Introdução à Simulação com ARENA
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Introdução à Simulação com ARENA


DisciplinaSimul Computacional II1 materiais2 seguidores
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levam os produtos à rede de distribuição. Um novo 
projeto foi proposto e deseja-se comprovar a sua validade através de 
simulação. O processo é dividido em duas etapas: carregamento do 
caminhão e amarração da carga. 
A área possui duas baias com capacidade para atender apenas 1 
caminhão por vez. Na primeira baia, é feito o carregamento do 
caminhão, que leva um tempo de distribuição normal com média 20 
minutos e desvio padrão de 2,1. Em seguida, caso a segunda baia 
esteja livre, o caminhão segue para ela, onde é feita a amarração, 
em um processo que leva o tempo de distribuição triangular com 
mínimo 10, moda 20 e máximo 27 minutos. Feitas estas operações, o 
caminhão segue para a distribuidora. 
Os caminhões vazios chegam em intervalos de tempo seguindo uma 
distribuição normal de média 25 minutos e desvio padrão de 1,8. 
Simule durante um dia de trabalho (8 horas) e verifique se há 
formação de filas de caminhão antes das baias, o que será um 
indicativo de que o projeto atual está subdimensionado. 
Colete também estatísticas sobre quantos caminhões foram liberados 
com a carga. 
 
 
 
 
 
 
 
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
123 
Lógica do Exemplo 
Fluxograma 
 
 
 
Animação 
caminhoes
Chegada dos
prim eira baia
Ocupar a
S E IZE
c arregam ento
Tem po de
DELA Y
s egunda baia
Ocupar a
SE IZE
am arrac ao
Tem po de
DELA Y
1
Libera a baia
RE LE A S E
Libera B aia 2
RE LE AS E
para a distribuidora
Caminhao segue
0 
0 
 0
 
 
Módulo Create: Chegada de caminhões vazios 
 
 
 
 
 
 
 
 
caminhoes
Chegada dos
0 
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
125 
Módulo Seize: Ocupa o recurso \u201cbaia 1\u201d 
 
 
 
 
 
primeira baia 
Ocupar a 
SEIZE 
 
 
Módulo Delay: Tempo de processo para o carregamento do 
caminhão 
 
 
 
 
 
carregamento
Tempo de
DELAY
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
127 
Módulo Seize: Ocupa o recurso \u201cbaia2\u201d antes de liberar \u201cbaia1\u201d 
 
 
 
 
 
 
segunda baia
Ocupar a
SEIZE
 
 
Módulo Release: Libera a baia 1, após ocupar com sucesso a baia 
2. 
 
 
 
 
 
 
1
Libera a baia
RELEASE
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
129 
Módulo Delay: Tempo de processo da amarração 
 
 
 
 
 
 
amarracao
Tempo de
DELAY
 
 
Módulo Release: Libera a baia 2 após terminada a amarração 
 
 
 
 
 
Libera Baia 2
RELEASE
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
131 
Módulo Dispose: Remove as entidades do processo e conta 
quantos caminhões saíram 
 
 
 
 
 
para a distribuidora
Caminhao segue
0 
 
 
Parâmetros de Setup 
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
133 
Relatórios 
 
 
 
 
PARAGON 6 - MOVIMENTAÇÕES: ROTAS, ESTEIRAS E TRANSPORTADORESS 
 
135 
Workshop 
O responsável pela produção solicitou ajuda ao depto. de engenharia 
para montar uma célula de produção, que irá seguir a filosofia de 
manufatura enxuta. Com isso, não haverá espaço para colocação de 
peças entre as máquinas. Cada peça só segue adiante se a máquina 
seguinte estiver vazia. 
A maior preocupação é com a parte da célula onde estão o torno 
CNC e a furadeira. 
As peças chegam primeiro no torno e depois vão para a furadeira. Ao 
ocupar o torno, a peça sofre duas operações, a primeira segue uma 
distribuição normal de média 2 minutos e desvio padrão de 0,05. Em 
seguida, ela sofre uma segunda operação dentro do torno, de 
distribuição normal com média 1 minuto e desvio padrão 0,04. A 
próxima operação é feita na furadeira semi-automática e leva um 
tempo de distribuição normal com média 4 minutos e desvio padrão 
de 0,8. 
Apesar da furadeira ser mais lenta que o torno, é imprescindível que 
a peça só saia do torno com a furadeira desocupada. 
O projetista da célula quer verificar com a simulação se o \u201ctakt time\u201d 
(ritmo da célula) estará correto com as peças chegando em intervalos 
de tempo de distribuição normal, com média 4 e desvio padrão 0,5. 
Simule durante um turno de 8 horas e verifique se há formação de fila 
para entrar no torno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 6 
Movimentação: Rotas, 
Esteiras e Transportadores 
 
