2017818 21590 APOSTILA+LOGÍSTICA+(1)
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de todo o potencial só 
irá ocorrer se a empresa conseguir interligar-se aos participantes externos na cadeia 
de suprimentos. Esses participantes incluem fornecedores, distribuidores, 
prestadores de serviços e clientes. 
 
Dada a natureza colaborativa que deve possuir a cadeia de suprimento, torna-se 
crucial selecionar os parceiros corretos. O que se deseja são empresas que não 
apenas sejam excelentes em termos de seus produtos e serviços, mas que também 
sejam sólidas e estáveis financeiramente. A relação de parceria na cadeia ampliada 
deve ser vista como um acordo de longo prazo. 
 
Muito importante também é lembrar que a cadeia de suprimento ampliada necessita 
um canal de informações que conecte todos os participantes. A maioria das grandes 
empresas possui os requisitos tecnológicos para fazer a integração. O problema é 
que elas estão utilizando de forma incorreta. Idealmente, a informação que se torna 
disponível quando o consumidor efetiva a compra deveria ser imediatamente 
compartilhada com os demais participantes da cadeia, ou seja, transportadoras, 
fabricantes, fornecedores de componentes e de matéria-prima. Dar visibilidade as 
informações do ponto de venda, em tempo real, ajuda todos os participantes a 
gerenciar a verdadeira demanda de mercado de forma mais precisa, o que permite 
reduzir o estoque na cadeia de suprimento de forma substancial. 
 
Fica evidente que a implementação do conceito de SCM exige mudanças 
significativas tanto nos procedimentos internos quanto nos externos, principalmente 
no que diz respeito ao relacionamento com clientes e fornecedores. 
 
No Brasil, o principal esforço para implementação do conceito está sendo feito no 
âmbito do movimento ECR Brasil. Liderando o processo estão os fabricantes de 
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Logística Empresarial 
 
produtos alimentícios e bebidas, por um lado, e os supermercados do outro.embora 
seja enorme o potencial para redução de custos na cadeia, um conjunto de 
mudanças profundas precisa ser efetuado. No caso dos supermercados, por 
exemplo, existe um amplo conjunto de antigas práticas que estão muito arraigadas e 
que podem ser consideradas como barreiras ao bom andamento de projetos de 
SCM. Entre essas práticas se destacam: o relacionamento com os fornecedores, 
ainda fortemente dominado pela política de queda de braço mensal com relação aos 
preços dos produtos; a grande maioria dos produtos recebida diretamente nas lojas, 
o que dificulta o controle do recebimento e a avaliação de desempenho dos 
fornecedores; as empresas organizadas em silos funcionais, com compras, logística 
e administração das lojas sendo gerenciadas de forma independente e isolada; mão-
de-obra atualmente disponível não possui a formação ou capacitação necessária 
para operar com base nos novos requisitos do SCM; a tecnologia de informação 
ainda apresenta fortes deficiências, principalmente no que diz respeito aos softwares 
de análises de dados, e também aos procedimentos para manutenção dos cadastros 
de produtos e fornecedores. 
 
São muitos os desafios, mas enormes as oportunidades da implementação do 
conceito de SCM no Brasil. O momento é extremamente favorável para esta nova 
oportunidade, que certamente irá aumentar a competitividade e lucratividade das 
empresas que ousarem e saírem na frente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Logística Empresarial 
 
6 FUNÇÕES OPERACIONAIS DA LOGISTICA 
 
6.1 PRINCÍPIOS DA ARMAZENAGEM 
 
É possível estabelecer alguns princípios básicos de armazenagem: 
 
a) Planejamento - avaliação prévia da área de armazenagem antes de aceitar a 
contratação e um determinado lote a armazenar, verificando a existência de 
condições físicas e técnicas. 
 
b) Flexibilidade Operacional - Adaptabilidade de praças, corredores, portas e 
equipamentos disponíveis em uma área de armazenagem, de forma a receber 
com facilidade, simultânea ou sucessivamente, produtos com diferentes 
características de manuseio. 
 
