PROCESSO CIVIL NCPC
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metade 
do prazo originalmente fixado; 
xii. quando o perito entrega o laudo, as partes poderão se manifestar sobre o mesmo e o 
assistente técnico também se manifesta sobre o laudo. Diante dessas manifestações, 
o perito tem o dever de esclarecer questões que forem suscitadas \u2013 reforça o modelo 
de processo cooperativo, marcado pelo diálogo. Art. 477, § 2o O perito do juízo tem o 
dever de, no prazo de 15 (quinze) dias, esclarecer ponto: I - sobre o qual exista 
divergência ou dúvida de qualquer das partes, do juiz ou do órgão do Ministério 
Público; II - divergente apresentado no parecer do assistente técnico da parte; 
xiii. perícias médico-legais e grafotécnicas são normalmente realizadas por entidades 
públicas. O Novo CPC estabelece que, havendo requerimento desses tipos de 
perícia no bojo do processo em que houve concessão de gratuidade da justiça, 
essas perícias são prioritárias; 
xiv. o Novo CPC teve como objetivo moralizar a perícia. Um dos grandes problemas da 
perícia era o da valoração da prova pericial: em que medida o juiz pode ignorar ou 
não acolher as conclusões do perito? A nossa educação jurídica nos leva a crer que 
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o juiz pode apreciar livremente o laudo pericial. No entanto, assim como não é 
possível juiz testemunha, não é possível juiz perito. Mesmo que o juiz seja médico, 
ele não pode substituir o perito e ele não pode ignorar o laudo pericial. O Novo CPC 
deixa isso claro. O juiz pode não acolher o laudo, mas não ignorá-lo. E se ele não 
acolher, deve dizer expressamente que não está acolhendo e o porquê. E, não tendo 
sido convencido do laudo pericial, o juiz não pode dizer que a perícia é 
desnecessária: se há necessidade de conhecimentos técnicos no caso, a perícia é 
necessária. E se a perícia necessária, o juiz não pode ignorá-la e decidir sem perícia. 
Dessa forma, o juiz, não acolhendo a perícia, deve explicar direito o porquê está 
afastando a mesma e deve determinar uma segunda perícia, para trazer um outro 
ponto de vista técnico, já que o juiz não se convenceu das conclusões exaradas pelo 
primeiro laudo pericial. Art. 479. O juiz apreciará a prova pericial de acordo com o 
disposto no art. 371, indicando na sentença os motivos que o levaram a considerar 
ou a deixar de considerar as conclusões do laudo, levando em conta o método 
utilizado pelo perito. 
21.2.6. Audiência de instrução e julgamento 
\uf0fc Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do 
emprego anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a 
mediação e a arbitragem. 
\uf0fc Durante a colheita de prova oral, advogados, membros do MP e defensores públicos não 
podem interromper o testemunho, sem autorização do juiz. 
\uf0fc Adiamento da audiência \u2013 art. 362 \u2013 2 mudanças: 
i. adiamento convencional \u2013 as partes podem convencionar o adiamento (isso já existia no 
CPC de 73, mas nele só era possível o adiamento 1 vez, mas no Novo CPC não há 
essa previsão); 
ii. adia-se a audiência por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) 
minutos do horário marcado \u2013 isso é para evitar que o juiz atrase e não para o 
excesso na pauta. É um direito das partes e dos advogados; 
\uf0fc Prazo para as razões finais: manifestação da parte sobre a prova produzida, quando 
esta é complexa. É uma espécie de memorial. O CPC de 73 não especifica qual era 
essa prazo. Agora o Novo CPC deixa claro: prazo de 15 dias e não se trata de prazo 
comum \u2013 é prazo de 15 dias pra cada. 
\uf0fc Mudanças na documentação da audiência: 
i. Art. 367. O servidor lavrará, sob ditado do juiz, termo que conterá, em resumo, o 
ocorrido na audiência, bem como, por extenso, os despachos, as decisões e a 
sentença, se proferida no ato \u2013 isso não mudou; 
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ii. Art. 367, § 1o Quando o termo não for registrado em meio eletrônico, o juiz rubricar-lhe-á 
as folhas, que serão encadernadas em volume próprio; 
iii. Art. 367, § 2o Subscreverão o termo o juiz, os advogados, o membro do Ministério 
Público e o escrivão ou chefe de secretaria, dispensadas as partes, exceto quando 
houver ato de disposição para cuja prática os advogados não tenham poderes; 
iv. Art. 367, § 3o O escrivão ou chefe de secretaria trasladará para os autos cópia autêntica 
do termo de audiência; 
v. Art. 367, § 4o Tratando-se de autos eletrônicos, observar-se-á o disposto neste Código, 
em legislação específica e nas normas internas dos tribunais \u2013 isso é importante, 
porque trata dos autos eletrônicos; 
vi. Art. 367, § 5o A audiência poderá ser integralmente gravada em imagem e em áudio, 
em meio digital ou analógico, desde que assegure o rápido acesso das partes e dos 
órgãos julgadores, observada a legislação específica \u2013 modernização do processo; 
vii. Art. 367, § 6o A gravação a que se refere o § 5o também pode ser realizada 
diretamente por qualquer das partes, independentemente de autorização 
judicial \u2013 A parte tem que avisar que está gravando? Fredie diz que sim, por uma 
questão de ética e boa-fé processual. 
22. Sentença 
\uf0fc Houve um grande aperfeiçoamento, que gerou muita polêmica. 
\uf0fc As decisões do juiz em 1ª instância sempre foram dividas em: 
i. sentença \u2013 decisão que encerra o processo; 
ii. decisões interlocutória \u2013 decisão que não encerra o processo. 
\uf0fc Isso foi mantido pelo Novo CPC. 
\uf0fc Em relação à decisão que resolve parte do processo, o Novo CPC traz a 
regulamentação sobre a questão. Parte da doutrina entendia que se tratava de uma 
decisão interlocutória e outra parte da doutrina entendia que era uma sentença parcial. 
Agora, o CPC pacificou que é uma decisão interlocutória contra a qual cabe agravo de 
instrumento. 
22.1. Extinção do processo sem exame do mérito 
\uf0fc O art. 267 do CPC de 73 (extinção sem exame do mérito) foi bem reformulado \u2013 é o art. 
468 agora: 
i. inciso X do art. 267: quando ocorrer confusão entre autor e réu \u2013 se a obrigação foi 
extinta, porque o processo é extinto sem julgamento do mérito? Há mérito sim. O 
Novo CPC retira essa hipótese; 
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Anotação
Mas que pode ensejar, inclusive cumprimento de sentença definitivo se não houver recurso.nullnull
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Anotação
que encerra a fase cognitiva ou extingue a execução.
ii. não há mais previsão da impossibilidade jurídica do pedido como causa de extinção do 
processo sem julgamento do mérito \u2013 porque a impossibilidade jurídica do pedido é 
causa de improcedência, ou seja, há mérito; 
iii. inciso VII do art. 267: convenção de arbitragem. O Novo CPC traz: \u201cacolher a alegação 
de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência\u201d. O juiz não pode mais reconhecer de ofício e traz a 
possibilidade de reconhecimento da competência pelo juiz arbitral (Kompetenz 
Kompetenz do juiz arbitral); 
iv. inciso IX do art. 267: quando ação for considerada intransmissível, por disposição