ARTIGO CARLOS corrigido e formatado definitivo
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DisciplinaContabilidade Societária I1.625 materiais15.318 seguidores
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no auxílio 
administrativo, quando esta é realizada partindo de um planejamento estratégico efetivo. Daí a 
necessidade de procurar uma boa assessoria contábil, para execução de um planejamento 
tributário, pois só assim contribuirá para um maior sucesso para as organizações (NUNES, 
2009). 
 
2.2 Planejamento Tributário 
 
O Planejamento Tributário é uma forma de escolha de uma ação, não simulado, 
anterior à ocorrência de um fato gerado, com o intuito de forma direta ou indireta 
proporcionar uma economia de tributos (CHAVES, 2010). 
De acordo com Silva e Silva (2011), este tipo de planejamento deve ser inserido 
como ferramenta para todos os tipos de empresa, onde se deve conhecer o processo produtivo, 
a compra de produtos, o destino do que se é produzido, dentre outros fatores, para que assim a 
partir deste conhecimento seja possível estruturar boas e significativas mudanças, com o 
intuito de ter uma melhor economia tributária e racionalizar os procedimentos fiscais. 
Para Chaves (2010, p. 11), ter muitos conhecimentos, tais como contábil e 
jurídico, é fundamental para a execução de um efetivo planejamento tributário. Pois é 
importante ter estes tipos de conhecimentos, porque além de proporcionar uma intimidade 
com a legislação fiscal, faz com que o profissional consiga ter uma facilidade em identificar 
no processo operacional da empresa os fatos geradores de tributos. 
Para Fabretti e Fabretti (2007), este tipo de planejamento consiste em uma 
atividade preventiva que estuda prioritariamente as atividades jurídicas que o agente 
econômico deseja realizar. Seu principal foco é ter uma maior economia fiscal dentro das 
possibilidades reais do mercado, promovendo uma redução de carga tributária para que haja o 
valor realmente devido por lei. Onde é importante fazer um estudo, antes de realizar cada 
operação, consequências reais econômicas e jurídicas que possam acontecer na realidade 
desse tipo de serviço, porque, uma vez conhecida e concretizada, considera-se neste sentido 
que tenha ocorrido o fato gerador com existentes efeitos, surgindo assim à obrigação 
tributária. 
 
Sendo assim, pode-se dizer que o objetivo primordial do planejamento tributário é a 
redução ou transmissão do ônus econômico dos tributos. Igualmente, pode ocorrer 
situação em que o ônus não provenha direto da obrigação tributária principal e, sim, 
dos devedores fiscais acessórios, como a manutenção de escrituração contábil, e a 
apresentação de documentos exigidos pelos órgãos competentes. Para atingir o 
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objetivo econômico, as condutas devem ser lícitas, ou seja, admitidas pelo 
ordenamento jurídico (SIQUEIRA; CURY; GOMES, 2011, p. 186). 
 
Assim, o Planejamento Tributário aborda vários setores ou atividades de uma 
empresa de forma que esta possa levar a uma maior segurança ou, até mesmo, em ganho 
econômico financeiro. Na prática, quanto maior e mais dinâmica for à empresa, mais 
sofisticado será seu planejamento fiscal (SIQUEIRA; CURY; GOMES, 2011). 
A legislação tributária do Brasil é bastante complexa. Neste sentido, o 
planejamento tributário tornou-se de suma importância para as organizações, porque desta 
maneira pode ajudar aos gestores em suas administrações e minimizações de cargas tributárias 
que possam influenciar em sua economia de suas empresas (SANTOS; OLIVEIRA, 2008). 
 Assim, executar um planejamento Tributário é buscar formas de Redução da 
Carga Fiscal, por Meios Lícitos (Elisão Fiscal), antes da ocorrência do Fato Gerador dos 
Tributos. Onde este tipo de planejamento pode ser subdividido em Administrativo e Judicial 
(CAMPOS, 2007). 
 
