2017818 21590 APOSTILA+LOGÍSTICA+(1)
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atuais. 
 
Altamente científico e complexo poderá tornar mais claro alguns casos clássicos 
como o da escolha da melhor alternativa: embalagem retornável ou descartável. Do 
ponto de vista econômico analisaríamos os custos comparados de produção para o 
mesmo volume envasado, os custos logísticos integrados, os custos administrativos, 
ganhos em vantagens competitivas, etc. Do ponto de vista do impacto ambiental 
examinaríamos que a retornável possui longa vida e portanto, produção menor 
facilitando sua reciclabilidade, entre outros, enquanto que a descartável é mais leve 
e tem melhor concepção logística acarretando menor poluição no transporte, etc. 
 
Possivelmente haverá maior clareza nas decisões da sociedade sobre qual o ônus 
de cada agente que intervêm na forma de destinação final dos produtos. Nesta nova 
visão poderia ser imputado, de forma objetiva, os correspondentes custos ecológicos 
até a disposição final do produto, em função de sua maior ou menor reciclabilidade. 
 
Estas mesmas técnicas têm sido empregadas, mais recentemente, por organismos 
oficiais visando esclarecer definições e classificações ambientais dos produtos e 
processos, de forma a regulamentar o utilizações de rótulos ou selos ambientais, 
cuja tendência ao uso será crescente no mercado global. 
 
\uf0d8 Concepção dos produtos visando reduzir impactos ao meio ambiente e 
facilitando o ciclo reverso do pós consumo ( Design for Recycling) 
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Logística Empresarial 
 
O projeto dos produtos é o momento ideal para a consideração dos impactos dos 
mesmos e de seus materiais constituintes ao meio ambiente prevendo a facilidade 
de desmontagem, separação dos materiais constituintes, identificação dos mesmos. 
O projeto das linhas de desmontagens de automóveis, computadores, 
eletrodomésticos, etc., permitem grandes economias e redução dos impactos 
ambientais. A redução dos 10 tipos diferentes de plásticos para 1 único tipo na 
construção dos computadores pela empresa IBM e o sistema de 1 parafuso de 
desmontagem utilizado nos computadores japoneses permite facilidade nas linhas 
reversas de desmontagens. 
 
Corresponde a desenvolver, modificar, produtos e serviços que satisfaçam às 
tendências de novas exigências que os consumidores passam a apresentar por 
maior sensibilidade ecológica. 
 
\uf0d8 Criação de Vantagem Competitiva através da Distribuição Reversa 
 
Utilizando-se de relações de parcerias e constituindo o verdadeiro \u201cSupply Chain\u201d 
Reverso estas empresas líderes e de alta responsabilidade ética têm conseguido 
excelente retorno mercadológico e de imagem corporativa através da criação das 
redes de distribuição reversas ( \u201cTake Back Products Programs\u201d ) de bens duráveis 
ou de seus componentes e através de diferentes formas de montagem das redes 
reversas de semi-duráveis e descartáveis. São conhecidos os exemplos de 
empresas como a Dupont e Xerox nos Estados Unidos, e diversos exemplos de 
empresas bem sucedidas nas áreas de descartáveis, como as embalagens de latas 
de alumínio, óleos lubrificantes, listas telefônicas, papel de imprensa, etc. 
 
Estas empresas antecipam-se às legislações e restrições impostas pela sua 
regulamentação, participando em sua concepção e se responsabilizando pela coleta 
e tratamento de seus produtos e materiais, terminada a sua utilidade inicial, evitando 
os impactos negativos ao meio ambiente. 
 
 
 
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Logística Empresarial 
 
\uf0d8 Extensão dos Conceitos de Responsabilidade Ambiental 
Empresas com este posicionamento estratégico exigem comportamentos éticos e de 
responsabilidade ambiental de seus parceiros de negócios, rede de fornecedores e 
clientes. Tratando-se de uma atitude empresarial de demonstração de cultura de 
Qualidade Total, além da certificação ISO 14000, as empresas deverão apresentar-
se com estas características na disputa de competitividade nos mercados globais . 
 
