TEGUMENTO - Equinos
7 pág.

TEGUMENTO - Equinos


DisciplinaClínica de Grandes Animais I53 materiais450 seguidores
Pré-visualização2 páginas
genitália e membros. 
História: 
\u2013 Animais jovens e com pequenas formações verrugosas nos focinhos, membros ou outra região acometida. 
Sinais clínicos:
 \u2013 Na inspeção pode-se notar formações bastante características, sendo comumente múltiplas. 
Exames complementares:
 \u2013Biopsia: Proliferação epitelial sem proliferação do tecido conjuntivo, o que diferencia esta afecção do sarcóide. 
- PROLIFERAÇÃO DA EPIDERME (EP. QUERATINIZADO)
Tratamento 
\u2013 Lesões são sempre auto-limitantes; mas há quem prefira fazer remoção cirúrgica dos nódulos maiores, cauterização química ou ainda utilizar as auto-vacinas (utilizando o mesmo vírus, capitado na mesma lesão e aplicado via IM) ou mesmo a auto-hemoterapia.
- Cauterização química com soluções fortes de Iodo (20 ou 50%) ou ainda Formol 40% -> risco de irritação no local.
MELANOMAS
 \u2013 Animais tordilhos (mas outras pelagens também podem apresentar esta neoplasia)
 - Provenientes dos melanócitos ou melanoblastos. 
- Animais velhos, podendo ser encontrados em qualquer região do corpo, mas principalmente na região do períneo e cola da cauda. 
- Podem ocorrer de forma solitária ou múltipla, apresentando-se sempre de forma nodular e firme. 
- Casos crônicos podem ulcerar formando feridas que secretam líquido de coloração negra. 
- Benignos. 
Histórico: 
\u2013 Animais tordilhos, com mais de 10 anos e de raças como o Árabe, Lusitano e Percheron onde são mais frequentemente observados. Portanto pode haver um envolvimento genético hereditário. 
Sinais clínicos: 
\u2013 Normalmente as lesões são bem características, sendo pequenas firmes e nodulares. 
- Possivel ulceração com liquido negro, \u201cnankin\u201d.
																						Exames complentares:
- Para confirmação diagnóstico pode ser realizada biópsia, mas normalmente os sinais clínicos são evidentes.
- Biopsia: células neoplásicas, melanocitos, melanoblastos.
 	Tratamento: 
- Retirar logo após o surgimento.
\u2013Utilização de Cimetidina, na dose de 2,5mg/kg, TID por três meses, com manutenção na dose de 1,6mg/kg \u2013 VO- SID \u2013 pela vida inteira do animal.
OBS: SE COMEÇOU NÃO PODE PARAR O TRATAMENTO, POIS HÁ PIORA DOS CASOS, MAIS PROLIREÇÃO.
- Em caso de disquesia:
Alimentação mais úmida, uma dieta mais pastosa e incluir mais fibras
Não recomendado procedimento cirúrgico, pois haverá formação de tecido cicatrizante no local e poderá piorar o caso.
- Pode tratar com imunoterapia, autovacinas.
- OBS: Esta afecção também pode ser classificada como um Problema Pruriginoso e alopécico.
DERMATITE POR PICADA DE INSETOS OU HIPERSENSIBILIDADE A INSETOS E CARRAPATOS
 \u2013 Um grande número de insetos pode causar reações cutâneas nos equinos, principalmente alguns mosquitos e espécies de Culicoides (mosquitopólvora), Tabanus (mosca do cavalo), Stomoxys calcitrans (mosca do estábulo), Haematobia irritans (mosca do chifre), assim como vespas e abelhas, ou mesmo carrapatos como o Amblyomma cajanense ou o Anocenter nitens. 
- Ocorre em épocas mais quentes do ano (PRIM \u2013 VER), sendo assim recorrentes nessas épocas, ocorre a melhora no OUT-INV.
- Pré disposição hereditária, cor da pelagem (ocorre mais em animais mais claros)
- Podendo ser 1 nódulo (onde inseto picou) ou mais espalhados pelo corpo (reação de hipersenbilidade, ou várias regiões onde os insetos picaram).
Sinais:
- Presença de grande quantidade de pápulas(HIPERSENSIBILIDADE I E IV) moles em todo corpo ou em uma única região.
- Regiões como membros, tórax e baixo ventre, que são regiões onde o cavalo tem dificuldade de espanta-los quando sobre o corpo (cabeça e cauda não alcançam).
 História: 
\u2013 Pápulas em várias partes do corpo; principalmente nas épocas quentes do ano.
- Alteração comportamental do cavalo \u2013 mostrando irritação pela dor ou coceira das picadas e consequente reação alérgica. 
- Presença de alto parasitismos de insetos (baia, campo...)
Tratamento: 
\u2013 Corticoides, como por exemplo, uma única aplicação de Dexametasona na dose de 0,05 a 0,1mg/kg.
- Manejo para controle dos insetos é o mais importante incluindo desde isolamento do animal em baias fechadas e teladas, utilização de repelentes (utilizar um aspersor, para jogar no ambiente de tempos em tempos como a Citronela ou Canela, assim como a utilização de venenos ou armadilhas para moscas.
-Limpeza das baias, uso de tela nas mesmas.
OBS: DIFERENTE DO MELANOMA QUE SÃO NODULOS DUROS E NÃO HÁ PRESENÇA DE PELOS NA REGIÃO.
- CUIDADO PARA NÃO CONFUNDIR COM ALERGIA ALIMENTAR.
- Pode tornar-se um problema pruriginoso e alopécico.
 Problemas pruriginosos e alopécicos
SARNA (ACARÍASE):
 \u2013 Três importantes agentes causadores de sarna nos eqüuinos:
 - Sarcoptes scabiei (variedade equi) \u2013 sarna da cabeça; 
- Chorioptes equi \u2013 sarna dos membros 
- Psoroptes equi \u2013 sarna do corpo \u2013 principalmente crina e cauda, canal auditivo - OTITE
.
Historia:
- Animais mal cuidados, com manejo errôneo, que tem uma queda da imunidade.
Sintomas:
- Crostas e descamação, prurido INTENSO, alopecia e pápulas.
Exame complementar:
- Raspado de pele, da periferia da lesão \u2013 exame direto \u2013 visualização de ácaros e ovos.
. Tratamento \u2013 o tratamento repetido com ivermectina (0,2mg/kg VO), por duas a três vezes em intervalos de duas semanas pode ser eficaz na terapia de todas as sarnas. É conveniente sugerir a raspagem enérgica, para retirada das crostas, assim como banho de limpeza antes da aplicação de agentes tópicos. Topicamente, produtos dos grupos dos organofosforados ou piretróides podem ser eficazes, sendo necessária a repetição do banho após intervalo de aproximadamente 14 dias. Não só banho nos animais como em todos os materiais de lida e manejo é importante para controle e combate às sarnas, como escovas, mantas, cabeçadas, etc.