Fisiologia Roteiro de NP2

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DisciplinaAnatomia e Fisiologia419 materiais5.942 seguidores
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FISIOLOGIA \u2013 TÓPICOS DO ROTEIRO DE NP2 
1. CONTRAÇÃO MUSCULAR (AULA 11) 
1.1 ETAPAS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR: 
1) Formação do potencial de ação da fibra nervosa: Os potenciais de ação cursam pelo nervo motor 
até suas terminações nas fibras musculares; 
2) Liberação da Acetilcolina: Em cada terminação, o nervo secreta pequena quantidade da substância 
neurotransmissora acetilcolina. 
3) Abertura dos canais acetilcolina dependente: A Acetilcolina age em área local da membrana da fibra 
muscular para abrir múltiplos canais de cátions, \u201cregulados por acetilcolina\u201d por meio de moléculas de 
proteínas flutuam na membrana. 
4) Entrada dos íons sódio: A abertura dos canais regulados pela acetilcolina permite a difusão de grande 
quantidade de íons sódio para o lado interno da membrana das fibras musculares. Isso causa 
despolarização local que, por sua vez, produz a abertura de canais de sódio, dependentes da voltagem. 
Isso desencadeia o potencial de ação na membrana. 
5) Formação do potencial de ação da fibra muscular: O potencial de ação se propaga por toda a 
membrana da fibra muscular do mesmo modo como o potencial de ação cursa pela membrana das fibras 
nervosas. 
6) Liberação de íons cálcio dos retículos sarcoplasmáticos: O potencial de ação despolariza membrana 
muscular, e grande parte da eletricidade do potencial de ação flui pelo centro da fibra muscular. Aí, ela 
faz com que o retículo sarcoplasmático libere grande quantidade de íons cálcio armazenados nesse 
retículo. 
7) Contração (Conexão da acetilcolina com a miosina): Os íons cálcio ativam as forças atrativas entre 
os filamentos de miosina e actina, fazendo com que deslizem ao lado um do outro, que é o processo 
contrátil. 
8) Após fração de segundo, os íons cálcio são bombeados de volta para o retículo sarcoplasmático pela 
bomba de cálcio da membrana, onde permanece armazenados até que novo potencial de ação se inicie; 
essa remoção dos íons cálcio das miofibrilas faz com que a contração muscular cesse. 
 
2. VENTILAÇÃO PULMONAR (AULA 12 E 13) 
 
2.1 BIOMECÂNICA VENTILATÓRIA: 
\uf0fc A ventilação pulmonar é a renovação do ar presente no interior dos alvéolos. 
\uf0fc A ventilação pulmonar ocorre pela inspiração e pela expiração. 
\uf0fc Inspiração: Promove a entrada de ar nos pulmões, é dada pela contração da musculatura do diafragma 
e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas se elevam, promovendo o aumento da caixa 
torácica, com consequente redução da pressão interna, forçando o ar a entrar nos pulmões. 
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\uf0fc Expiração: Promove a saída de ar dos pulmões, é dada pelo relaxamento da musculatura do diafragma 
e dos músculos intercostais. O diafragma se eleva e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa 
torácica, com consequente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões. 
 
2.2 VOLUMES PULMONARES 
São 4 volumes pulmonares, que quando somados são iguais ao volume máximo que os pulmões podem 
expelir. 
\uf0fc Volume Corrente: Volume de ar inspirado ou expirado, em cada respiração normal; é de cerca de 500 
mililitros no homem adulto. 
\uf0fc Volume de Reserva Inspiratória: Volume extra de ar que pode ser inspirado, além do volume 
corrente normal, quando uma pessoa inspira com força total; geralmente é de cerca de 3.000 mililitros. 
\uf0fc Volume de Reserva Expiratório: É o máximo volume extra de ar que pode ser expirado na expiração 
forçada, após o final de expiração corrente normal; normalmente é de cerca de 1.100 mililitros. 
\uf0fc Volume residual: Volume de ar que fica nos pulmões, após a expiração mais forçada; esse volume é 
de cerca de 1.200 mililitros. 
 
