Portugues com exercicios
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Portugues com exercicios


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aos substantivos mudança e administração. 
 
 
 
7 \u2013 (FGV/ATE MS/2006 \u2013 com adaptação) 
\u201cTenho medo de abrir! Vai que evapora!\u201d. 
Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, a correta função sintática de 
medo e de abrir. 
(A) adjunto adverbial \u2013 objeto indireto 
(B) predicativo do sujeito \u2013 complemento nominal 
(C) predicativo do sujeito \u2013 adjunto adnominal 
(D) objeto direto \u2013 adjunto adnominal 
(E) objeto direto \u2013 complemento nominal 
 
8 - (NCE UFRJ / Eletronorte / 2006) 
A alternativa em que o elemento sublinhado indica o agente e não o paciente do 
termo anterior é: 
(A) \u201ca utilização de qualquer um deles\u201d; 
(B) \u201ca queima do petróleo\u201d; 
(C) \u201cinundação de vastas áreas\u201d; 
(D) \u201ca fauna aquática dos rios\u201d; 
(E) \u201cconstrução de barragens\u201d. 
 
9 - (NCE UFRJ / BNDES/ 2005) 
Os adjetivos mostram qualidades, características ou especificações dos substantivos; 
a alternativa abaixo em que o termo em negrito NÃO funciona como adjetivo é: 
(A) difícil aprendizado; 
(B) sensação de dificuldade; 
(C) trabalho que é difícil; 
(D) tarefa dificílima; 
(E) acesso difícil. 
 
 
10 - (FGV / ICMS MS \u2013 ATI / 2006) 
Você nunca teve ilusões sobre a humanidade. 
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O termo destacado no período acima tem a função sintática de: 
(A) adjunto adnominal. 
(B) adjunto adverbial. 
(C) complemento nominal. 
(D) objeto indireto. 
(E) predicativo do objeto. 
 
 
11 - (UnB CESPE / Câmara dos Deputados / 2002 \u2013 com adaptação) 
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de 1882, permanecendo como 
correspondente do Jornal do Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o 
tempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Como vários 
outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais e 
vivendo no exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico. 
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu. O Museu Britânico é 
fonte de muitas obras importantes das ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O 
Capital e outros ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base de um 
dos textos fundamentais das ciências sociais brasileiras. A atividade principal da sua 
mais recente temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a respeito do 
escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um livro da qualidade de O 
Abolicionismo \u2014 a reflexão mais coerente, profunda e completa já feita no Brasil 
acerca do assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de conhecimento 
de história, política, sociologia, direito e de tudo quanto se refere à escravidão negra. 
Pelo alto nível do conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais importantes 
das ciências sociais jamais escritos no Brasil. Ocupa, por isso, um lugar de destaque 
na bibliografia específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de cem anos 
depois da sua primeira edição, quando as ciências sociais se desenvolveram tanto no 
mundo e no Brasil, o livro ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo 
volume de informações, seja pelos variados enfoques \u2014 alguns extremamente 
originais \u2014, seja ainda pela forma superior. 
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a redação de O 
Abolicionismo para justificar a proveitosa estada de Nabuco por dois anos na 
Inglaterra. 
Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações). 
 
Analise as proposições a seguir, indicando V para as verdadeiras e F para as falsas. 
Em seguida, marque a opção que indica a ordem correta. 
I - Nas formas verbais \u201cDedica-se\u201d (l.3) e \u201ctorna-se\u201d (l.5), o pronome enclítico 
exerce funções sintáticas diferentes. 
 
II - No trecho \u201cIsso lhe permite escrever\u201d (l.11), o pronome sublinhado exerce a 
função de objeto indireto e poderia ser substituído pela expressão a ele. 
 
a) V \u2013 V 
b) V \u2013 F 
c) F \u2013 V 
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d) F - F 
 
12 \u2013 (UnB CESPE/SMF Maceió/2003) 
A devassa por decreto 
Não é de hoje que se propaga entre nós fenômeno raro a demandar análise 
criteriosa. Pode ser resumido em poucas palavras. Enquanto a milenar presunção de 
inocência acompanha o acusado até sua condenação, ainda que o delito a ele 
imputado seja dos mais graves e comprometedoras as provas apuradas, a presunção 
muda de face, embora não se diga, em se tratando de fato envolvendo o fisco; 
facilmente se aceita como verdadeira a imputação feita a alguém. 
Suponho que esse fenômeno derive do fato, generalizado, de estabelecer-se 
sinonímia entre contribuinte e sonegador. 
Não é preciso dizer que o tributo, entre outras razões, por ser obrigação legal, deve 
ser satisfeito na forma e no prazo de lei. De resto, as sanções criadas para forçar 
essa observância chegam a ser draconianas. Se elas fossem pactuadas entre 
particulares, dificilmente seriam aceitas como lícitas na esfera dos tribunais; em 
favor do fisco, no entanto, são aceitas sem reparos. Faço a observação apenas para 
salientar o aparato coercitivo que acompanha o direito, por vezes o suposto direito 
do erário. Mas, volto a dizer, ultimamente, os excessos \u201clegislados\u201d via de regra por 
medidas provisórias são chocantes, a começar por sua imoderação; assim, não têm 
faltado alterações insignes no processo fiscal, a ponto de convertê-lo em simulacro 
processual. 
Paulo Brossard. In: Correio Braziliense, 22/12/2002. Coluna Opinião (com 
adaptações). 
 
Com base no texto acima, julgue a assertiva que se segue. 
\u2022 Com relação à representação do sujeito da oração, no segmento \u201cem se 
tratando de fato\u201d (l.5), o sujeito é indeterminado, diferentemente do que 
ocorre no segmento \u201cestabelecer-se sinonímia\u201d (ls.7-8), em que o sujeito é 
\u201csinonímia\u201d. 
 
13 - (CESPE UnB / MPU/ 1996) 
Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava, nem estudava. Mas 
trabalhara pouco depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se 
evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar para o teatro fracassara. Havia 
só promessas. Não era fácil como pensara. Mesmo não tinha a menor experiência. 
Fora estrela estudantil em Guará. Isso, porém, era menos que nada! Acabado o 
dinheiro, não podia viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira, 
caixeira de perfumaria, manicura, para se sustentar. Como chapeleira, não 
agüentara dois meses, que era duro!, das oito da manhã às oito da noite, e quantas 
vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. Não era possível! As ambições teatrais 
não haviam esmorecido, e cadê tempo? Conseguira o lugar de balconista numa 
perfumaria com ordenado e comissão. Tinha jeito para vender, sabia empurrar 
mercadoria no freguês. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas também lá 
passara pouco tempo. O horário era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais 
suave - nunca imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo! 
Contudo continuava numa prisão. Não nascera para prisões. Mesmo como seria 
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possível se encarreirar no teatro, amarrada num balcão todo o santo dia? Precisava 
dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito à 
perfumaria fazer compras e que se engraçara com ela. Dava conta do recado mal e 
porcamente, mas os homens não são exigentes com um palmo de cara bonita. 
Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de gente, era muito 
convidada para almoços, jantares, danças e passeios, e tinha folgas - uf , tinha 
folgas! Quando cismava, nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de 
mar, fazer compras, ficava dormindo... 
O primeiro período do