produção antecipada da prova é da competência do juízo do foro onde 
esta deva ser produzida ou do foro de domicílio do réu. Então são 2 hipóteses de 
competência territorial: 
I. local onde ela é produzida; 
II. domicílio do réu. 
\uf0fc Trata-se de uma competência relativa. Fredie destaca que a opção entre essas 2 
possibilidades não pode ser abusiva. Ex.: perícia sobre um imóvel \u2013 não faz sentido 
propor a ação em um lugar que não seja no foro do imóvel. 
 
B. 2ª regra 
\uf0fc Art. 381, § 3o A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo 
para a ação que venha a ser proposta. 
 
C. 3ª regra 
\uf0fc Art. 381, § 4o O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova 
requerida em face da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, 
na localidade, não houver vara federal. 
\uf0fc Cria-se uma hipótese de jurisdição federal exercida por juiz estadual. A CF autoriza que 
a lei crie situações como essas. O CPC de 73 já previa essa hipótese em caso de 
justificação. 
 
2) Petição inicial 
\uf0fc Deve ser uma das hipóteses de cabimento. 
\uf0fc Se for requerida perícia, deve indicar assistente técnico com os quesitos. 
\uf0fc Se for requerida prova testemunhal, deve-se indicar as testemunhas que serão ouvidas. 
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Anotação
MUITO IMPORTANTE!!
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\uf0fc Art. 382. Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam a necessidade 
de antecipação da prova e mencionará com precisão os fatos sobre os quais a prova há 
de recair. 
\uf0fc Art. 382, § 1o O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de 
interessados na produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se inexistente 
caráter contencioso \u2013 o polo passivo da produção antecipada é aquele que deve 
produzir a prova. Se a parte não requerer a citação da outra, o juiz pode determinar a 
citação de ofício. É possível pensar em produção de prova unilateral, em que não há 
parte contrária. 
\uf0fc Art. 382, § 2o O juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a inocorrência do fato, 
nem sobre as respectivas consequências jurídicas \u2013 o juiz não decide se o sujeito tem 
ou não tem o direito a que se refere o fato provado. O que o juiz faz é simplesmente 
dizer se a prova foi produzida regularmente. 
\uf0fc Art. 382, § 3o Os interessados poderão requerer a produção de qualquer prova no 
mesmo procedimento, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se a sua produção 
conjunta acarretar excessiva demora \u2013 o novo CPC traz o pedido contraposto de 
produção de prova (não precisa de reconvenção). 
\uf0fc Art. 382, § 4o Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo contra 
decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente 
originário. 
o \u201cNão se admitirá defesa\u201d \u2013 cuidado! O réu não tem que se defender do direito que 
vai ser lastreado por essa prova, porque isso será objeto de outro processo \u2013 e é 
a essa defesa sobre a qual o dispositivo se refere. Mas é claro que o interessado 
poderá se defender de aspectos relacionados à produção da prova \u2013 ex.: 
alegação de incompetência. 
o \u201cNão se admite recurso\u201d \u2013 cuidado! Não se admite recurso contra a decisão do 
juiz que produziu a prova. 
o Se o juiz indefere totalmente o pedido: cabe apelação. 
o Se o juiz indefere parcialmente o pedido: cabe agravo de instrumento (por mais 
que não esteja previsto no § 4º, é uma das hipóteses previstas para AI). 
21.2. Provas em espécie 
21.2.1. Inspeção judicial 
\uf0fc Não sofreu nenhum tipo de mudança. 
21.2.2. Depoimento pessoal 
\uf0fc Existem 2 espécies de depoimento pessoal: 
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i. por provocação da parte; 
ii. por determinação do juiz, de ofício. 
\uf0fc Mudanças: 
i. o Novo CPC separa os 2 depoimentos (no CPC de 73 eram previstos juntos) e coloca o 
depoimento pessoal por determinação do juiz