Movimentação de Entidades 
Em todos os exemplos e exercícios anteriores, a movimentação das 
entidades foi considerada como desprezível para os estudos em 
questão, ou foram incluídas nos modelos de forma simples, com um 
módulo Delay representando o tempo de deslocamento. 
No entanto, o ARENA possui ferramentas poderosas para representar 
a movimentação das entidades, coletando estatísticas sobre o meio de 
transporte utilizado e apresentando uma animação do mesmo. 
Basicamente, as entidades podem se movimentar de três maneiras: 
\u2022 Movimentação independente: As entidades movimentam-se de um 
local para outro com seus próprios meios, ou seja, sem usar qualquer 
 
 ANEXO I \u2013 ORIENTAÇÕES PARA SUPORTE TÉCNICO 
S 
 
137 
meio de transporte adicional. É o caso de clientes caminhando dentro 
de uma agência bancária, ou quando é construído um modelo onde o 
meio de transporte não é relevante, portanto, não necessita ser 
modelado. Esta movimentação é feita com uma estrutura chamada 
rotas, ou ROUTES; 
\u2022 Movimentação por esteiras: As entidades se locomovem auxiliadas 
por uma esteira ou CONVEYOR, cuja velocidade é constante. Cada 
entidade ocupa um determinado espaço sobre a esteira, cujo 
comprimento determina sua capacidade máxima de transporte; 
\u2022 Movimentação por transportadores: As entidades movimentam-se 
auxiliadas por um transportador, ou TRANSPORTER, que é capaz de 
levar uma entidade por vez, como um operador carregando uma 
peça ou uma empilhadeira levando um pallet. 
Estes três meios de movimentação são suficientes para representar 
qualquer situação real. 
 
 
 
O Conceito de STATIONS 
Toda movimentação ocorre a partir de um local de origem para um 
local de destino. Dentro de um modelo do ARENA, os locais são 
definidos por \u201cestações\u201d, ou STATIONS. 
Ao passar por um módulo STATION, a entidade imediatamente recebe 
um atributo que indica sua localização atual. Esse atributo não muda 
enquanto a entidade não passar por outro módulo STATION que 
esteja inserido no próprio fluxograma, ou é levada para outra 
STATION através dos meios citados anteriormente (rotas, esteiras ou 
transportadores). 
Portanto, para que rotas, esteiras ou transportadores funcionem, é 
necessário que sejam definidas as estações de 
origem e de destino. O módulo STATION tem por 
função definir uma estação. Sua caixa de diálogo 
é apresentada abaixo: 
Station
 ANEXO I \u2013 ORIENTAÇÕES PARA SUPORTE TÉCNICO 
 
 
138 
 
Nome ou 
descrição do 
módulo 
Nome da 
estação 
 ANEXO I \u2013 ORIENTAÇÕES PARA SUPORTE TÉCNICO 
S 
 
139 
É importante notar que uma estação não está restrita ao módulo STATION, 
mas engloba todos os outros módulos seguintes a ele. 
Até que a entidade passe por outro módulo STATION, ela estará na mesma 
estação, ou seja, no mesmo local. 
Para mudar de estação, a entidade pode simplesmente passar por outro 
módulo STATION presente no fluxograma, ou ser enviada para outra 
estação através dos recursos de deslocamento do ARENA (Rotas, esteiras 
ou transportadores, que serão vistos mais adiante neste mesmo capítulo). 
Exemplo: 
Assim, uma estação pode conter a lógica de várias máquinas, postos de 
trabalho, ou mesmo fábricas inteiras.