9.1 PROJETO DA REDE LOGÍSTICA REVERSA 
 
Conforme vimos, cresce o número de empresas que buscam uma posição pró ativa 
e de aumento de valor de seus produtos e serviços através da redução do impacto 
destes ao meio ambiente. Desenvolver sua rede de distribuição logística reversa 
diretamente ou através de parcerias, convênios com poderes públicos, em 
cooperativas, etc., revela-se uma das principais preocupações para a consecução 
destes objetivos operacionais. 
 
Destacamos a seguir alguns aspectos relevantes do estabelecimento de um projeto 
de rede de distribuição reversa operacionalizada através da Logística Reversa. 
 
Preliminarmente deve-se estabelecer uma distinção entre os diversos canais de 
distribuição reversos (CDR) quanto ao tipo de bem disponibilizado e quanto à forma 
de reaproveitamento dos bens ou de seus materiais constituintes. Desta maneira os 
classificaremos em CDRs de bens duráveis, semi\u2013duráveis e descartáveis e em 
CDRs de materiais ou de produtos. As características do projeto serão 
significativamente diferentes em cada um destes casos. 
 
Produtos duráveis, com vida útil de alguns anos a algumas décadas, poderão ser 
disponibilizados por término de vida útil, quando o bem não apresenta interesse e 
funcionalidade de qualquer espécie, ou por obsolescência operacional, quando, 
embora em funcionamento, não apresenta interesse ao primeiro possuidor. No 
primeiro caso a rede de distribuição reversa estará interessada no aproveitamento 
de seus materiais constituintes e em seus componentes eventuais enquanto no 
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Logística Empresarial 
 
segundo caso o objetivo do projeto de distribuição reverso será o reaproveitamento 
do bem em uma extensão de sua utilidade. 
 
Os bens semi-duráveis, com vida útil de alguns meses a dois anos, apresentam 
características intermediárias entre os duráveis e os descartáveis sendo portanto 
considerados em cada caso específico. Ou seja, a rede reversa poderá se constituir 
de reaproveitamento de componentes ou de extensão de uso (reuso) dos bens 
originais bem como de seus materiais constituintes. 
 
Os bens descartáveis, com algumas semanas de vida útil, apresentam interesse na 
reciclagem dos materiais constituintes dos mesmos, que poderão dar origem a 
produtos de mesma espécie ou de outras espécies do produto original. 
 
Podemos pois classificar alguns grandes grupos de projetos de redes de distribuição 
reversas que caracterizam os diversos tipos de Canais de Distribuição Reversos 
(CDRs) ou \u201cSupply Chain\u201d Reversos: 
 
a) Quanto à Similaridade do Produto Fabricado com Materiais Reciclados e 
do Produto de Pós \u2013Consumo Coletado. 
 
a.1 Canais de Distribuição Reversos de Ciclo Aberto. 
De materiais como os metais, plásticos, vidros, papéis, etc., nos quais estes 
materiais são extraídos de diferentes produtos de pós \u2013 consumo que os contém, 
visando a sua reintegração ao ciclo produtivo substituindo matérias-primas 
novas. 
 
a.2 Canais de Distribuição Reversos de Ciclo Fechado. 
De produtos como latas de alumínio, latas de aço, baterias de automóvel, etc., 
nos quais os materiais são extraídos destes produtos de pós \u2013 consumo para a 
fabricação de um produto equivalente. 
 
 
 
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Logística Empresarial 
 
b) Quanto ao Nível de Integração Empresarial e Participação 
 
b.1 Empresas Integradas na Distribuição Reversa 
b.1.1. \u201cSupply Chain\u201d Reverso de Pós \u2013 Consumo Originados de Bens Duráveis e 
Semi Duráveis. 
 
Empresas se encarregam de todas as fases de distribuição reversa até o 
reaproveitamento dos subconjuntos ou para reposição ou para novas montagens. 
 
b.1.2. \u201cSupply Chain\u201d Reverso de Resíduos de Pós \u2013 Consumo Originados de Bens 
Descartáveis