Semiologia Veterinária, EV   UFMG, 2015
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Semiologia Veterinária, EV UFMG, 2015


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2. Palpação: procuro o fígado na fossa paralombar direita, mas só vou encontra-lo se o 
animal tiver hepatomegalia. 
 
3. Percussão: delimitação da macicez e sensibilidade dolorosa. 
 
Fezes: o exame é feito quando tiver oportunidade, ou seja, quando o animal defecar. 
Parâmetros: 
- Forma: bolo fecal de formato diferente em ruminantes, equinos e pequenos animais. 
Alteração na forma indica doença digestiva. 
- Cor: semelhante ou oriunda da cor do alimento. Deve-se ter bom senso para 
diferenciar coloração anormal da normal. 
- Odor: odores característicos e cada espécie. 
- Consistência: diferencias consistência firme de dura, a qual pode indicar constipação. 
- Corpos estranhos: acúmulo de muco ou catarral decorrente da excessiva produção 
de muco devido a enterites. 
- Tamanho das partículas: Quanto mais particularizado estiver o alimento, mais saúde 
digestiva tem o animal. 
 
Termos: 
Melena: sangue digerido. Lesão no abomaso ou anterior a ele 
 Hematoquesia: sangue vivo nas fezes. Lesões no intestino 
 
 Provas de sensibilidade dolorosa: 
- Percussão abdominal dolorosa 
- Teste de Götize: área cardioreticular 
- Reflexo Víscero cutâneo 
 
 
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- Baço 
Geralmente não palpável. Só é palpável se houver alterações. 
Palpação externa no abdômen cranial de cães. 
Palpação retal em equinos e bovinos. 
Regiões do abdômen: epigastro, mesogastro, hipogastro. O baço, em condições 
normais, localiza-se no epigastro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Semiologia do Sistema Urinário: 
 
 
Rins: Parênquima Renal: Córtex. Medula \u2013 Néfrons 
Ureteres 
Bexiga 
Uretra 
 
Anatomia: 
\uf0b7 Equinos: 
Rim direito: 15ª costela \u2013 1ª vértebra lombar: 13 a 15 cm 
Rim esquerdo: 17ª costela \u2013 1ª vértebra lombar: 15 \u2013 20 cm 
Uretra 
Bexiga: vazia: cavidade pélvica 
 Cheia: cavidade abdominal 
 
\uf0b7 Bovinos: 
Rim direito: 13ª costela \u2013 1ª vértebra lombar: 18 a 24 cm 
Rim esquerdo: 1ª, 2ª, 3ª vértebras lombares:19 a 24 cm 
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Bexiga: Vazia: cavidade pélvica 
 Cheia: cavidade abdominal 
Uretra: Flexura sigmoide 
 
\uf0b7 Caninos: 
Rim direito: 13ª costela 
Rim esquerdo: 2ª, 3ª vértebras lombares 
Bexiga: vazia: cavidade pélvica (Hipogastro) 
 Cheia: Cavidade abdominal (Mesogastro) 
Uretra: Prostática, pélvica e peniana \u2013 osso peniano 
 
\uf0b7 Felinos: 
Rim direito: 1 \u2013 4ª vértebras lombares 
Rim esquerdo: 2ª, 5ª vértebras lombares 
Bexiga: cavidade abdominal 
Uretra: Prostática, pélvica, peniana \u2013 afunilamento 
 
Fisiologia: 
Unidade funcional do rim: NÉFRON 
 \u2193 
 
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Formação da Urina:
 
Etapas da formação da urina: 
1º Filtração Glomerular: 
Primeira etapa de formação da urina. O sangue arterial entra no glomérulo através da 
arteríola aferente, é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa alta 
pressão é responsável pela passagem do plasma para a cápsula de Bowman, onde 
substâncias pequenas como água, sais, vitaminas, açucares, aminoácidos e excretas, 
saem do glomérulo e entram na cápsula. Somente as células sanguíneas (não é 
possível filtrar) e as proteínas (devido ao seu alto peso molecular e à sua carga, que é 
igual a da barreira de filtração) não vão ser filtradas. Esse processo resulta em um 
líquido que recebe o nome de filtrado glomerular. 
 