2.3 CAPACIDADES PULMONARES 
Ao descrever os eventos do ciclo pulmonar, algumas vezes é desejável considerar dois ou mais volumes 
combinados. Tais combinações são chamadas de capacidades pulmonares. São elas: 
\uf0fc Capacidade Inspiratória (Volume Corrente + Volume de Reserva Respiratória): é igual ao 
volume corrente mais o volume de reserva inspiratório. É a quantidade de ar (cerca de 3.500 mililitros) 
que a pessoa pode respirar, começando a partir do nível expiratório normal e distendendo os pulmões até 
seu máximo. 
\uf0fc Capacidade Residual Funcional (Volume de Reserva Expiratório + Volume Residual): é igual ao 
volume de reserva expiratório mais o volume residual. É a quantidade de ar que permanece nos pulmões, 
ao final de expiração normal (cerca de 2.300 mililitros). 
\uf0fc Capacidade Vital (Volume de Reserva Inspiratório + Volume Corrente + Volume de Reserva 
Expiratório): é igual ao volume de reserva inspiratório mais o volume corrente mais o volume de reserva 
expiratório. É a quantidade máxima de ar que a pessoa pode expelir dos pulmões, após primeiro enche-lo 
à sua extensão máxima e então expirar, também a sua extensão máxima (cerca de 4.600 mililitros). 
\uf0fc Capacidade Pulmonar Total (Capacidade Vital + Volume Residual): é o volume máximo a que os 
pulmões podem ser expandidos com o maior esforço (cerca de 5.800 mililitros); é igual à capacidade vital 
mais o volume residual. 
 
OBS: Todos os volumes e capacidades pulmonares, nas mulheres, são cerca de 20% a 25% menores do 
que nos homens, e são maiores em pessoas atléticas e com massas corporais maiores do que em pessoas 
menores e astênicas. 
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3. SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO (AULA 14) 
3.1 SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO: 
\uf0fc Unidade anátomo funcional do organismo; 
\uf0fc Estruturas da face, cabeça e pescoço; 
\uf0fc Origem variada dos tecidos; 
\uf0fc Agem harmoniosamente na realização de variadas tarefas funcionais 
Funções: 
\uf0fc Mastigação 
\uf0fc Deglutição 
\uf0fc Fonação 
\uf0fc Respiração 
\uf0fc Estética 
\uf0fc Equilíbrio psicossocial 
\uf0fc Registro de sensações 
\uf0fc Comunicação de sentimentos através da 
mimica 
Constituição: 
\uf0fc Lábios 
\uf0fc Dentes 
\uf0fc Maxila e mandíbula 
\uf0fc Língua 
\uf0fc Bochechas 
\uf0fc Suprimento nervoso e vascular 
\uf0fc Músculos 
\uf0fc ATM 
 
3.2 MASTIGAÇÃO 
\uf0fc A mastigação é a primeira fase do processo digestivo, sua função é a digestão mecânica. 
\uf0fc Grande parte do processo de mastigação é causada pelo reflexo de mastigação: A presença de bolo 
alimentar desencadeia a inibição reflexa dos músculos de mastigação, permitindo que a mandíbula inferior 
se abaixe. Isso inicia o reflexo de estiramento dos músculos mandibulares, o que leva a contração reflexa, 
elevando a mandíbula, causando cerramento dos dentes, mas também comprime o bolo alimentar contra 
as paredes da cavidade bucal, o que inibe mais uma vez, os músculos mandibulares, permitindo que a 
mandíbula suba e desça mais uma vez. Esse processo é repetido continuamente. 
\uf0fc A mastigação é importante para digestão de todos os alimentos; 
 
3.3 ATM \u2013 ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR) 
 
\uf0fc Principal ligação entre o crânio e mandíbula. Ela 
abrange a área participando da parte escamosa do 
osso temporal, juntamente com o disco articular 
dentro da cápsula articular, a cabeça da mandíbula e 
os ligamentos circundantes. 
 
 
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3.4 MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO 
MÚSCULO MASSETER: 
Características: 
\uf0fc Retangular, espesso, forte, totalmente recoberto pela fáscia 
massetérica. 
\uf0fc Na movimentação da boca é o músculo que eleva a mandíbula 
com maior potência. 
\uf0fc A parte superficial sobe a mandíbula e a parte profunda age na 
manutenção da oclusão forçada por longos períodos. 
\uf0fc Função: Elevação (oclusão) da mandíbula. 
 
MÚSCULO TEMPORAL: 
Características: 
\uf0fc Largo, plano e triangular localizado na fossa temporal. 
\uf0fc Coberto pela densa fáscia temporal. 
\uf0fc Passa por baixo do arco zigomático, para se inserir na 
mandíbula. 
\uf0fc É mais um músculo de movimento do que de força (falar 
e fechar rapidamente a boa). 
\uf0fc Função: Elevação (oclusão) e retração da mandíbula. 
 
MÚSCULO PTERIGOIDE