Sintaxe do Português I - Conteúdo Online
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tempo, no espaço ou no discurso:
1ª pessoa: este, esta, isto;
2ª pessoa: esse, essa, isso;
3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo.
[...]
São ainda pronomes demonstrativos o, mesmo, próprio, semelhante e tal.  
Considera-se o pronome demonstrativo [...] quando funciona com valor \u2018grosso modo\u2019 de isto, isso, aquilo ou tal: Não o consentirei jamais.\u201d (BECHARA: 1999, 167)
Pronomes Indefinidos: aplicam-se à 3ª pessoa com sentido vago ou para indicar quantidade indeterminada.  
São exemplos de pronomes indefinidos: alguém, ninguém, tudo, nada, algo, outrem, nenhum, outro e um quando aparecem isolados, qualquer, cada, muito, mais, menos, diverso etc.
Pronomes Possessivos:
SINGULAR: 
1ª pessoa: meu, minha, meus, minhas.
2ª pessoa: teu, tua, teus, tuas.
3ª pessoa: seu, sua, seus, suas.
PLURAL:
1ª pessoa: nosso, nossa, nossos, nossas.
2ª pessoa: vosso, vossa, vossos, vossa.
3ª pessoa: seu, sua, seus suas.
Sintagmas Nominais Formados Por Nomes Partitivos
O sintagma nominal pode ser formado por nomes como: parte; todo; porção; maioria, entre outros. 
Ex.: Parte dos livros se perdeu durante a enchente.
A maioria dos alunos fez o exercício.
Sintagmas Nominais Formados Por Modificador
O sintagma nominal pode ser modificado por:
Sintagma adjetival
Sintagma preposicional que deriva um sintagma adjetival
Sintagma adverbial
Ex.: Livros bonitos (SN + Sintagma adjetival)
Livros de português (SN + Sintagma Preposicionado)
O Sujeito
O sintagma nominal pode exercer diversas funções sintáticas. 
De acordo com Azeredo (2002, p.347), temos a noção de valência e, segundo ela, o sintagma nominal pode ocupar a posição estrutural preenchida pelo sujeito: \u201cO argumento que mantém com o verbo uma relação de concordância é o sujeito desse verbo [...]\u201d.
Veja a manchete a seguir: \u201cSalão de Frankfurt vira um palanque político.\u201d 
Qual é o sujeito do verbo \u201cvira\u201d? 
Pensando-se na relação de concordância, tanto o sintagma nominal \u201cum palanque político\u201d quanto o sintagma nominal \u201cSalão de Frankfurt\u201d podem ser sujeitos.   
No entanto, quando pensamos na manutenção do significado e no critério da ordem, concluímos que o sujeito do verbo é o sintagma nominal \u201cO salão de Frankfurt\u201d.
O sujeito é mesmo um dos termos essenciais da oração? 
A definição tradicional de sujeito considera que ele, juntamente com o predicado, são termos essenciais da oração. 
Logo, esbarramos em um problema, pois, como se sabe, há diversas orações que não apresentam sujeito.
Função Sintática e Função Semântica
As funções sintáticas decorrem da posição estrutural de palavras e sintagmas.
Por essa ótica, é um erro identificar o sujeito como agente da ação do verbo.
Razões:
Sintático: \u201cDo ponto de vista sintático, considera-se sujeito o constituinte que tem as seguintes propriedades: 
É expresso por um sintagma nominal;
Figura habitualmente antes do verbo;
Determina a concordância do verbo;
É pronominalizável por ele;
Pode ser elidido.\u201d 
(CASTILHO, 2010, p.289)
Semântico: do ponto de vista semântico, a agentividade é a propriedade semântica mais frequente nos sujeitos.  
Observe, no entanto, que \u201cmais frequente\u201d não significa que essa característica aconteça sempre, ou seja, o sujeito pode apresentar a característica de \u201cpaciente\u201d conforme o comentário de Bechara.  
Ataliba cita Pontes (1987:22) no que se refere à questão da agentividade, já que a autora afirma que \u201ccom os verbos intransitivos morrer, machucar o sujeito não tem o mesmo sentido que tem um sujeito de um verbo transitivo indicador de ação, ou seja, ele não é agente.\u201d
Discursivo: do ponto de vista discursivo, a sentença é \u201c[...] o lugar da informação. Nessa perspectiva, o sujeito é aquele ou aquilo de que se declara algo. Ele é o ponto de partida da predicação, é seu tema.\u201d
Classificação do Sujeito
Tradicionalmente, o sujeito é classificado pela NGB como:
Sujeito Simples: é aquele que apresenta apenas um núcleo ligado ao verbo.
