Portugues com exercicios
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Portugues com exercicios


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ou TDI + SE) ou indeterminador do sujeito. 
A) O verbo desfazer é TRANSITIVO DIRETO (Ele desfez o contrato.). Como está 
acompanhado do SE, forma voz passiva, em que o sujeito é \u201co regime de segregação 
racial\u201d. 
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B) O verbo solidificar também é TD (Ele solidificou a relação com os clientes.). Está, 
portanto, em voz passiva = A visão foi solidificada Î solidificou-se a visão. 
C) O verbo justificar é TD (Ele justificou sua resposta.). É também um pronome 
apassivador (o direito era justificado = justificava-se o direito). 
D) Finalmente, um verbo que não é TD. O verbo lutar, na construção, é TRANSITIVO 
INDIRETO, regendo a preposição por. Assim, o pronome SE tem a função de 
indeterminar o sujeito da ação verbal. 
E) O verbo respeitar é TD, e o pronome SE é partícula apassivadora (o sinal 
vermelho ser respeitado Î respeitar-se o sinal vermelho). 
 
17 - D 
O pronome \u201cse\u201d é: 
a) um pronome apassivador. \u201cAcentuar\u201d é um verbo transitivo direto e há idéia 
passiva \u2013 \u201c...é possível que a tendência positiva seja acentuada...\u201d; 
b) uma conjunção condicional \u2013 \u201cse a queda do juro básico se transferir...\u201d 
equivale a \u201ccaso a queda do juro básico se transfira...\u201d; 
c) um pronome apassivador. \u201cTransferir\u201d é um verbo transitivo direto e há idéia 
passiva \u2013 \u201cse a queda do juro básico for transferida para o crédito ao 
consumo...\u201d; 
d) uma conjunção condicional (gabarito da questão) \u2013 \u201cse os salários reais 
continuarem...\u201d equivale a \u201ccaso os salários reais continuem...\u201d; 
e) pronome apassivador. \u201cRecuperar\u201d é um verbo transitivo direto e há idéia 
passiva - \u201cse os salários reais continuarem a ser recuperados...\u201d . Não 
poderia ser um pronome reflexivo, pois o sujeito salários é paciente, sofre a 
ação e, dado o contexto, não poderia agir por conta própria. 
 
18 \u2013 B 
Agora, veremos as classificações do QUE: 
- conjunção integrante \u2013 INICIA UMA ORAÇÃO SUBSTANTIVA \u2013 Eu quero que tudo 
vá pro inferno. Î Eu quero ISSO. A conjunção serve apenas para ligar termos ou 
orações, não exerce função sintática nenhuma. 
- pronome relativo \u2013 INICIA UMA ORAÇÃO ADJETIVA \u2013 Eu quero o prêmio a que 
tenho direito. Î Eu tenho direito ao prêmio. Nesse caso, o pronome que substitui 
algum elemento mencionado anteriormente (no caso, a palavra \u201cprêmio\u201d). Pode, 
assim, exercer qualquer das funções sintáticas estudadas na aula sobre conectivos. 
- partícula de realce (ou expletiva) \u2013 pode vir acompanhada do verbo ser, 
formando a expressão \u201cé que\u201d. Como também já vimos, pode ser suprimida sem 
prejuízo gramatical para o período. Nós é que deveríamos reclamar (= Nós 
deveríamos reclamar.). 
- conjunção adverbial (coordenativa ou subordinativa) \u2013 pode apresentar 
diversas circunstâncias (causal, consecutiva, comparativa, explicativa, concessiva, 
final, etc.), a depender do contexto em que seja empregada. 
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- pronome interrogativo \u2013 se vier no fim da oração (tônico), recebe um acento 
circunflexo (Você tem fome de quê?). 
- substantivo - com acento circunflexo, equivale a \u201calgo\u201d \u2013 Ele tem um \u201cquê\u201d de 
intelectual. 
- advérbio \u2013 equivalente a \u201cquão\u201d, normalmente usado em interjeições: Que (= 
Quão) louco eu fui! 
- preposição acidental \u2013 equivalente à preposição \u201cde\u201d. Ele tem que entender isso 
(= tem de entender). 
- interjeição - (com acento circunflexo) Quê! Não acredito nisso! 
São tantas que posso ter me esquecido de alguma. Aguardo sugestões pelo fórum ou 
e-mail, caso isso tenha ocorrido. 
Desgraça pouca é bobagem!!! Sabe quantas acepções da palavra \u201cque\u201d (com e sem 
acento) são registradas pelo Aurélio: \u201csó\u201d quinze! 
 
