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ERGONOMIA \u2013 AULA 01 
 
DIVISÃO DA 
DISCIPLINA: 
Unidade 1 - Saúde e Segurança do Trabalho; 
 
Unidade 2 - Ergonomia; 
 
Unidade 3 \u2013 Acidentes de Trabalho; 
 
Unidade 4 \u2013 Normas Regulamentadoras (NRs). 
DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS 
1. Trabalho em grupo 1ª Encontro \u2013 20 pontos; 
2. Seminário em grupo 2º Encontro \u2013 30 pontos; 
3. Trabalho escrito individual a ser entregue em 
até 10 dias após o fim da disciplina \u2013 50 pontos. 
INTRODUÇÃO 
A Ergonomia, a Saúde e a Segurança do Trabalho são 
imprescindíveis para o sucesso das organizações, 
constituindo-se em áreas do conhecimento desenvolvidas 
e praticadas por profissionais em todo o mundo. 
Essa importância deve-se, principalmente, aos 
benefícios que podem ser alcançados, nas intervenções 
ergonômicas e na prevenção de acidentes e doenças 
ocupacionais. 
 
1. SAÚDE E SEGURANÇA DO 
TRABALHO 
5 
Desde o surgimento do homem, o trabalho esteve presente em 
suas atividades. Devido às suas características únicas, em 
relação aos demais animais. 
O homem obteve sucesso, no decorrer da história, ao criar 
tecnologias que o possibilitou sobreviver frente às adversidades 
existentes, em sua época, e sobrepô-las, partindo de atividades 
de caça até a era industrial. 
. 
ERGONOMIA 
6 
No início, na pré-história, os homens das cavernas adaptavam 
suas armas para a sobrevivência. 
 
 
O homem pré-histórico, ao fixar, na ponta de uma vara, uma 
lasca de pedra afiada, para tornar a caça mais confortável, 
segura e eficaz estava, inconscientemente, realizando 
ergonomia. 
 
 
 
Conceitos básicos sobre ergonomia 
Quando Surgiu? 
Ela surgiu juntamente com a necessidade de sobrevivência 
do homem primitivo, que, sem querer, começou a aplicar seus 
princípios, por exemplo: 
- fazer utensílios de barro, para tirar água das 
nascentes e rios, para seu uso; 
- fazer armas para se defender ou 
abater animais. 
Conceitos básicos sobre ergonomia 
Onde aplicamos? 
\u2022 No lar \u2022 No transporte 
\u2022 No lazer 
\u2022 Na escola 
\u2022 No trabalho 
Uma das principais características da Revolução Industrial foi a 
utilização de máquinas, para a produção em larga escala, voltada 
para o mercado. 
 
 
A Inglaterra foi o primeiro país da Revolução Industrial, gerando 
um crescimento e mecanização da economia desse país, já em 
1840. 
 
A Era Industrial e a Ergonomia 
No Brasil, a Revolução Industrial está associada à Getúlio Vargas, que: 
\u2022 Criou a Justiça do Trabalho (1939); 
\u2022 Instituiu o salário-mínimo e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); 
\u2022 Criou a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce 
(1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945); 
\u2022 Criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
 
A Revolução Industrial no Brasil 
Provocou uma grande transformação na vida dos 
trabalhadores: 
\u2022Os trabalhadores, que executavam diversas atividades, 
passaram a realizar apenas uma etapa do processo de produção, 
de maneira repetitiva e monótona, deixando de conhecer o 
processo como um todo; 
\u2022Nas fábricas, os trabalhadores foram obrigados a seguir o ritmo 
das máquinas. 
Reflexos da Industrialização no Surgimento 
da Ergonomia 
A luz do dia já não marcava mais o limite da jornada de 
trabalho; 
Todo o trabalho, nas indústrias, era vigiado e 
controlado por funcionários encarregados de 
supervisionar as tarefas. A disciplina era rígida e a 
jornada diária durava de 14 a 16 horas; 
Trabalhadores morriam por causa do excesso de trabalho, 
da insalubridade do ambiente. Para muitos, as fábricas 
eram verdadeiras prisões. 
Além de salários muito baixos e precárias condições de 
segurança e higiene, a falta de equipamento de segurança 
como EPI\u2019s e EPC\u2019s gerou uma mudança social drástica, 
implicando elevados custos sociais e ambientais. 
A poluição tomou conta do cenário, principalmente regiões 
próximas às fábricas. O barulho era outro fator, a falta de: 
saneamento básico, iluminação, saúde e educação 
prevaleciam... 
...assim vivia o trabalhador nas proximidades das fábricas. 
Em meio a este cenário, o trabalhador estava exposto a inúmeros 
riscos de acidentes de trabalho: 
\u2022 Monotonia de suas atividades; 
\u2022 Falta de higiene; 
\u2022 Falta de equipamentos de proteção individual e coletiva. 
 
