2017818 21590 APOSTILA+LOGÍSTICA+(1)
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Empresas se encarregam de todas as fases desde a coleta do pós- consumo até a 
reintegração dos materiais reciclados ao ciclo produtivo. 
 
b.2. Não integradas 
 
b.2.1. \u201cSupply Chain\u201d Reverso de Pós \u2013 Consumo Originados de Bens Duráveis e 
Semi Duráveis. 
 
Empresas utilizam-se de outros agentes para a consecução das diferentes etapas 
de reaproveitamento dos bens de pós \u2013 consumo através de comercialização de 
serviços ou de compra de produtos nas diversas fases. 
 
b.2.2. \u201cSupply Chain\u201d Reverso de Pós \u2013 Consumo Originados de Bens 
Descartáveis. 
 
Empresas compram materiais processados em diversas etapas dos canais reversos. 
 
b.3. Empresas que não Utilizam os Pós \u2013 Consumo 
 
Nestes casos a empresa estará interessada na montagem de uma rede logística 
reversa para assegurar-se do destino dos bens de pós \u2013 consumo originados de 
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Logística Empresarial 
 
seus produtos, vendendo-os ou comercializando parcerias de utilização dos mesmos 
nas diversas etapas reversas. 
 
Pelo exposto pode-se vislumbrar algumas opções estratégicas que devem ser 
examinadas no projeto de uma rede logística reversa, onde as vantagens e 
desvantagens de cada alternativa face ao ambiente operacional característico do 
mercado examinado, o posicionamento empresarial, as competências internas da 
empresa, além de outros fatores comuns aos estudos estratégicos empresariais 
deverão compor a análise. 
 
Os casos de projetos envolvendo bens de alto valor relativo observa-se uma 
tendência natural em soluções de ciclos fechados e integrados totalmente de forma 
a garantir os volumes em escala econômica de processamento empresarial além de 
integrar os lucros das operações individuais em cada etapa reversa. 
 
Entretanto a maior parte dos casos de projetos de redes reversas empresariais 
envolve decisões e ações nos ambientes externos e internos à empresa que 
precisam ser cuidadosamente equacionados, parcerias externas em prestação de 
serviços, envolvimento com associações de classe, processos de educação da 
sociedade, mobilizações junto aos poderes públicos, entre tantos outros aspectos a 
serem estudados. 
 
C) Quanto aos Objetivos Principais 
 
O objetivo dos projetos de rede logística reversa poderão se constituir de um ou 
mais dos exemplos abaixo listados ou eventualmente de outros não especificados: 
 
\uf0b7 Objetivo Econômico: visualização de ganhos financeiros na operação de 
reaproveitamento dos produtos ou materiais de pós- consumo; 
 
\uf0b7 Objetivo Mercadológico: diferenciação de serviços de pós venda; 
 
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Logística Empresarial 
 
\uf0b7 Obediência à Legislação: existentes ou futuras, visando nestes casos 
adquirir experiência para contribuir com a elaboração de normas e 
regulamentações; 
 
\uf0b7 Prevenção de risco à continuidade dos negócios: muito similar ao anterior 
mas neste caso a empresa visa mitigar os efeitos nocivos dos impactos dos 
pós consumo de seus produtos evitando que a regulamentação futura interfira 
nos resultados dos negócios; 
 
\uf0b7 Ganho de Imagem Corporativa; 
 
\uf0b7 Outros eventuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10 PRESTADOR DE SERVIÇO LOGÍSTICO 
 
A terceirização é uma pratica antiga. Esta pode ser vista desde os tempos bíblicos 
até nos dias de hoje. Apesar de antiga esta prática, a terceirização de serviços 
logísticos é uma das mais novas tendências do Supply Chain. 
 
A logística, incluindo a prestação de serviços, é um setor em fase de crescimento e 
de transformação. O crescimento deste setor é resultado das empresas 
terceirizarem serviços de uma forma geral, focando apenas no seu know-how. 
 
