Portugues com exercicios
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Portugues com exercicios


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PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 
 
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Por isso, está certíssima a afirmativa presente na opção e. 
No período, há duas orações subordinadas (2ª \u2013 oração subordinada adverbial 
temporal; e 3ª \u2013 oração subordinada substantiva objetiva direta) e uma coordenada 
(4ª = oração coordenada sindética aditiva) e, ao mesmo tempo, subordinada (à 
segunda oração, em que está presente a forma verbal disseram, cujo sentido 
complementa). 
Excelente questão de prova! Não é à toa que a banca da CESPE UnB é considerada 
uma das melhores do Brasil. 
 
 
14 \u2013 A 
 
Os versos em análise são: 
Feliz quem pode orgulhoso 
Dizer: - Nunca fui vadio 
Não se assuste com a nomenclatura. \u201cMorfossintaxe\u201d nada mais é do que o estudo 
das categorias das palavras considerando a morfologia e a sintaxe. Esses conceitos 
foram apresentados lá na nossa primeira aula. Não me diga que você já os 
esqueceu??? Não me decepcione assim... 
Morfologia estuda a palavra em si, quer em relação à forma, quer em relação à 
idéia que ela encerra (classes das palavras, flexões, elementos mórficos, terminação, 
grafia). Esse é o assunto da aula de hoje. 
Sintaxe é o estudo da palavra com relação às outras que se acham na mesma 
oração (concordância, regência, colocação). 
 
Assim, uma análise morfossintática é a que abrange elementos da palavra em si 
(classe gramatical, conjugação verbal, ortografia) e de sua relação com as demais na 
oração (sintaxe de concordância, regência, colocação). Viu como não é nenhum 
bicho-de-sete-cabeças? 
O erro está na opção a. 
Vamos analisar a função sintática exercida pelo adjetivo \u201corgulhoso\u201d: 
\u201cFeliz quem pode orgulhoso dizer...\u201d \u2013 o adjetivo se refere ao sujeito da forma verbal 
dizer. Assim, é predicativo, mas do sujeito, representado pelo pronome indefinido 
quem, expressando a forma como o sujeito (quem) se encontra ao praticar a ação 
(dizer) Î predicado verbo-nominal. 
A assertiva está incorreta e é o gabarito da questão. 
Para a análise do período composto, vamos dividi-lo em suas orações: 
- Quem pode dizer orgulhoso \u2013 oração subordinada substantiva subjetiva (é o 
sujeito oracional do verbo SER) 
- que nunca foi vadio \u2013 oração subordinada substantiva objetiva direta (iniciada 
por uma conjunção integrante \u2013 quem pode dizer ISSO = que nunca foi vadio \u2013, 
vem complementar o sentido do verbo dizer de forma direta) 
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- é feliz \u2013 oração principal, formada por um predicado nominal. 
Em relação às demais opções, cabem os seguintes comentários. 
B) Da mesma forma que o adjetivo \u201corgulhoso\u201d, o adjetivo \u201cfeliz\u201d também se refere 
ao pronome indefinido quem, sujeito da oração. Note que é possível subentender o 
verbo \u201cser\u201d: \u201c(É) feliz quem pode orgulhoso dizer...\u201d. 
Na ordem direta, em discurso indireto, a estrutura seria: \u201cQuem pode dizer 
orgulhoso que nunca foi vadio é feliz.\u201d. Essa foi, inclusive, a assertiva da opção e. 
Em \u201cNunca fui vadio\u201d, o adjetivo se refere ao pronome pessoal (oculto) eu, 
identificado a partir da desinência verbal. Sua função sintática é também a de 
predicativo do sujeito. 
Está, portanto, correta tal afirmação. 
C) Essa afirmação nos dá a chance de analisar a circunstância que o advérbio NUNCA 
atribui. Esse advérbio atribui, simultaneamente, valores de negação e tempo \u2013 
equivalente a \u201cem tempo algum\u201d. Está certa a assertiva. 
D) A locução verbal \u201cpode dizer\u201d foi intercalada pelo adjetivo que, como vimos, 
exerce a função de predicativo do sujeito (orgulhoso). Para se certificar de que se 
trata mesmo de uma locução verbal, veja que o verbo principal poderia estar sozinho 
na oração, sem prejuízo gramatical (apenas havendo alteração semântica): \u201cFeliz 
quem orgulhoso diz (= pode dizer)...\u201d. 
E) Está correta a afirmação, como vimos no comentário à opção b. O discurso 
indireto é o meio pelo qual o autor reproduz o discurso alheio, não como foi dito, 
mas com suas próprias palavras, usando uma oração subordinada. Isso se verifica na 
passagem \u201cquem pode dizer que nunca foi vadio\u201d. 
 