 
Esses fatores geraram uma revolução na classe operária, através de 
uma sucessão de lutas, diretas e indiretas, contra a propriedade e o 
capital representado pelo empregador (Burguesia Industrial). 
A segurança no trabalho era precária e, em alguns casos, 
nem existia um plano de segurança para os operários, que 
desenvolveram gravíssimos problemas de saúde, devido às 
condições extremamente desumanas. 
Como o passar dos tempos, devido às péssimas 
condições que os trabalhadores passavam, viu-se a 
necessidade de proteção, assim tiveram início as 
políticas para \u201cdar um sentido social, humano e jurídico 
ao trabalho, criando-se regras de inter-relacionamento, e 
de proteção ao trabalhador\u201d. 
 
 
 
Começaram a surgir as primeiras legislações protetivas aos 
operários. 
O grande marco da legislação acidentária, no Brasil, foi o 
Decreto-lei nº 7036, de 10 de novembro de 1944, em que 
iniciou-se o processo de estatização do seguro de 
acidentes do trabalho. 
Atualmente, os empregadores continuam objetivando o 
lucro, porém em virtude das inúmeras leis protetivas ao 
trabalhador, ficam mais cuidadosos, fazendo com que os 
estes não sejam maltratados ou expostos a lugares que 
possam acarretar riscos a sua saúde. 
1.1 Doença do Trabalho 
na Antiguidade 
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\uf0fc As referências relativas à saúde, doença e ao trabalho, são 
notícias de tempos bem remotos, desde as civilizações 
egípcia, grega e romana. 
\uf0fc A escassez de mais informes, se prende ao fato de que, na 
Antiguidade, os trabalhos mais pesados, bem como aqueles 
que envolviam riscos, eram feitos pelos escravos, conseguidos 
nas guerras ocorridas entre as nações. 
\uf0fc O trabalho era considerado uma atividade vil, destinada às 
camadas mais baixas da sociedade, carentes de proteção; 
\uf0fc Os escravos poderiam ser mortos ou mutilados por seus amos; 
\uf0fc Nessa época, quase não se podia falar de qualquer tipo de 
proteção ao trabalho. 
Inúmeros escritos mostram quanto eram comuns as deformações 
físicas, as enfermidades e muitas outras sequelas, oriundas dos 
abusos praticados pelos empregadores, em seus trabalhadores. 
 
A ideia de trabalho pesado e de sofrimento é muito antiga e tem 
influenciado os critérios para a escolha e elaboração de métodos 
de trabalho, até os dias de hoje. 
Segundo Costa (2007), naquela época, o trabalho recebia 
uma conotação vil, era tido como uma atividade destinada aos 
pobres. Talvez por isso o trabalho, no período, era visto como 
algo que não merecesse uma proteção. 
1.2 Doença do Trabalho: a Revolução Industrial 
30 
\uf0a7 A Revolução Industrial introduziu as relações capitalistas de trabalho 
(assalariado e patrão). 
\uf0a7 O sentido social do trabalho iniciou-se e, com ele, a criação de regras de 
condutas e relacionamentos. 
\uf0a7 O sentido protetivo do trabalhado começou a ser debatido. 
\u2022 Hoje, as relações comerciais e industriais, são fatos incontestáveis, em 
razão da globalização da economia, provocando a flexibilização, a 
regularização do mundo do trabalho, tornando diferente a visão dos 
povos. 
 
\u2022 Surgiram conceitos modernos de inter-relacionamento em que as 
soluções para a segurança do