O abandono do paradigma de verticalização nas modernas cadeias de suprimento 
criou demandas, que em grande parte, supridas por outros agentes econômicos. 
Parte desses agentes surgiram da redefinição ou diversificação de seus antigos 
negócios (as empresas transportadoras, por exemplo), dando origem a prestadores 
de serviços logísticos ( NOVAIS, 2001). 
 
A Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML, 2003), define 
operador logístico como: o fornecedor de serviços logísticos, especializado em 
gerenciar todas as atividades logísticas ou parte delas, nas várias fases da cadeia 
de abastecimento de seus clientes, agregando valor ao produto dos mesmos, e que 
tenha competência para, no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três 
atividades consideradas básicas: controle de estoques, armazenagem e gestão de 
transportes. 
 
Já Fleury (2000), apresenta seguinte definição de operador logístico: \u201cUm fornecedor 
de serviços logísticos integrados, capaz de atender a todas ou quase todas as 
necessidades logísticas de seus clientes, de forma personalizada\u201d. 
 
Segundo Novaes (2001), \u201cé o prestador de serviços logísticos que tem competência 
reconhecida em atividades logísticas, desempenhando funções que podem englobar 
todo o processo logístico de uma empresa - cliente, ou somente parte dela.\u201d 
 
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Logística Empresarial 
 
Fleury (2000) reforça a característica de integração de todas as atividades logísticas, 
de uma forma própria a cada cliente. Desta forma, pode-se entender que o operador 
logístico deve trabalhar de forma sincronizada na busca da racionalização do custo e 
tempo do seu cliente, oferecendo um serviço que agregue valor ao cliente final e que 
este o perceba. 
 
De acordo com Novaes (2001) \u201co prestador de serviço logístico pode ser 
denominado, em inglês, de third-party logistics ou logistics provider\u201d. Em algumas 
definições mais amplas, o termo é usado para simplesmente descrever o 
fornecimento de serviços, incluindo as formas mais simples e tradicionais, como 
transporte e armazenagem. Ou seja, o termo prestador de serviço logístico agrega 
todo tipo de atividade logística não refletindo necessariamente os avanços 
tecnológicos e operacionais que dão sustentação ao moderno Supply Chain. 
 
Segundo Novaes (2001 p. 328): 
 
Os PSL podem ser classificados, em dois grupos básicos de prestadores de 
serviços. Eles são identificados, gerando um terceiro grupo, denominado 
híbrido. 
 
a) PSLs baseado em ativos, ou seja, empresas que detêm ou alugam a 
terceiros ativos tangíveis e oferecem outros serviços logísticos, como 
ampliação natural de sua atividade central. É o caso, por exemplo, de uma 
companhia de armazéns, que pode fornecer serviços de embalagens, 
etiquetagem ou montagem final, além dos serviços tradicionalmente 
ofertados aos clientes. 
 
b) PSLs baseados em administração e no tratamento da informação: são 
empresas que operam na administração de atividades, e que não detêm ou 
alugam ativos tangíveis, mas fornecem a seus clientes, recursos humanos e 
sistemas para administrar toda ou parte de suas funções logísticas. 
 
c) O tipo híbrido ou integrado, conforme Africk e Calkins citado por Novaes 
(2001), corresponde aos PSLs que oferecem serviços logísticos físicos e 
administrativos ao mesmo tempo. 
 
10.1 DIFERENÇAS ENTRE PRESTADOR DE SERVIÇOS LOGÍSTICOS E 
PRESTADOR DE SERVIÇO TRADICIONAL 
 
A utilização de operadores logísticos é, sem duvida nenhuma, uma das mais 
importantes tendências da logística empresarial moderna, tanto local, quanto global. 
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Logística Empresarial 
 
Contudo, a contratação de um PSL não significa uma simples transferência de 
responsabilidade a terceiros. Ao contrario, o trabalho em parceria é difícil, uma 
intensa troca de informações e continua adaptação são pré-requisitos para o 
sucesso de um processo de outsourcing de serviços