c) Simplificação do fluxo - desenvolvimento, adaptação e ou implantação do 
arranjo físico de uma área de armazenagem, levando em conta as características 
dos equipamentos disponíveis e a localização de portas e corredores, com o 
objetivo de simplificar ao máximo os fluxos de entrada e de saída, de forma a 
obter a maior produtividade possível. 
 
d) Integração- planejar a integração do maior número de atividades possível 
simultaneamente, coordenando todas as operações. 
 
e) Otimização do espaço físico - armazenamento técnico e seguro, possibilitando 
a fácil movimentação da maior quantidade possível de mercadorias em uma única 
área de armazenagem, observando a resistência estrutural do piso e a 
capacidade volumétrica da área. 
 
f) Otimização de equipamentos e mão de obra - analise, desenvolvimento, 
padronização, sistematização e implantação de procedimentos direcionados ao 
dimensionamento e a racionalização dos equipamentos de movimentação e 
equipes de trabalho. 
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Logística Empresarial 
 
g) Verticalização - aproveitar os espaços verticais da melhor maneira possível, sem 
perder de vista a segurança. 
 
h) Mecanização - avaliação quanto a real necessidade e relação custo - beneficio 
da mecanização dos procedimentos de movimentação de mercadorias. 
 
i) Automação - avaliação quanto a real necessidade e relação custo-beneficio de 
automatizar o gerenciamento da armazenagem, sistema de controle e demais 
sistemas administrativos. 
 
j) Controle- planejamento, implantação e acompanhamento metódico de um 
adequado sistema de registros dos recebimentos, tempo de permanência da 
armazenagem, entregas e controle do inventário físico de mercadorias, 
possibilitando a sua identificação e retirada imediatas. 
 
k) Segurança - dotar a área de armazenagem de sistemas que garantam a 
integridade física das mercadorias armazenadas. 
 
l) Preço - compatibilidade dos preços calculados a partir da estrutura de custos 
resultante do planejamento empresarial com o praticado pelas empresas 
congêneres no mercado. 
 
6.1.1 CUSTOS DA ARMAZENAGEM 
 
Os custos básicos de uma operação de armazenagem que requerem maior atenção 
em seu controle são os descritos abaixo. 
 
1. Espaço para armazenagem e atendimento de pedidos 
2. Forma de ocupação do espaço físico destinado à armazenagem 
3. Equipamento utilizado 
4. Mão-de-obra empregada 
5. Sistema de controle da armazenagem 
 
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Logística Empresarial 
 
O sistema de armazenagem a ser empregado difere para cada tipo de material, 
política de estoques que a empresa emprega e mercado em que atua. Para tanto, 
teremos diversos tipos de sistemas de armazenagem, com tecnologias cada vez 
mais diferenciadas ao longo das necessidades da empresa. 
 
6.1.2 TIPOS DE ARMAZÉM 
 
Citaremos a seguir os principais tipos de organizações existentes na área de 
armazenagem. 
 
1. Armazéns/Terminais EADI \u2013 Estações Aduaneiras do interior 
Foco: armazenamento de mercadorias retidas na alfândega e execução de 
processos primários de fabricação (sem transformação de produto). 
 
2. Armazéns/Terminais Carga Geral 
Foco: armazenamento de mercadorias gerais, não tendo especialização. 
 
3. Armazéns/Terminais Frigoríficos 
Foco: armazenamento de mercadorias que necessitam de refrigeração controlada. 
 
4. Armazéns/Terminais Portuários: Públicos e Privados 
Foco: armazenamento de cargas retidas na alfândega, em recintos portuários 
controlados. 
 
5. Armazéns/Terminais Aeroportuários: Públicos e Privados 
Foco: armazenamento de cargas sujeitas à alfândega em recintos aeroportuários 
controlados.