Vamos analisar as ocorrências do \u201cque\u201d no texto da questão. Para isso, teremos de 
ter em mente o seguinte: se estiver substituindo um antecedente, é pronome 
relativo; se puder ser substituído (junto com o restante da oração) pelo pronome 
ISSO, é conjunção integrante. 
\u2022 \u201co impassível gigante que os contemplava com desprezo\u201d Î substitui 
\u201cgigante\u201d (o gigante os contemplava com desprezo) = pronome relativo na 
função de sujeito do verbo contemplar; 
\u2022 \u201cimperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no 
dorso\u201d Î substitui as palavras \u201cgolpes\u201d e \u201ctiros\u201d (desfechavam golpes e tiros 
no dorso) = pronome relativo na função de objeto direto do verbo 
desfechar; 
\u2022 \u201cdeixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito\u201d Î 
CUIDADO!!! Esse \u201cque\u201d não substitui \u201cgemido\u201d. Quem dá essa dica é a forma 
verbal \u201cabrissem\u201d, que, por estar flexionada no plural, indica que não poderia 
ser um pronome relativo com antecedente no singular (gemido). Ele inicia 
uma oração. Faça a análise a partir do contexto: \u201co gigante deixava que lhe 
abrissem as entranhas de granito sem um gemido\u201d Î O gigante deixava 
ISSO sem um gemido. Melhor seria que a expressão \u201csem um gemido\u201d 
estivesse isolada por vírgulas, por ser adverbial, mas essa pontuação é 
facultativa, como veremos na próxima aula. Como inicia uma oração que 
exerce a função sintática de objeto direto (\u201cdeixava que lhe abrissem as 
entranhas\u201d), esse \u201cque\u201d é uma conjunção integrante. 
Vamos às opções: 
a) ERRADA. A terceira ocorrência é uma conjunção integrante, enquanto que as 
outras duas são pronomes relativos. 
b) CERTA. Como vimos, o pronome relativo (primeira ocorrência) exerce a 
função de sujeito do verbo contemplar. 
c) ERRADA. Não poderíamos retirar esse \u201cque\u201d, pois ele é um pronome relativo 
que retoma os substantivos \u201cgolpes\u201d e \u201ctiros\u201d. 
d) ERRADA. Essa foi capciosa. O \u201cque\u201d, por ser uma conjunção integrante, não 
exerce função sintática nenhuma. Serve apenas como conectivo. Quem 
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exerce a função sintática do verbo deixar é toda a oração iniciada pela 
conjunção (que lhe abrissem as entranhas de granito). Maldade, hem? 
e) Somente na última ocorrência, o \u201cque\u201d é uma conjunção integrante. 
 
Por hoje é só. Grande abraço e bons estudos. 
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1
PONTUAÇÃO 
Na comunicação oral, o falante lança mão de certos recursos da linguagem, como a 
entoação da voz, os gestos e as expressões faciais para denotar dúvida, hesitação, 
surpresa, incerteza etc. 
Quando se constrói a comunicação por meio da escrita, quem passa a ter essa 
incumbência é a pontuação. Por isso, tanta gente associa indevidamente o emprego de 
vírgula a uma pausa da respiração. Isso não tem sentido. Se assim o fosse, tínhamos de 
colocar vírgula a cada palavra escrita. Ou você, por acaso, fica sem ar ao escrever uma 
oração sem vírgulas? Já pensou...rs... 
Afinal, qual é a utilidade de colocarmos sinais de pontuação no texto? 
Além de estabelecer na escrita aquelas denotações expostas acima, também se digna a 
eliminar ambigüidades que poderiam surgir em um texto sem pontuação ou a destacar 
certas palavras, expressões ou frases. 
O texto que reproduzimos abaixo, cuja autoria é desconhecida, já foi usado 
recentemente até por Ana Maria Braga (acredite!) e exemplifica bem as funções da 
pontuação. Para quem não assistiu ao programa (espero, pois deveria estar estudando), 
segue o material. 
\u201cUm homem rico estava muito mal, pediu papel e pena. Escreveu assim: 
\u2018Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta 
do alfaiate nada aos pobres.\u2019 
Morreu antes de fazer a pontuação (até parece que isso seria possível...). 
A quem ele deixou a fortuna? 
Eram quatro concorrentes. 
 1) O sobrinho fez a seguinte pontuação: 
\u2018Deixo meus bens