Sujeito Composto: é aquele que apresenta dois ou mais núcleos ligados ao verbo.
Sujeito Indeterminado: (VER MATERIAL ADICIONAL \u2013 SUJEITO INDETERMINADO)
Sujeito Determinado: Rocha Lima e Cunha e Cintra (1985) afirmam que o \u201csujeito oculto (determinado)\u201d é aquele que não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado. (p. 124). 
Portanto, é o tipo que ocorre quando o sujeito, embora não esteja explicitamente expresso na oração, pode ser identificado por meio da desinência e, por isso, também é chamado de sujeito desinencial.  
Nesse tipo de oração, considera-se, atualmente, que o sujeito é simples e determinado, já que pode ser recuperado pela desinência.
(VER MATERIAL ADICIONAL \u2013 SUJEITO DETERMINADO)
Sujeito Inexistente: Nesse caso, temos o que se chama de \u201coração sem sujeito\u201d, pois ela é formada apenas pelo predicado e apresenta um verbo chamado impessoal.
(VER MATERIAL ADICIONAL \u2013 VERBOS IMPESSOAIS)
Vamos Refletir Sobre a Classificação do Sujeito?
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Como você classificaria o sujeito do verbo \u201cconhecer\u201d na oração que está sublinhada?
R: O sujeito do verbo conhecer é um sujeito determinado, já que podemos recuperar em \u201cConheça você\u201d.
AULA 3 \u2013 O PREDICADO, TERMO ESSENCIAL DA ORAÇÃO
O Sintagma Verbal e a Predicação
Tradicionalmente, temos três tipos de predicados, são eles: 
Predicado verbal: quando é formado por verbo transitivo ou intransitivo; 
Predicado nominal: quando é formado por verbo de ligação + predicativo do sujeito; 
Predicado verbo-nominal: quando é formado por verbo transitivo ou intransitivo + predicativo do sujeito ou do objeto.
Cada um desses tipos é classificado de acordo com as características dos verbos que os compõem.
Vale lembrar, com base nas palavras de Azeredo (2002: &317), que o verbo é o eixo estrutural da oração e, portanto, a garantia formal da existência de predicação. 
O verbo é um elemento que se apresenta como a classe gramatical que, na frase, realiza a predicação, certo? 
Ele também é uma classe variável, indicadora de tempo, aspecto, modo, voz, número e pessoa. 
Por isso, é possível afirmar que a predicação pode carregar em sua composição todas essas informações, quando produzimos uma sentença como a seguinte: Os alunos de Letras realizaram suas tarefas.
Nesta frase, percebemos que a forma verbal nos indica que o sujeito da oração pratica uma determinada ação.
Os alunos de Letras realizaram suas tarefas.
Fica claro também que essa ação foi começada e encerrada em um tempo anterior àquele em que a sentença foi dita, apontando para mais de uma pessoa verbal, em razão da forma verbal estar na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito.
Dessa forma, tornam-se imprescindível ao estudo do predicado considerações a respeito dos verbos e seu comportamento sintático-semântico.
Ainda a respeito dessa classe gramatical tão importante à predicação, Azeredo (2002, itens 356-358) afirma que há dois tipos de verbos, são eles:
Verbos predicadores: são verbos que fazem exigência quanto à espécie de sujeito da respectiva oração.  
Há duas subclasses de verbos predicadores: Transitivos e Intransitivos.
Verbos instrumentais: são verbos que não fazem exigência quanto à espécie de sujeito da respectiva oração e obrigatoriamente introduzem: 
Predicadores verbais (infinitivo, gerúndio e particípio); Predicadores não verbais (SN, SAdj, SAdv, SPrep).
Por sua natureza, os verbos instrumentais são verbos auxiliares e de ligação.  
Todas as tentativas de análise ressaltam a relevância do papel dos verbos no processo de predicação.  
Se você se lembrar das famosas aulas de análise sintática dos ensinos fundamental e médio, certamente vai resgatar de sua memória a imagem do professor dizendo:  
\u201cPara achar o sujeito e o predicado é preciso encontrar o verbo primeiro\u201d.  
Agora, podemos entender a razão desse comentário.  
A relação sujeito-predicado, ou seja, a predicação, só se realiza a partir