Portugues com exercicios
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Portugues com exercicios


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Às vezes, pode sofrer alterações. Ex.: dormir, durmo; querer, quis 
As palavras que possuem mais de um radical são chamadas de compostas. Ex.: 
passatempo 
Ao radical, juntam-se os demais elementos, como desinências, sufixos, prefixos, 
infixos, vogais temáticas, de forma a compor novas palavras. 
Nos verbos, o radical é o que resta após eliminar a terminação \u201cAR\u201d, \u201cER\u201d, \u201cIR\u201d: 
CANTAR = radical é CANT 
BEBER = radical é BEB 
PARTIR = radical é PART 
A partir da mesma raiz, formam-se vários vocábulos: são cognatos os vocábulos 
coração, cardíaco, cordial, cardiologista. 
Uma curiosidade: a expressão de cor, usada em \u201csaber de cor\u201d, é também cognata 
de \u201ccoração\u201d. Isso porque os antigos consideravam o coração como sede não só da 
sensibilidade (amor), mas também da inteligência. Então \u201csaber de cor\u201d liga-se à 
idéia de \u201csaber de coração\u201d. 
Vamos ver alguns exemplos da formação das palavras cognatas. 
Ao radical CARDI (do grego kardia = coração) podem ligar-se: 
a) O (vogal de ligação) + LOG (logos = tratado) + IA (sufixo) = CARDIOLOGIA 
b) O (vogal de ligação) + PAT (path é a raiz de páscho = sofrer) + IA = 
CARDIOPATIA 
Afixos 
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São partículas que se anexam ao radical para formar outras palavras. Existem dois 
tipos de afixos: 
Prefixos: colocados antes do radical. Ex.: desleal, ilegal 
Sufixos: colocados depois do radical. Ex: felizmente, igualdade, confeitaria 
 
Infixos 
Os infixos, também chamados de vogais ou consoantes de ligação, não são 
significativos e, por isso, não são considerados morfemas. 
Entram na formação das palavras para facilitar a pronúncia. 
Ex.: café (radical) + T + eira (sufixo) = cafeteira 
 capim(radical) + Z + al (sufixo) =capinzal 
 rod (radical) + O + via (radical) = rodovia 
 
Vogal Temática 
Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber outros elementos. 
Pode existir vogal temática tanto em verbos quanto em nomes. Ex.: beber, rosa, 
sala. 
Nos nomes, as vogais temáticas podem ser a, e, o. 
Nos verbos, também são três as vogais temáticas \u2013 a, e, i \u2013 e estas indicam a 
conjugação a que pertencem os verbos (1ª, 2ª ou 3ª conjugação, respectivamente). 
Ex.: partir (PART + I + R) - verbo de 3ª conjugação 
 sonhando (SONH + A + NDO) \u2013 verbo de 2ª.conjugação 
Eu disse \u201cpode existir\u201d porque nem todas as palavras possuem vogal temática. Há 
formas verbais e nomes sem vogal temática. Isso pode ocorrer nos nomes 
terminados em consoante (rapaz, fácil) ou em vogal tônica (saci, fé) \u2013 casos em 
que o radical se confunde com o tema (resultado da união do radical com a vogal 
temática), ou em algumas conjugações verbais. 
Em resumo, se um nome terminar por outra letra que não o \u201ca\u201d, \u201ce\u201d ou 
\u201co\u201d, é chamado de atemático (sem tema). 
CUIDADO: não confunda vogal temática com desinência, que marca a flexão 
da palavra. 
Em palavras que não se flexionam em gênero, esse \u201ca\u201d, \u201ce\u201d ou \u201co\u201d finais são o tema, 
e a desinência de gênero é indicada pelo símbolo Ø: 
 radical VT 
desinência 
gênero 
desinência 
número 
sala sal a 
pinto pint o Ø 
livros livr o Ø s 
estudantes estudant e Ø s 
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Quando o nome se flexiona, o \u201ca\u201d será desinência de gênero (feminino) e \u201co\u201d, a 
desinência no masculino. Esse é o posicionamento de Celso Cunha e Lindley Cintra, 
em sua obra Nova Gramática do Português Contemporâneo. 
 
 radical 
desinência 
gênero 
desinência 
número 
aluno alun o 
bela bel a 
algumas algum a s 
menino menin o 
meninas menin a s 
 
