Portugues com exercicios
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Portugues com exercicios


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por qualquer outra preposição (a, em, por) será um complemento 
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nominal (chegada ao espaço, resistência em surgir, dedicação ao povo, amor por 
alguém). 
2ª dica: Os complementos que vierem sob a forma verbal são complementos 
nominais por apresentarem essa idéia passiva. Exemplos: 
\u2022 \u201cosso duro de roer\u201d = a idéia é \u201cduro de ser roído\u201d \u2013 idéia passiva Î 
complemento nominal 
\u2022 Medo de cair = a idéia é \u201cde sofrer uma queda\u201d \u2013 idéia passiva Î 
complemento nominal 
\u2022 Essa notícia é difícil de acreditar = a idéia é \u201cdifícil de ser acreditada\u201d \u2013 idéia 
passiva Î complemento nominal. 
 
Vamos analisar, agora, a questão da prova. 
O primeiro elemento não deve ter gerado dúvidas. Trata-se de um complemento 
verbal direto. Assim, a função exercida por \u201cmedo\u201d, em \u201ctenho medo\u201d é objeto 
direto. 
Teríamos duas opções válidas \u2013 d e e (50% de chances!!) 
O segundo elemento liga-se ao primeiro por meio de preposição (medo de abrir). O 
termo regente é medo = SUBSTANTIVO ABSTRATO. Precisamos definir se a função 
do termo regido (\u201cde abrir\u201d) é ativa (adjunto adnominal) ou passiva (complemento 
nominal). 
Para isso, verificaremos o valor da expressão no contexto: 
\u201cTenho medo de abrir! Vai que evapora!\u201d 
A idéia é: \u201cTenho medo de que, sendo aberto, evapore\u201d \u2013 idéia passiva (o envelope 
não vai abrir, mas ser aberto) Î complemento nominal. 
A vontade de indicar a idéia ativa é grande. Afinal, a lógica induz que o sujeito vai 
abrir o envelope, ou seja, praticar a ação. Essa tendência se justifica pela 
proximidade com o verbo de \u201cter\u201d (ter medo \u2013 ação praticada pelo sujeito). 
Contudo, é preciso fazer a seguinte distinção: o que está relacionado a \u201cabrir\u201d não é 
o verbo \u201cter\u201d, mas a idéia da abertura \u2013 idéia passiva: o envelope ser aberto. 
 
8 \u2013 D 
O examinador busca o termo cujo complemento apresenta idéia ativa, ou seja, 
aquele cuja função sintática seja a de adjunto adnominal. 
A resposta é: \u201ca fauna aquática dos rios\u201d. Os rios possuem a fauna aquática. 
a) \u201ca utilização de qualquer um deles\u201d Î qualquer um deles será utilizado Î idéia 
passiva 
b) \u201ca queima do petróleo\u201d Î o petróleo será queimado Î idéia passiva 
c) \u201ca inundação de vastas áreas\u201d Î vastas áreas serão inundadas Î idéia passiva 
e) \u201ca construção de barragens\u201d Î as barragens serão construídas Î idéia passiva 
 
9 \u2013 B 
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Em \u201csensação de dificuldade\u201d, a expressão em negrito complementa um 
substantivo abstrato. Para saber se a função sintática é a de adjunto adnominal ou a 
de complemento nominal, temos de analisar o valor que ela atribui: \u201csensação de 
dificuldade\u201d Î dificuldade é \u201csentida\u201d Î idéia passiva Î complemento nominal. 
Todas as demais ocorrências apresentam termos que possuem valor adjetivo (na 
letra c, temos uma oração subordinada adjetiva restritiva) e exercem a função 
sintática de adjunto adnominal. 
 
10 \u2013 C 
Como \u201cilusões\u201d é um substantivo abstrato, devemos analisar o valor de 
\u201chumanidade\u201d. 
É a humanidade que tem ilusões (idéia ativa) ou é sobre ela que você tem ilusões 
(passiva)? 
Certamente a segunda opção. Assim, o termo, por complementar um substantivo 
abstrato com idéia passiva, exerce a função sintática de COMPLEMENTO NOMINAL. 
 
