custos de producao e metodologia  economia rural
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custos de producao e metodologia economia rural


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médios 
recebidos. 
Os relativos sementes/grãos ou caroço são obtidos através da divisão dos 
preços reais médios pagos pelas sementes, pelos preços reais médios recebidos com a 
venda dos grãos ou caroços (algodão). A partir daí, faz-se a estimativa do preço de 
sementes de duas maneiras: 
a) relativo encontrado na safra atual multiplicado pelo preço real ponderado 
do produto; 
b) média dos relativos das safras anteriores e atual multiplicada pelo preço 
real do produto. 
Finalmente, faz-se o comparativo, mediante o confronto das estimativas de 
preços previstos para a safra, com o preço mínimo de sementes, com os preços 
coletados na última pesquisa de campo e com os fornecidos pela Associação Brasileira 
dos Produtores de Sementes (ABRASEM), também em valores de junho, de modo a 
testar a consistência dos preços obtidos. 
3.1.7. Transporte externo 
Refere-se às despesas realizadas com o transporte do produto da 
propriedade rural até a estrutura de pré-beneficiamento (limpeza e secagem) e 
armazenamento. Nos custos estimados, adota-se os preços reais de frete, praticados por 
ocasião da comercialização da safra anterior, obtidos através de pesquisa de campo. 
Quando do cálculo do custo final, no encerramento da safra, é feita uma nova pesquisa, 
quando então são considerados os preços de frete efetivamente praticados no decorrer 
do período de colheita. 
3.1.8. CDO e Classificação 
São itens específicos da lavoura de arroz, que ocorre na pré-
comercialização, onde se registram as despesa de CDO \u2013 Contribuição para Defesa da 
Orizicultura e para classificar o produto. 
 
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3.1.9. Recepção, Limpeza, Secagem, Armazenamento (30 dias) 
São computados aqui os gastos de pré-comercialização e outras 
complementações necessárias à comercialização do produto. Esses gastos são 
mensurados com base nas tarifas praticadas pela CONAB, no armazenamento de 
produtos de terceiros. 
3.1.10. Despesas com PROAGRO 
Considera-se a taxa de participação, por cultura, denominada adicional, 
(Capítulo 7, Seção 3, do Manual de Crédito Rural do BACEN), compreendendo os 
seguintes percentuais: 
Algodão herbáceo...........................7,0% 
Arroz irrigado.................................4,7% 
Arroz de sequeiro.........................11,7% 
Feijão...........................................11,7% 
Milho.............................................7,0% 
Soja................................................7,0% 
Essas alíquotas são acrescidas de 2%, a título de assistência técnica que o 
agricultor deve contratar para se beneficiar do Programa e incidem uma única vez sobre 
o valor total de custeio agrícola.
 
3.1.11. Juros 
São considerados nesta rubrica os juros incidendentes sobre os recursos 
necessários ao custeio da lavoura, computados a partir das respectivas épocas de 
liberação ou de utilização. A mensuração desse componente é feita a partir de 
estimativas de crédito que o agricultor obtém com recursos do crédito rural oficial, 
portanto à taxa de juros preferenciais, e com recursos provenientes de fontes 
alternativas (própria ou de terceiros) para a complementação do financiamento da 
lavoura, remunerados pela taxa SELIC. 
 
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3.1.12. Depreciações 
Consideram-se aqui as despesas referentes à depreciação dos bens materiais 
(imóveis, máquinas e equipamentos) utilizados pelo agricultor. 
O método utilizado para o cálculo das depreciações foi o linear que 
considera a depreciação como uma função linear da idade do bem, variando 
uniformemente ao longo da vida útil. 
Depreciação de benfeitorias: os valores da depreciação com edificações 
(casa e galpão), e no caso do arroz irrigado, com depósito de combustível, a tubulação e 
rede elétrica, são obtidos conforme fórmula abaixo: 
( )[ ] }{ VN VR VUa xT Ocup AREA\u2212 / . . / 
onde: 
VN = valor do bem novo. 
VR = valor residual do bem. 
VUa = vida útil do bem definida em anos. 
T.Ocup = taxa de ocupação do bem, definida como sendo o percentual de 
utilização deste bem em uma determinada lavoura, obtido a partir da média 
de utilização dos tratores nesta lavoura. 
ÁREA = área cultivada da lavoura. 
Depreciação de máquinas e equipamentos: para estes bens o cálculo da 
depreciação se dá através da seguinte fórmula:
 
) ]([ VN VR VUh xHs Tr\u2212 / . . 
onde 
VN = Valor do bem novo. 
VR = Valor residual do bem. 
VUh = Vida útil do bem definida em horas. 
 
