estudo da  lei de drogas
30 pág.

estudo da lei de drogas


DisciplinaDireito Penal I67.382 materiais1.087.345 seguidores
Pré-visualização14 páginas
liberdade provisória sem fiança (\u201cninguém será levado à prisão ou nela 
mantida quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança\u201d). 
 
NÃO SÃO CABÍVEIS... SÃO CABÍVEIS 
- Fiança 
- Graça, indulto e anistia 
- Sursis 
- Liberdade provisória 
- Conversão em penas restritivas de direitos 
 
REGRA ESPECIAL \u2013 LIVRAMENTO CONDICIONAL 
CUMPRIMENTO DE 2/3 DA PENA NÃO SERÁ CONCEDIDA AO REINCIDENTE ESPECÍFICO 
 
\uf0b7 PROCEDIMENTO PENAL 
 
- A LD traz procedimento especial próprio, regulamentado entre os arts. 50 a 59. 
- O procedimento abaixo restringe-se aos crimes previstos na LD cuja pena máxima seja superior a 2 
anos. Os crimes com pena máxima inferior a 2 anos são infrações de menor potencial ofensivo e 
sujeitam-se ao procedimento sumaríssimo da Lei 9.099/95. 
 
RITO DA LEI 9.099/95 PROCEDIMENTO DA LD 
São infrações de menor potencial ofensivo: 
- Porte de drogas (art. 28, caput e §1º) 
- Compartilhamento (art. 33, §3º) 
- Prescrição culposa (art. 38) 
Os demais crimes, todos com pena máxima 
superior a 2 anos. 
Aplicação subsidiária do CPP e da LEP. 
 
- Procedimento relativo ao art. 28 \uf0e0 competência dos Juizados Criminais, salvo se houver concurso 
de crimes. 
 
Crime do art. 28 
cometido isoladamente 
Crime do art. 28 praticado com 
conexão com outro(s) crime(s) 
Crime do art. 28 praticado em conexão 
com crime previsto no art. 33 a 37 da LD 
Competência do JECrim. Serão aplicadas as regras do art. 78 
do CPP para saber qual é o juízo 
competente. Se a competência for 
do juízo comum ou do Tribunal do 
Júri, podem ser aplicados os 
Aplicação do procedimento especial da 
LD, sem prejuízo da aplicação dos 
institutos despenalizadores ao crime do 
art. 28. 
 
17 
WWW.FOCANORESUMO.COM 
 MARTINA CORREIA 
institutos despenalizadores em 
relação ao art. 28 (crime de menor 
potencial ofensivo). 
 
- Nem todos os institutos da Lei 9.099/95 são aplicados ao art. 28. A composição civil é inviável, pois 
o crime do art. 28 tem sujeito passivo indeterminado. Do mesmo modo a representação, restrita aos 
crimes de lesão corporal leve e lesão culposa. Logo, os crimes do art. 28 são de ação penal pública 
incondicionada. 
- É aplicável a suspensão condicional do processo, com uma ressalva: as condições da suspensão não 
poderão ser mais gravosas que a própria pena do art. 28. 
- Muito importante: NÃO SE IMPORÁ PRISÃO EM FLAGRANTE, devendo o autor do fato ser 
imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a 
ele comparecer, lavrando-se TERMO CIRCUNSTANCIADO e providenciando-se as requisições dos 
exames e perícias necessários. Nesse caso, ocorre a captura e a condução coercitiva, mas não será 
lavrado o Auto de Prisão em Flagrante e nem ocorrerá o recolhimento ao cárcere. 
 
REGRA DOS JUIZADOS (Lei 9.099/95) ART. 28 da Lei 13.343/06 
Se o infrator não assumir o compromisso de 
comparecer ao JECrim, poderá ser lavrado o APF. 
Não será lavrado o APF nem mesmo se o infrator 
negar o compromisso de comparecer aos Juizados. 
Vedação absoluta de prisão. 
 
- O art. 48, §3º diz que \u201cse ausente a autoridade judicial, as providências previstas no §2º deste 
artigo serão tomadas de imediato pela autoridade policial, no local em que se encontrar, vedada a 
detenção do agente\u201d. A leitura pode sugerir que o juiz poderia tomar as providências descritas, mas 
isto violaria a garantia da imparcialidade e o sistema acusatório. 
- As medidas cautelares dos arts. 319 e 320 do CPP só se aplicam à infração à qual for cominada, 
isolada, cumulativa ou alternativamente, pena privativa de liberdade. Logo, não se aplicam ao art. 
28. 
- A proposta de transação penal está restrita às penas previstas no art. 28. 
- Se ausente a autoridade judicial, as providências serão tomadas de imediato pela autoridade 
policial, no local em que se encontrar, vedada a detenção do agente. 
- Concluídos esses procedimentos, o agente será submetido a exame de corpo de delito, se o 
requerer ou se a autoridade entender conveniente, e em seguida será liberado. 
 
