PROCESSO CIVIL NCPC
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33.2.4. Agravo ............................................................................................................................ 231 
33.2.5. Agravo interno ................................................................................................................ 235 
33.2.6. Recurso especial e extraordinário ................................................................................... 237 
33.2.7. Embargos de divergência ............................................................................................... 253 
34. Incidente de assunção de competência \u2013 IAC .............................................................................. 254 
35. Ação rescisória ............................................................................................................................. 256 
35.1. Cabimento .......................................................................................................................... 257 
35.2. Prazo .................................................................................................................................. 258 
35.3. Legitimidade ....................................................................................................................... 260 
35.4. Hipóteses de cabimento ..................................................................................................... 260 
35.5. Outras mudanças ............................................................................................................... 261 
36. Reclamação .................................................................................................................................. 261 
 
 
 
 
\uf0fc O Novo CPC traz um novo sistema. Não se trata de uma simples reforma do CPC, mas 
uma mudança completa. 
\uf0fc O CPC antigo serve como base de conhecimento. 
\uf0fc Não existe ainda doutrina forte e estabelecida sobre o Novo CPC. Mas há o Fórum 
Permanente de Processualistas Civis \u2013 encontro que se realiza a cada 6 meses. E esse 
fórum já produziu mais de 300 enunciados sobre o Novo CPC (os enunciados são 
aprovados por unanimidade e o fórum é integrado por 250 membros). 
\uf0fc Acompanhar o site (www.frediedidier.com.br) e o facebook para referências 
bibliográficas, já que ainda não há referências. 
\uf0fc Nesse curso só serão comentadas as mudanças mais relevantes. 
 
1. Normas processuais civis 
\uf0fc Estrutura inicial do novo CPC: 
PARTE GERAL 
LIVRO I 
 
DAS NORMAS PROCESSUAIS CIVIS 
 
TÍTULO ÚNICO 
 
DAS NORMAS FUNDAMENTAIS E DA APLICAÇÃO DAS NORMAS PROCESSUAIS 
 
CAPÍTULO I 
DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL 
 
\uf0fc O rol trazido pelo Capítulo 1 não é exaustivo (são 12 artigos nesse capítulo). Não estão 
nesse rol, por exemplo: 
i. proibição de prova ilícita (está na CF); 
ii. outras normas espalhadas pelo CPC (serão vistas ao longo do curso). 
\uf0fc O rótulo \u201cnormas fundamentais\u201d consagra regras e princípios. 
1.1. Normas fundamentais no processo civil 
\uf0fc Os artigos mais importantes desse capítulo serão individualmente analisados, mas não 
serão analisados necessariamente na ordem em que aparecem. 
 
1) Artigo 1º 
\uf0fc Art. 1o O processo civil será ordenado, disciplinado e interpretado conforme os 
valores e as normas fundamentais estabelecidos na Constituição da República 
Federativa do Brasil, observando-se as disposições deste Código. 
\uf0fc Não é possível compreender o CPC sem antes analisar a CF. O CPC deve ser 
interpretado de acordo com a CF. 
\uf0fc Do ponto de vista simbólico, esse artigo é muito bom. Mas é uma obviedade. 
\uf0fc Se o juiz violar o art. 1º do CPC caberá RE (por violação à CF) ou REsp (por violar 
legislação infraconstitucional \u2013 novo CPC)? Cabe RE. Esse art. 1º é uma reprodução 
do texto constitucional e, dessa forma, não transforma o texto constitucional em texto 
infraconstitucional. 
\uf0fc Nesse mesmo sentido: Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou 
lesão a direito. Também é a repetição de um texto constitucional. Se, porventura, 
alguém violar os princípios da inafastabilidade da jurisdição violará a CF, cabendo RE. 
 
2) Artigo 3º, §§ 2º e 3º 
\uf0fc Art. 3o Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. 
\uf0fc Art. 3o, § 1o É permitida a arbitragem, na forma da lei. 
\uf0fc Art. 3o, § 2o O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos 
conflitos. 
\uf0fc Estabelece uma nova norma fundamental: princípio de promoção pelo Estado da 
solução por autocomposição. É uma verdadeira política pública. 
\uf0fc Consagra a Resolução 125/2010 do CNJ, que regulamentava isso. 
\uf0fc Art. 3o, § 3o A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de 
conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e 
membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. 
\uf0fc Todo o Código é estruturado nesse sentido de estimular a autocomposição. Pela 
primeira vez, temos uma lei que disciplina com exaustão a mediação e a conciliação. 
Exemplos: 
i. dispensa do pagamento de custas, se houver transação. 
ii. se as partes fazem um acordo podem incluir outras lides, mas também outras pessoas. 
 
3) Artigo 4º 
\uf0fc Art. 4º As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, 
incluída a atividade satisfativa. 
\uf0fc As partes têm direitos de obter em prazo razoável a solução integral do mérito. 
i. 1ª parte: consagração da duração razoável do processo. Não há novidade; 
ii. 2ª parte: solução integral do mérito. Ou seja, as partes têm o direito à solução de 
mérito. Princípio novo: princípio da primazia da decisão de mérito. O 
objetivo desse princípio é que a decisão de mérito seja prioritária em relação à 
decisão sem julgamento do mérito. O juiz tem que julgar o mérito. Só não julgará 
se não houver jeito. Estão espalhadas ao longo do CPC: 
a. poderes do relator \u2013 este não pode não admitir o recurso sem antes intimar o 
recorrente para que emende o seu recurso; 
b. o juiz não pode indeferir a petição inicial sem antes determinar que o autor a 
emende; 
c. a apelação contra qualquer sentença sem julgamento do mérito tem efeito 
regressivo \u2013 permite a retratação pelo juiz; 
d. Art. 1029, § 3º: O Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça 
poderá desconsiderar vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua 
correção, desde que não o repute grave \u2013 esse dispositivo é um marco e 
consagra o princípio da decisão da primazia da decisão de mérito. Ele também foi 
previsto na Lei 13.015/14 que trata dos recursos de revista no âmbito da Justiça 
do Trabalho (essa lei foi produzida com base no novo CPC). 
iii. 3ª parte: atividade satisfativa. Consagra-se o princípio da efetividade do 
processo. A novidade é que, pela primeira vez, temos um artigo que 
expressamente traz esse princípio. Nunca houve um dispositivo normativo 
consagrando esse princípio. Isso é muito simbólico e importante. 
 
4) Artigo 5º 
\uf0fc Art. 5o Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de 
acordo com a boa-fé. 
\uf0fc Consagração do princípio da boa-fé processual, como um dos pilares do novo 
CPC. 
\uf0fc Antes desse artigo, a doutrina extraía esse princípio do devido processo legal. Não havia 
um dispositivo do antigo CPC que deixasse clara a existência desse princípio. 
\uf0fc Obs.: \u201cAquele que de qualquer forma\u201d: o princípio se dirige a todos os 
participantes do processo (e não só às partes): juiz, perito, advogado, 
testemunha etc. Essa redação é cópia do CPC Suíço. 
\uf0fc Não confundir boa-fé subjetiva com boa-fé objetiva: 
Boa-fé subjetiva Boa-fé objetiva 
É um fato. E que fato é esse? O fato de 
alguém acreditar que está agindo 
licitamente. E esse fato é, muitas vezes, 
considerado pelo