11 \u2013 C 
Para responder à primeira assertiva, devemos analisar o seguinte segmento: 
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de 1882, permanecendo como 
correspondente do Jornal do Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o 
tempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Como 
vários outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais e 
vivendo no exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico. 
Podemos notar que, nas duas ocorrências do pronome \u201cse\u201d, há um valor reflexivo. 
- \u201cele se dedica ao trabalho e ao estudo\u201d = ele dedica \u201ca si mesmo\u201d ao trabalho e ao 
estudo 
- \u201cele se torna freqüentador assíduo do Museu Britânico\u201d = ele torna \u201ca si mesmo\u201d 
freqüentador assíduo do Museu Britânico. 
Para identificar a função sintática, não basta trocar o \u2018SE\u2019 pelo \u2018A SI\u2019. Devemos, sim, 
trocar por um nome. Para isso, precisamos alterar a estrutura oracional: 
- ele dedica seu tempo ao trabalho e ao estudo. 
- ele torna seu filho freqüentador assíduo. 
Nas duas construções, a função é objeto direto, ou seja, complemento verbal sem 
preposição obrigatória. 
Por isso, está FALSA a afirmação de que o pronome exerce funções diferentes. Em 
ambas, a função é a de objeto direto. 
A segunda proposição está CORRETA. Em \u201cIsso lhe permite escrever\u201d, o verbo 
permitir apresenta dois complementos: um direto, sob a forma oracional no 
infinitivo (escrever), e outro indireto, representado pelo pronome oblíquo lhe. Esse 
pronome poderia ser substituído com correção pela forma \u201ca ele\u201d. 
 
12 \u2013 Item CORRETO 
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O examinador apresentou a distinção entre sujeito indeterminado e construção de 
voz passiva, ambas as estruturas com o pronome SE. 
Na primeira, \u201cem se tratando de fato\u201d, temos um dos casos clássicos de 
indeterminação do sujeito \u2013 com verbo transitivo indireto TRATAR-SE DE. São muito 
comuns questões de prova em que o verbo dessa construção esteja flexionado. Por 
isso, olho vivo! Apareceu um \u201ctratam-se de\u201d, pode marcar como ERRADA! Por ser 
sujeito indeterminado, deve o verbo permanecer na 3ª pessoa do singular \u2013 \u201ctrata-se 
de\u201d. 
Já na segunda estrutura, o verbo ESTABELECER é transitivo direto e está 
acompanhado do pronome SE (apassivador). Por isso, o sujeito dessa forma verbal é 
SINONÍMIA (\u201cestabelecer-se sinonímia\u201d = sinonímia ser estabelecida). Construção de 
voz passiva. 
A proposição está correta. 
 
13 \u2013 E 
Não me diga que você leu esse texto todinho??? Pode me dizer por quê??? 
Nem sempre passa em um concurso o candidato que sabe mais \u2013 passa o que sabe 
resolver a prova com maior destreza e correção. Saber fazer prova é um dos fatores 
decisivos para a aprovação e o tempo é um dos inimigos do candidato. Por isso, em 
uma prova com textos longos (como esse), verifique, em primeiro lugar, se há 
questões de interpretação (que irão exigir uma leitura atenta). Caso contrário, ou 
seja, se houver somente questões (ou a maior parte delas) que explorem o aspecto 
gramatical, muitas vezes ler apenas um trecho ou um parágrafo pode ser suficiente. 
Primeira providência: identificar o primeiro período do texto. O período se encerra 
com uma pausa bem marcada (normalmente por um ponto). 
Assim, o primeiro período do texto é: 
Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava, nem estudava. 
Vamos \u201cdissecar\u201d esse período em orações: 
1ª oração: Maria Berlini não mentira 
2ª oração: quando dissera 
3ª oração: que não trabalhava 
4ª oração: nem estudava 
.......................................... 
1ª oração: oração principal. A ela irá ligar-se a segunda oração, que indica o 
momento em que tal fato (expresso na principal) ocorre. 
2ª oração: oração subordinada adverbial temporal 
3ª oração: oração subordinada substantiva objetiva direta. Serve de complemento 
ao verbo dizer, presente na 2ª oração (que, em relação à 3ª, é considerada 
principal) \u2013 quando dissera ISSO. 
4ª oração: oração coordenada sindética aditiva. Esta oração se liga por coordenação 
à segunda. A conjunção nem tem valor aditivo, equivalendo a \u201ce não\u201d. Esta oração 
também complementa o sentido do verbo da 2ª oração = dissera: 1) que não 
trabalhava; 2) nem estudava (= e que não estudava). 
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