- Agora vamos analisar peculiaridades do procedimento penal em relação aos demais crimes da LD. 
 
- Prisão em flagrante \uf0e0 comunicação imediata ao juiz competente, que dará VISTA DO APF AO MP 
EM 24 HORAS. 
- Sobre o flagrante preparado, esperado e venda simulada: 
 
FLAGRANTE PREPARADO FLAGRANTE ESPERADO 
O policial instiga o agente à prática do crime com o objetivo de 
prendê-lo em flagrante, ao mesmo tempo em que adota todas as 
providências para que o crime não se consume. 
Espécie de crime impossível. Conduta atípica. 
Cabe o relaxamento da prisão em flagrante. 
Súmula 145 do STF: não há crime, quando a preparação do 
flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação. 
O policial aguarda o momento do 
cometimento do crime para efetuar a 
prisão em flagrante. 
Não há induzimento, instigação ou 
provocação. 
A prisão em flagrante é legal. 
 
18 
WWW.FOCANORESUMO.COM 
 MARTINA CORREIA 
 
- Considerando que o crime de tráfico se consuma com a prática de qualquer uma das 18 ações 
indicadas no tipo penal, quando qualquer uma delas for preexistente à atuação policial, estará 
legitimada a prisão em flagrante. 
- Nos casos de venda simulada, é importante que seja demonstrado que a posse da droga 
preexistia à aquisição pela autoridade policial. Se o agente não possuía a droga no momento e foi 
buscar a quantidade pedida pelo policial, haverá crime impossível. 
 
- Laudo de constatação e exame toxicológico definitivo \uf0e0 para a lavratura do APF, é suficiente o 
LAUDO DE CONSTATAÇÃO DA NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA, firmado por perito oficial ou, 
na falta deste, por pessoa idônea. O laudo provisório é indispensável para o início da ação penal 
(condição específica de procedibilidade para os processos penais relativos a drogas). 
- Não confundir o laudo provisório com o EXAME TOXICOLÓGICO DEFINITIVO, a ser realizado por 
perito oficial, ou, na ausência, por dois peritos não oficiais. O exame toxicológico pode ser juntado 
aos autos durante a instrução. 
- A condenação com base exclusivamente no laudo preliminar é dotada de nulidade absoluta. 
Enquanto o laudo provisório é suficiente para a lavratura do APF e a oferta da denúncia, este não 
supre a ausência do laudo definitivo para comprovar a materialidade do delito. 
- A obrigatoriedade de exame toxicológico diz respeito aos casos em que há apreensão da droga. 
Entretanto, o exame não é condição única para basear a condenação se outros dados suficientes, 
incluindo prova testemunhal e documental produzidas na instrução, militam no sentido da 
materialidade do crime (STJ, HC 91.727/MS). 
- O PERITO QUE REALIZOU O LAUDO DE CONSTATAÇÃO PROVISÓRIO NÃO FICARÁ IMPEDIDO DE 
PARTICIPAR DA ELABORAÇÃO DO LAUDO DEFINITIVO. 
 
- Prazo para conclusão do inquérito \uf0e0 30 dias (preso) ou 90 dias (solto). Os prazos podem ser 
duplicados pelo juiz a pedido da autoridade policial e após oitiva do MP. 
- No caso do indiciado solto, a doutrina entende que o prazo de 90 dias pode ser prorrogado 
sucessivas vezes, desde que subsista a necessidade de realização de diligências indispensáveis. Esse 
prazo tem natureza processual (exclui-se o dia do começo e inclui-se o dia do final). 
- No caso do indiciado preso, o prazo de 30 dias é duplicável apenas uma vez, atingindo o máximo de 
60 dias. Há dúvidas sobre o prazo ser processual ou material. Renato Brasileiro entende que o prazo 
é processual. 
 
- Relatório da autoridade policial \uf0e0 após o prazo, a autoridade policial remeterá os autos do 
inquérito ao juiz, e relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a 
levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto 
apreendido, o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa,