Farmacologia do Trato Gastrointestinal (1)

Farmacologia do Trato Gastrointestinal (1)


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H2 
 Ranitidina
Reduz também a secreção de pepsina
Promove contração do cárdia evitando refluxo
Aumenta a motilidade G.I. por efeito anti-ChE 
Uso oral ou I.V. 
Efeitos colaterais
 - I.V. pode causar arritmia (usar diluído em soro 
 fisiológico)
 - uso prolongado pode causar hipoacidez 
 - impede a absorção de alguns fármacos
Ranitidina
Biodisponibilidade de 80% em cães 
Alimento não interfere na sua absorção
No pico de ação inibe 90% da secreção
Mantém 50% da secreção inibida por 4 h 
Outros antagonistas de receptor H2
 famotidina: tem baixa biodisponibilidade
 nizatidina: é também agonista muscarínico
Inibidores da Bomba de Prótons 
Bloqueiam irreversivelmente a bomba 
Mais eficientes que os bloqueadores H2 
Acumulam dentro da célula parietal 
Uso: 1 vez ao dia ou 2 vezes em caso grave 
Não interferem na ATPase de outros locais 
Em cães promovem:
 - redução de 30% na síntese de HCl 24 horas após a
 primeira dose, e de 90% após 5 doses
Inibidores da Bomba de Prótons
Efeitos indesejáveis
 - inibição de enzimas microssomais hepáticas
 - náusea, inapetência e flatulência
Interação com outros fármacos
 - reduz a ação de alguns: 
 - cetoconazol
 - clopidogrel (antiagregante plaquetário)
 - aumenta a ação de outros: 
 - benzodiazepínicos
 
Inibidores da Bomba de Prótons
Uso prolongado pode causar:
 - hipertrofia da mucosa gástrica
 - hipergastrinemia 
 - crescimento bacteriano no estômago
 - redução na absorção óssea de cálcio
 - aumenta o risco de gastrocitoma
 - aumenta o risco de infecções
 - causa má absorção de nutrientes (ex: vitamina B12)
 - redução da função leucocitária
 