OBSERVAÇÃO: Outros autores apontam como Ø a indicação do gênero masculino, 
considerando que o morfema \u201co\u201d seria a vogal temática (menino = radical: menin + 
VT: o). Em nosso material, adotamos o posicionamento de Cunha e Cintra, por ser 
majoritário. Acredito serem remotas as chances dessa classificação ser objeto de 
prova, mas, de qualquer forma, fica registrada a ressalva. 
Lembramos mais uma vez que algumas formas verbais podem não apresentar vogal 
temática. Por exemplo: eu mato (1ª.pessoa do singular do presente do indicativo do 
verbo matar) \u2013 \u201cmat\u201d é o radical e \u201co\u201d é uma desinência. 
 
Tema 
É a união do radical com a vogal temática. 
Ex.: cantaremos = cant (radical) + a (VT) = canta (tema) 
 mala = mal (radical) + a (VT) = mala 
 
Desinências 
São morfemas colocados no fim das palavras para indicar flexões verbais ou 
nominais. Podem ser: 
1) Nominais: indicam gênero (feminino ou masculino) e número (singular ou plural) 
dos nomes (substantivos, adjetivos, alguns pronomes e numerais). 
 
masculino.............. o 
GÊNERO 
feminino................ a 
singular................. Ø (ausência de desinência) 
NÚMERO 
plural.................... s 
 
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2) Verbais: existem dois tipos de desinências verbais: desinência modo-temporal 
(DMT) e desinência número-pessoal (DNP). 
Seus nomes já dizem tudo, não é? 
DMT \u2013 indica o modo e o tempo (presente do indicativo, pretérito imperfeito do 
subjuntivo) 
DNP \u2013 indica o número e pessoa (1ª.pessoa do singular, 3ª.pessoa do plural) 
 2.1) Verbo-nominais (VN): indica as formas nominais dos verbos (infinitivo, 
gerúndio e particípio). Ex.: beber, correndo, partido 
 
TEMA Exemplos 
 
TEMPO/MODO/ 
FORMA NOMINAL RADICAL VT DMT DNP VN 
CANTAVA Pret.Imp.Indicativo CANT A VA 
CANTÁVAMOS Pret.Imp.Indicativo CANT A VA MOS 
COMPRARÍAMOS Fut.Presente Indic. COMPR A RÍA MOS 
COMPRANDO Gerúndio COMPR A NDO 
COMPRAS Presente Indicativo COMPR A S 
AMASSE Pret.Imperf.Subj. AM A SSE 
AMÁSSEMOS Pret.Imperf.Subj. AM Á SSE MOS 
 
 
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS 
Já conhecemos as \u201cpartes\u201d das palavras - morfemas. Agora, veremos a maneira 
como os morfemas se organizam para formar novas palavras. 
PRIMITIVA DERIVADA 
Encarnar 
Desencarnar 
Desencarnado 
 Carne 
 
Carnívoro 
 
Os principais processos de formação são: Derivação, Composição, Hibridismo, 
Onomatopéia, Sigla e Abreviação. Os principais são os dois primeiros. 
 
1. Derivação 
Processo de formar palavras no qual a nova palavra é derivada de outra chamada de 
primitiva. 
Os processos de derivação são: 
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Derivação Prefixal 
A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo ou mais 
são acrescentados à palavra primitiva. 
Ex.: pôr (primitiva) / compor (prefixo + primitiva) / recompor (dois prefixos + 
primitiva) 
Derivação Sufixal 
A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo ou mais são 
acrescentados à palavra primitiva. 
Ex.: real (primitiva) / realmente (primitiva + sufixo) 
 
Derivação Prefixal e Sufixal 
A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são 
acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, sem a presença 
de um dos afixos a palavra continua tendo significado. 
Ex.: deslealmente (prefixo: des + sufixo: -mente) - também existem os vocábulos: 
desleal / lealmente 
Alguns autores, todavia, não aceitam essa classificação. Julgam que houve, 
primeirament, um dos processos para, então, ocorrer o outro. 
Por exemplo: graça Î desgraça (prefixação) Î desgraçado (sufixação) 
 
Derivação Parassintética 
A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são 
simultaneamente acrescentados à palavra primitiva de forma