2º Reabsorção e Secreção Tubular: 
A secreção tubular atua em direção oposta à reabsorção. Na secreção, as substâncias 
são transportadas do interior dos capilares para a luz dos túbulos, de onde são 
eliminadas pela urina. Já na reabsorção, há o transporte de substâncias da luz dos 
túbulos para o interior dos capilares. Os mecanismos de secreção tubular, à semelhança 
dos mecanismos de reabsorção, podem ser ativos ou passivos, quando incluem a 
utilização de energia pela célula para a sua execução ou não. 
Túbulo proximal: alta reabsorção de H2O, Na+, glicose e aminoácidos; secreção de 
ácidos e bases; impermeabilidade à uréia. 
Alça de Henle: Porção descendente: impermeável a Na+, reabsorção de H2O; Porção 
ascendente: impermeável a H2O,reabsorção de Na+, Cl-. 
Túbulo distal inicial: Semelhante à porção ascendente; aparelho justaglomerular. 
Túbulo distal final: redução da permeabilidade à H2O; células principais; células 
intercaladas: secreção de H+; 
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Túbulo coletor: redução da permeabilidade à H2O; aumento da permeabilidade à uréia; 
secreção de H+. 
 
3º Concentração e diluição da urina: 
Mecanismos: 
ADH: 
ADH (Hipotálamo) \u2192 liberação na circulação \u2192 Aumento da permeabilidade de H2O 
nos TCD e TC. 
 
Aldosterona: 
Células principais: aumento da reabsorção de Na+ e H2O e secreção de K+ 
 
Angiotensina II: 
Túbulos proximais: Aumento da reabsorção de Na+ 
Aumento da aldosterona: Aumento da reabsorção de Na+ 
Vasoconstricção: Aumento reabsorção de Na+ 
 
Eliminação da urina: 
Inervação da bexiga: Nervo pélvico e plexo, gânglio mesentérico caudal, nervo 
hipogástrico 
Inervação do esfíncter uretral: Nervo pudendo 
 
 
 Exame Clínico: 
1. Identificação/Histórico 
2. Anamnese: 
Apetite 
Urina: quantidade, coloração, odor 
Micção: 
- Frequência: 
Poliúria: aumento na produção de urina 
Polaquiúria: Aumento da frequência de micções. Em cães machos pode ocorrer a 
Polaquiúria fisiológica: aumento na frequência de micções para marcar território. 
Oligúria: redução da produção de urina 
Anúria: não há produção de urina 
Iscúria: Há produção de urina, mas não há eliminação dessa urina. 
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Enurese ou Incontinência: é a eliminação involuntária da urina. \u201cIncapacidade de 
segurar a urina\u201d. 
- Disúria: engloba tanto a dificuldade quanto dor ao urinar. Estrangúria: eliminação 
lenta e dolorosa da urina em decorrência de espasmo uretral ou vesical. 
- Ingestão de água: normal? Alterada? Em excesso? Pouca ingestão? 
- Doença anterior 
- Sinais relacionados a outros órgãos. 
 
Frequência de micção para adultos em 24 horas: 
Equinos e bovinos: 5 \u2013 7 vezes 
Ovinos e caprinos: 1 \u2013 4 vezes 
Cães: variável 
Cadelas: 2 \u2013 4 vezes 
Gatos: 2 \u2013 4 vezes 
 
Quantidade de urina em 24 horas: 
Equinos: 3 \u2013 6 litros 
Bovinos: 6 \u2013 12 litros 
Ovinos e caprinos: 0,5 \u2013 2 litros 
Cães grandes: 0,5 \u2013 2 litros 
Cães pequenos e gatos: 40 \u2013 200 ml 
 
3. Exame físico: 
- Geral 
- Exame da urina: Cor, odor, turbidez, volume, viscosidade. 
- Urinário: 
Rins: Palpação: tamanho, formato, consistência dor 
Equinos e bovinos: Palpação retal: Rim esquerdo 
Bexiga: Posição: palpação retal e abdominal 
 Tamanho 
 Consistência 
 Parede 
 Dor 
 Cálculos 
Próstata: posição, tamanho, consistência, dor, simetria 
Uretra: Meato urinário, secreção, obstruções 
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Exames Complementares 
\uf0b7 Urinálise: 
- Coleta da urina: 
Micção natural: TODAS as espécies. 
Cateterismo vesical: caninos, felinos, equinos. Bovinos NÃO. MOTIVO: Flexura 
sigmóide 
Cistocentese: caninos e felinos 
 
Coleta: 
Primeiro fazer a antissepsia do local 
URETRA \u2013 Primeiro jato 
PROSTATA \u2013 Segundo jato 
BEXIGA \u2013 Terceiro jato 
Resfriar e enviar ao laboratório protegida da luz, em ATÉ seis horas após a coleta. 
 
\uf0b7 Diagnóstico por imagem: Radiografias 
 Ultrassonografia 
 Urografia excretora