AV1 AV2 contoladoria unopar

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UNIDADE 1
Convido-os a refletir sobre a gestão no âmbito empresarial e sobre sistema de informação como ferramenta na organização.
Ao pensarmos em gestão logo visualizamos uma empresa e seus componentes. E vemos também seus administradores. Será que para obtermos sucesso na gestão bastaria ter um cargo e algum conhecimento no assunto?
O processo de tomar uma decisão exige do administrador a reunião de todas as informações possíveis dos contextos, dos fatos e dos elementos envolvidos.
A tomada de decisão é a atividade central nas atividades da administração e, consequentemente, é a competência mais exigida de um gestor.
Quando deseja obter uma informação, verificam-se quais dados?
Será que a organização busca suas informações extraindo de dados internos e externos?
GESTÃO EMPRESARIAL     
A gestão no âmbito empresarial está ligada a perspectivas empresariais. Nenhuma empresa é constituída para não dar resultados, e exatamente com este objetivo que as organizações utilizam como processo produtivo a gestão empresarial.
Palavra gestão significa, gerenciar, gerir, administrar, como o velho ditado popular diz \u201co olho do dono é o que engorda o boi\u201d.  Segundo Catelli, (1972) \u201cE para que toda a gestão seja possível, esta depende da execução de pessoas; portanto o ato de gerenciar ou administrar está vinculado à questão de fazerem que as coisas aconteçam dentro da empresa, sendo o gestor a pessoa incumbida de tomar as decisões necessárias para que a organização venha atingir todos os objetivos\u201d.
Simplificamos um pouco mais este conceito. Sabemos que cada ser humano tem suas formas de trabalhar e nenhum é igual ao outro. Com isso podemos dizer, cada empresa obtém seu próprio modelo de gestão. O gestor alinha propósitos, pessoas e processos através de decisões, é o responsável pelos resultados obtidos em uma organização. Administrar ou gerenciar uma empresa requer muita cautela, temos um mercado econômico cada vez mais apertado, as entidades buscam ganhar mais espaços e mais consumidores, e nesta disputa acirrada os administradores, gestores, buscam estratégias para continuar no mercado e não serem engolidos pela concorrência. Uma boa gestão garante à organização uma diferenciação competitiva. As empresas precisam dispor de profissionais capazes de sustentar este crescimento. Em um conceito teórico, dizemos que a gestão é um conjunto de regras que delimitam toda estrutura relativa à execução dos trabalhos, atreladas à hierarquia e subordinação.
Em grande maioria os gestores são os proprietários da empresa, mas há também as empresas que procuram por profissionais da área. Ser um gestor requer uma visão ampla e o gestor precisa enxergar a entidade como um organismo vivo. Assim como todos os órgãos necessitam um do outro para ter o funcionamento adequado, a empresa deverá seguir a mesma linha de pensamento. O gestor buscará fazer a junção de todos os departamentos para conseguir atingir os objetivos já definidos.
O sucesso empresarial ocorrerá quando o gestor reconhecer os pontos fracos e fortes da entidade, desmembrar o funcionamento, e manter constante avaliação da saúde financeira.
O trabalho do gestor está englobado aos aspectos como planejamento, avaliações gerenciais e operacionais. Ele deverá identificar os pontos críticos da empresa e indicar as melhores ações para causar impacto direto nos resultados financeiros.
A gestão econômica pode ser subdivida em: operacional, financeira e econômica. Vamos a elas!!
Gestão operacional: Está focada no fato de colocar em prática os trabalhos, evidenciando sempre tanto a otimização quanto a racionalização das atividades e modos de operação da empresa.
Gestão financeira: O administrador financeiro deverá tratar de seus recursos de forma eficiente levando em consideração que sempre deverá estar atendendo aos interesses e objetivos determinados pela empresa.
Gestão econômica: Sempre deverá acompanhar como a entidade está alcançando seus objetivos, contando sempre com o apoio do planejamento e do controle, lembrando que seu foco está no resultado econômico de todos os setores e não apenas no de um específico.
As melhores práticas de uma gestão empresarial são os métodos e ferramentas gerenciais aplicados. Dentro do sistema todos eles devem estar alinhados ao propósito organizacional. Seus pilares de sustentação são:
	Clareza e Comunicação de Objetivos
	Foco do (e não só no) Cliente
	Agenda de Prioridades
	Foco no Resultado
	Envolvimento de Pessoas
	Avaliação baseada em fatos e números
	Aprendizado contínuo
Controles Internos
O setor de controladoria é o eixo central de uma empresa. Ali será refletido todo o processo que aconteceu nos departamentos. Assim como para que um produto fique pronto ele precisa passar pelo processo de fabricação, a controladoria necessita dos resultados dos departamentos para avaliar os efeitos obtidos. A extração dos números alcançados é feita nos controles internos. Conforme relatamos sobre gestão, a competitividade aumenta a cada dia, e para que o controller tenha segurança em suas decisões precisa contar com um rigoroso domínio de suas ações.
Reconhecidamente, temos o controle permanente como uma função gerencial de relevância primordial para o sucesso de qualquer empreendimento. Não atender a este fato, assemelha-se a uma viagem de férias sem rota definida. Sabemos que ocorrerá uma viagem, não temos conhecimento para onde e nem como iremos chegar.
Sorte e acaso são fatores que a gerência competente procura, incessantemente, minimizar. Isso porque não é novidade que administrar é contínua vigilância e constante correção de rotas e não arcar com prejuízos consumados em função de negligência no que concerne ao controle das operações da empresa (RIBEIRO, 2013, p. 11).
Assim, a função de controle deve ser preocupação contínua dos responsáveis. A gerência tem o total conhecimento que mesmo tendo um planejamento, por melhor que seja, não irá assegurar os objetivos determinados.
O ambiente dos negócios é complexo e escorregadio, imprevistos ocorrem a todo momento, e a entidade precisa estar preparada para nunca deixar de seguir os objetivos traçados nas fases de planejamento.
Para a controladoria, conhecer a qualidade e o grau de confiabilidade é fundamental. Os sistemas contábeis e de controles internos necessitam trabalhar todas as fases do planejamento, para que a controladoria possa obter o auxílio na identificação das áreas de risco.
É função do controller recomendar melhorias nos procedimentos operacionais e de controle interno, apesar de não ter poderes para implementar ou aprovar nada, visto que tais atividades são de responsabilidade dos executivos de staff (RIBEIRO, 2013, p. 11).
O controller obtém uma responsabilidade que envolve todos os departamentos de uma organização. É importante lembrarmos que esse profissional agrega em suas funções procedimento de melhorias operacionais, e ele visualizará não somente resultados, como também ferramentas que a equipe de trabalho utiliza para conseguir chegar ao objetivo planejado.
Visualizem abaixo a figura.
Conceito de sistemas de controles internos
Considerando sua importância, o conceito de controles internos compreende um conjunto de análise das rotinas empresariais, buscando estar em acordo com as necessidades da empresa. O sistema deverá respeitar o tamanho, cultura, diversidade de negócios, entre outros. Há várias definições de controle interno.
Para o Conselho Federal de Contabilidade, [...] o sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de métodos e procedimentos adotados pela entidade na proteção de seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade de seus registros e demonstrações contábeis e de sua eficácia operacional. (REZENDE; FAVERO, 2004, p. 34).
O controle interno visa conferir com exatidão e confiabilidade os dados contábeis, financeiros e promover a eficiência operacional atendendo às políticas administrativas.
Uma segunda definição:
O controle interno é composto