15 \u2013 C 
Para começar, vamos dividir o período: 
1ª oração \u2013 E se hoje sou venturoso 
2ª oração \u2013 Devo ao trabalho o 
3ª oração \u2013 que sou. 
A primeira oração é iniciada pela conjunção \u201cE\u201d, que a coordena com a oração 
anterior. 
A conjunção \u201cse\u201d inicia uma oração subordinada condicional. Ela, semanticamente, se 
repete na expressão que se segue: o que sou. 
Esta oração (o que sou) exerce a função de objeto direto do verbo dever: Ele deve 
ISSO (= o que sou = SOU VENTUROSO) ao trabalho. 
Assim, toda a oração \u201co que sou\u201d (em que o \u201co\u201d é pronome demonstrativo) está no 
lugar de toda a oração \u201cse hoje sou venturoso\u201d. Ele é um termo vicário, ou seja, 
substitui algo que já foi mencionado anteriormente. 
Analise, agora, a segunda oração: Eu devo ao trabalho o (= aquilo, isso) 
O verbo dever tem dois complementos: objeto direto = o / objeto indireto = ao 
trabalho. 
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A terceira oração vem restringir o alcance do pronome demonstrativo (objeto direto 
da oração anterior). Tem valor adjetivo e é iniciada por um pronome relativo que. 
Feita a análise sintática, vamos às opções. 
a) Quantas vezes aparece o pronome \u201ceu\u201d (explícito ou subentendido)? TRÊS. 
\u201cE se hoje (EU) sou venturoso/ (EU) devo ao trabalho o que (EU) sou.\u201d 
b) Não há registro de emprego de pronome pessoal oblíquo na passagem. 
c) No segmento \u201co que sou\u201d, há um pronome demonstrativo (\u201co\u201d = aquilo) e um 
pronome relativo (\u201cque\u201d), que retoma esse antecedente, o demonstrativo (= aquilo 
que sou = sou aquilo). Está correta a afirmação. 
d) e e) Há, no período, um predicado verbal, cujo núcleo é o verbo dever (Devo 
ao trabalho o), e dois predicados nominais (\u201cEu sou venturoso\u201d e \u201cque sou\u201d), 
cujos núcleos são, respectivamente, venturoso e (cuidado agora!!!) o pronome 
relativo que. Nessa oração subordinada adjetiva, o pronome relativo, que substitui o 
pronome demonstrativo \u201co\u201d (= aquilo), é o elemento que efetivamente exerce a 
função de predicativo do sujeito. 
 
16 \u2013 D 
O vocábulo \u201cSE\u201d pode ser: 
- conjunção integrante \u2013 inicia uma oração substantiva. Quero saber se você está 
gostando da aula. = Quero saber ISSO. Î ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA 
OBJETIVA DIRETA (complemento do verbo SABER). 
- conjunção adverbial - pode apresentar o valor condicional (Se ela dança, eu 
danço.). Como sabemos, o valor de uma conjunção adverbial só pode ser identificada 
na construção. 
- pronome pessoal oblíquo, com valor reflexivo (Ela se cortou com a faca.) ou 
recíproco (Os namorados se beijavam no cinema.) 
- parte integrante do verbo \u2013 nesses casos, ainda que apresente uma idéia 
reflexiva, o verbo não existe sem o pronome (Ele se queixa muito da sogra. Muito se 
arrepende de ter casado.). Não existem os verbos QUEIXAR e ARREPENDER; só 
QUEIXAR-SE e ARREPENDER-SE. Por isso, o pronome é parte integrante do verbo. 
- partícula de realce (ou expletiva) \u2013 nenhuma função exerce na oração. Tem 
valor, apenas, de realce, podendo ser retirada sem prejuízo gramatical ou semântico 
para a oração. Ele se foi embora e levou meu coração. (= Ele foi embora). 
- partícula apassivadora \u2013 presente nas construções de voz passiva sintética 
(também chamada de voz passiva pronominal). Coisas bonitas se vêem por aqui (= 
coisas bonitas são vistas). 
- índice de indeterminação do sujeito \u2013 presente nas construções de sujeito 
indeterminado, em que o verbo (transitivo indireto, intransitivo ou de ligação) fica na 
3ª pessoa do singular. Precisa-se de sossego por aqui. 
Nessa questão, devemos diferenciar os casos em que o pronome é apassivador 
(verbo TD