Planejamento Tributário Administrativo é o processo de implementação de 
Alternativas Lícitas (Elisão Fiscal) para a Economia total ou parcial de Tributos, 
sem a adoção de Processos Judiciais prévios, ou seja, mediante Consultas ao Fisco, 
opções de classificação contábil e aproveitamento das vantagens e benefícios da 
própria legislação fiscal, nem sempre usufruídos plenamente pelas empresas 
(CAMPOS, 2007, p. 12). 
 
Este tipo de planejamento se tornou uma necessidade básica para todos os tipos de 
contribuintes, sejam eles pessoas físicas ou pessoas jurídicas. É importante ressaltar que para 
que o planejamento tributário seja bem executado como ferramenta de auxílio à gestão 
administrativa da empresa, é necessário conhecer a situação do contribuinte, a fim de planejar 
seus negócios no sentido de reduzir custos, como tributos. 
Chaves (2010, p. 6-7) relata em sua obra como se deve fazer um planejamento 
tributário. O autor afirma que este planejamento deve ser iniciado com uma revisão fiscal, em 
que o contador deve aplicar os seguintes procedimentos: 
 
1. Realizar um levantamento histórico da empresa, identificando a origem de todas 
as transações efetuadas, e escolher a ação menos onerosa para os fatos futuros; 
2. Verificar a ocorrência de todos os fatos geradores dos tributos pagos e analisar se 
houve cobrança ou recolhimento a maior; 
3. Verificar se houve ação fiscal sobre fatos geradores decaídos, pois os créditos 
constituídos após cinco anos são indevidos; 
4. Analisar, anualmente, qual a melhor forma de tributação do Imposto de Renda e 
da contribuição sobre o lucro, calculando de que forma (real ou presumida) a 
empresa pagará menos tributo; 
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5. Levantar o montante dos tributos pagos nos últimos cinco anos, para identificar se 
existem créditos fiscais não aproveitados pela empresa. 
 
Para Campos (2007), o planejamento tributário tem como intuito à economia legal 
da quantidade de dinheiro a ser entregue ao governo. Os tributos significam uma parcela 
importante dos custos gerados pelas empresas. Com a globalização da economia, administrar 
de forma efetiva a tributação da empresa tornou-se um fator significativo para a sobrevivência 
empresarial. Onde às finalidades do planejamento tributário é evitar a incidência do fato 
gerador do tributo, diminuir o montante do tributo, sua alíquota ou minimizar a base de 
cálculo do tributo e por fim, retardar o pagamento tributário, adiando o seu pagamento, sem 
que isto leve a ocorrência da multa. 
 
3 METODOLOGIA 
 
De acordo com Gil (2008, p. 162), na metodologia \u201catua de forma descritiva os 
procedimentos a serem seguidos na realização do estudo. Sua organização varia de acordo 
com as peculiaridades de cada pesquisa\u201d. 
Em relação aos procedimentos metodológicos, esta pesquisa foi classificada 
quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins foi de abordagem ampla qualitativa, pois 
foca diretamente em dados, fatos e teorias, onde de forma descritiva mostra a complexidade 
de situações que indaga-se em pesquisa, analisando-as, e por fim, traçando características do 
fenômeno estudado; e metodológica, para chegar a determinado fim (VERGARA, 2003). 
Neste sentido, Godoy (1995, p. 63) esclarece que: a pesquisa qualitativa aquela 
que está inserida a obtenção de dados de forma descritiva sobre pessoas, lugares e processos 
que interagem a partir do contato direto do pesquisador com a situação em estudo, procurando 
compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos que participam da 
situação em estudo. 
Quanto aos meios à pesquisa ela é de caráter bibliográfico, pois utiliza um estudo 
sistematizado de dados teóricos, em materiais publicados: livros, revistas, jornais e internet 
para explicar o problema proposto. Segundo Vergara (1997), a pesquisa de Caráter 
bibliográfico é o estudo sequencial, desenvolvido com base em material publicado, acessível 
ao público, em geral. Onde o material publicado pode ser de fonte primária ou secundária, ou 
ainda, de primeira ou segunda mão. 
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A pesquisa é também descritiva, visto que, segundo Cervo e Bervian (2002), a 
pesquisa descritiva visa observar, registrar, analisar e correlacionar fenômenos ou fatos, sem