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Hs Tr = total de horas trabalhadas por hectare pelo bem, em uma safra, para 
realizar todas as tarefas de preparo do solo à colheita em uma dada lavoura. 
Tabela II 
VIDA ÚTIL E VALOR RESIDUAL 
MÁQUINAS, IMPLEMENTOS E INSTALAÇÕES 
ESPECIFICAÇÃO VIDA ÚTIL 
 
VALOR 
RESIDUAL 
 Anos Horas (% do valor novo) 
MÁQUINAS: 
Trator 10 12.000 25 
Colheitadeira 10 5.000 25 
Retroescavadeira 10 12.000 - 
Motor (elétrico e diesel) 10 20.000 - 
IMPLEMENTOS: 
Arado 2 discos \u2013 terraço 15 2.500 5 
Arado 3 discos \u2013 hidráulico 15 2.500 - 
Arado 4 discos \u2013 terraço 15 2.500 - 
Arado 4 discos \u2013 arrasto 15 2.500 - 
Cultivador mecânico - 5/7 linhas 12 2.500 - 
Carreta com pneus - 3 toneladas 15 5.000 5 
Carreta com pneus - 4 toneladas 15 5.000 5 
Carreta com pneus - 5 toneladas 15 5.000 5 
Bomba d\u2019água - 300 mm 10 20.000 - 
Distribuidor de calcário até 1.000 Kg 10 2.000 5 
Grade simples - 24 discos 15 2.500 - 
Grade aradora acima 18 discos 15 2.500 5 
Grade niveladora - 30 discos 15 2.500 - 
Grade niveladora - 32/36 discos 15 2.500 5 
Plantadeira/adubadeira - 6 linhas 15 1.200 - 
Plantadeira/adubadeira mecânica - 6 linhas 15 1.200 - 
Pulverizador de barra - 400/1.000 litros 8 2.000 - 
Carpideira tração animal - 3 enxadas 8 2.000 - 
Debulhador - 50 sacas/hora 10 2.000 - 
Plaina terraceadora - lâmina 7\u201d 12 5.000 - 
Rolo compactador - 1.200 Kg 12 5.000 - 
Semeadeira a lanço 7 2.500 - 
Semeadeira/adubadeira mecânica - acima 15 linhas 15 1.200 5 
Entaipadeira - 2 discos 12 2.500 - 
Trilhadeira - acima 50 sacas/hora 10 2.000 - 
Roçadeira de arrasto 12 2.500 - 
Carreta Graneleira - 1 eixo 3 toneladas 15 5.000 - 
Grade de dentes \u2013 tapadeira 8 2.500 - 
INSTALAÇÕES: 
Galpão para máquinas e implementos 25 - 20 
Casa de alvenaria para administrador 25 - 20 
Casa de madeira para auxiliares 20 - 15 
 
 
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3.1.13. Manutenção periódica de máquinas 
Entende-se por manutenção de máquinas ao conjunto de dispêndios 
necessários à conservação das mesmas. Estima-se que ao longo de sua vida útil, o 
produtor dispenda o correspondente a 50% do valor da máquina nova (ou 5% ao ano, 
considerando-se a vida útil de 10 anos). 
Conforme já foi comentado no item 3.1.1, na categoria de custos fixos são 
contemplados apenas os gastos de manutenção realizados após o término do ciclo 
produtivo da cultura, com o objetivo de colocar o maquinário em condições de uso para 
a safra seguinte. Essas despesas correspondem, em média, a 60% dos gastos totais com 
manutenção. 
3.1.14. Encargos sociais 
Nesta rubrica enquadram-se as despesas com férias, 13º salário, INSS, 
FGTS referentes à mão-de-obra fixa, já que estas não se constituem em desembolsos 
imediatos de recursos, uma vez que as despesas com o pagamento dos salários já foram 
consideradas anteriormente no item 3.1.5. Estes encargos perfazem um acréscimo de 
59% sobre o total pago ao trabalhador permanente, o qual foi especificado nas despesas 
de custeio da lavoura. 
3.1.15. Seguro do capital fixo 
Refere-se às despesas de contratação de seguro dos elementos componentes 
do capital fixo. O prêmio cobrado é uma taxa média entre todos os elementos 
segurados e é aplicado sobre a metade do valor total dos ativos fixos cotados ao preço 
atual de mercado do equipamento novo. 
Para as benfeitorias e instalações, devido a dificuldade de se definir