Inibidores da Bomba de Prótons
Omeprazol
 - deve ser administrado em jejum
 - só alimentar depois de 30 minutos de ingerido
 - produto comercial para equinos, cães e gatos 
Pantoprazol
 - presença de alimento não interfere na absorção 
Lansoprazol
Esomeprazol
Sucralfato
Composto de octassulfato de sucrose + Al(OH)3
Em pH ácido dissocia liberando o octossulfato
Octassulfato + HCl: polimeriza e fica viscoso
 - adere ao tecido ulcerado 
 - protege o tecido dos íons H+
 - inativa a pepsina e adsorve a bile
 - estimula defesas
 - induz a reparação da mucosa
Sucralfato
Não interfere na liberação de ácido no estômago
Permanece no local por até 6 horas
Toxicidade
 - retarda o esvaziamento gástrico
 - pode reduzir a absorção de vitaminas lipossolúveis
Cuidados:
 - administrar 30 minutos antes de anti-H2 
 - aguardar 2 h entre sucralfato e fármacos que 
 necessitam de bile e pepsina para serem absorvidos
Motilidade do trato G.I.
É um evento complexo que envolve interação entre vias neurais, hormonais e neuromusculares
É realizada por transmissores endógenos:
 - acetilcolina
 - dopamina
 - serotonina
Redução grave dos movimentos gastrointestinais:
 - íleo paralítico
 - atonia rumenal 
Íleo adinâmico ou paralítico
Ausência da coordenação gastroduodenal e atividade contrátil que leva à formação de refluxo enterogástrico, acúmulo de fluido intraluminal e distensão luminal
Causas: 
 - cirurgia abdominal (geralmente transitório)
 - inflamação intestinal, peritonite, endotoxemia
 - choque circulatório, distúrbios eletrolíticos
 - distensão luminal persistente, isquemia intestinal 
 - hiperatividade Sco e/ou hipoatividade Psco
Atonia rumenal
Causas
 - endotoxemia
 - febre, dor, distensão do pré-estômago
 - concentração dos ácidos graxos voláteis no rúmen
 - drogas depressoras
 - alteração no pH do sangue
 - desequilíbrio eletrolítico
 - privação de água
 - hiperglicemia ou hipocalcemia
 - alteração de hormônios como gastrina
Procinéticos
Medicamentos  com capacidade de estimular, coordenar e restaurar a motilidade rumenal, gástrica, pilórica, do intestino delgado e do cólon
Aumentam o esvaziamento gástrico
Reduzem o refluxo esofágico
Principais procinéticos utilizadas na terapêutica: 
 - estimulantes colinérgicos muscarínicos 
 - anti-dopaminérgicos 
 - anti-serotoninérgicos
Classificação dos Procinéticos
Agonistas muscarínicos
 - carbacol, pilocarpina, betanecol, neostigmina
Antagonistas dopaminérgicos
 - metoclopramida (é agonista serotoninérgico tb)
 - bromoprida
 - domperidona
Drogas serotoninérgicas
 - tegaserode
 - cisaprida e alizaprida
Outros
 - lidocaína e antibióticos macrolideos
Metoclopramida
Estimula a liberação de ACh pela ativação de receptores 5-HT4 no plexo mioentérico
Efeitos indesejáveis:
 - depressão
 - diarreia
 - sintomas extrapiramidais (transtornos do movimento)
 - hiperprolactinemia
Tegaserode
Derivado da serotonina 
Agonista parcial e seletivo de receptor 5-HT4 
Aumenta a liberação de ACh
Atua no estômago, intestino delgado e cólon
Cinética e toxicidade desconhecidas em animal
Lidocaína
Reduz catecolaminas circulantes 
Reduz inflamação
Inibe formação de radicais livres 
Suprime atividade dos neurônios aferentes envolvidos no reflexo inibitório da motilidade
Estimula diretamente a musculatura lisa intestinal
Intoxicação
 - excitabilidade, taquicardia, convulsão e colapso 
 cardiorrespiratório
Eritromicina
Macrolídeo (dose menor que a antimicrobiana)
 - aumenta as contrações antrais
 - regula tônus do esfíncter esofágico
 - em equinos atua também no cólon e ceco
 - estimula receptores de motilina e de 5-HT3
 - aumenta a liberação de ACh
Efeitos indesejados:
 - êmese e anorexia
 - dose alta pode causar diarreia em equino
 - uso prolongado pode reduzir nº de receptores
 - evitar uso em hepatopatias
Cisaprida
ANVISA em 2001 proibiu sua comercialização
Atua do esfíncter esofágico ao cólon
Ativa receptores 5HT4 (induz liberação de ACh)
Evita vômito causado por hipomotilidade colônica
Indicada em gatos com: gastroparesia ou megaesôfago
Efeitos colaterais graves: taquiarritmia, aumento da pressão arterial, convulsão e insuficiência renal
Proibido associar com tranqüilizantes, e usar em animais com glaucoma, obstrução ou perfuração intestinal
LAXANTES E CATÁRTICOS
(fezes pastosas/líquidas)
Classificação
Formadores de massa
 - fibras dietéticas pouco digeríveis (ex: psíllio)
 Emolientes
 - são detergentes aniônicos (ex: docusato)
Lubrificantes (ex: óleo mineral)
 - impedem absorção de água pelo cólon
 - podem causar pneumonia lipoide 
 - podem reduzir absorção das vitaminas lipossolúveis
 
Classificação
Hiperosmóticos (ex: lactulose, sal amargo)
 - atrai água para a luz intestinal
 - efeito no intestino delgado
Estimulantes (ex: bisacodil, óleo de rícino)
 - estimulam o plexo neural intramural
 - atraem água e íons para a luz intestinal
 - não administrar com antiácidos
 - não administrar com medicamento oral 
 - uso crônico lesa os neurônios mioentéricos
 
 
 ANTIDIARREICOS
Só usar em:
Diarréia não infecciosa ou
Se a perda líquida estiver ameaçando a vida
Anticolinérgicos
Não são os mais adequados 
 Deixam o intestino flácido 
 Podem causar íleo paralítico
Ex: atropina 
Opióides
 Loperamida e Difenoxilato
Retardam o esvaziamento gástrico 
Aumentam o tônus da válvula ileocecal 
Aumentam o tônus do esfíncter anal
Efeitos colaterais
 - constipação e distensão abdominal
 - cuidado em gatos e Collies (intoxicação)
 - superdosagem excita o SNC
 
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