O Empreendedorismo na Profissão de Secretariado Executivo    DYANA HAZELMAN LIMA    2006
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O Empreendedorismo na Profissão de Secretariado Executivo DYANA HAZELMAN LIMA 2006


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de Secretariado Executivo pode e deve ser 
um profissional empreendedor dentro da empresa. 
\u2022 Verificar a visão das secretárias e de executivos em relação ao novo 
perfil deste profissional. 
\u2022 Apresentar a visão da empresa em relação ao papel das universidades 
brasileiras na formação de profissionais de Secretariado Executivo 
empreendedores. 
 
 
 
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4. METODOLOGIA 
 
 
A metodologia escolhida para a realização deste estudo foi: 
 
 
\u2022 Levantamento da bibliografia referente ao Empreendedorismo, 
Intraempreendedorismo e Secretariado Executivo em livros, revistas 
e internet. 
\u2022 Revisão da literatura. 
\u2022 Elaboração do texto da fundamentação teórica durante a leitura do 
material. 
\u2022 Entrevista com dois Executivos, sendo estes o Gerente da área de 
Recursos Humanos e o Gerente da área de Logística e Compras, e 
com as sete Secretárias Executivas efetivas da DaimlerChrysler do 
Brasil Ltda., Unidade Juiz de Fora. O tempo das secretárias no 
exercício da função varia de um a oito anos. 
\u2022 Análise qualitativa das entrevistas. 
\u2022 Conclusão do trabalho relacionando a teoria pesquisada com as 
opiniões obtidas nas entrevistas. 
 
 
 
 
 
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5 \u2013 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
 
 
5.1 \u2013 O SIGNIFICADO DOS TERMOS EMPREENDEDORISMO E 
INTRAEMPREENDEDORISMO 
 
 
 
Para DAVID (2004), \u201co interesse pelo empreendedorismo ocorre em um período 
de transição global no qual encontramos mudanças estruturais nos setores cultural, 
educacional, tecnológico, econômico e político\u201d. No contexto brasileiro, o movimento 
empreendedor, considerado o gerador do desenvolvimento, iniciou-se nos anos 90, 
apesar de ser estudado há várias décadas em outros países. 
A palavra empreendedor origina-se da palavra francesa entrepreneur e significa 
aquele que assume riscos e inicia algo novo. Segundo DOLABELA (1999) o termo 
empreendedorismo é uma livre tradução da palavra inglesa entrepreneurship. Além da 
criação de empresas o empreendedorismo trata de outros assuntos tais quais: geração do 
auto-emprego, empreendedorismo comunitário, intraempreendedorismo (dentro das 
organizações), políticas públicas (para o setor). 
 
 
 
 
 
 
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DOLABELA (1999) cita exemplos do que seja um empreendedor 
 
 
 
- indivíduo que cria uma empresa, qualquer que seja; 
 
- pessoa que compra uma empresa e introduz inovações, assumindo 
riscos, seja na forma de administrar, vender, fabricar, distribuir, seja 
na forma de fazer propaganda dos seus produtos e/ou serviços, 
agregando novos valores; 
 
- empregado que introduz inovações em uma organização, provocando 
o surgimento de valores adicionais. 
 
- Contudo, não se considera empreendedor uma pessoa que, por 
exemplo, adquira uma empresa e não introduza nenhuma inovação 
(quer na forma de vender, de produzir, quer na maneira de tratar os 
clientes), mas somente gerencie o negócio. 
 
 
 
De acordo com FRIEDLAENDER (2004), 
 
 
 
(...) os homens primitivos quando descobriram os primeiros utensílios 
de cerâmica, a ação empreendedora possibilitou intervir, transformar e 
dominar o meio ambiente, criando, inovando, avançando sempre na 
busca de novos patamares de produção, de melhores níveis de 
qualidade de vida. 
 
 
 
Essa ação empreendedora contribuiu sobremaneira para o crescimento da 
humanidade. Hoje, o mundo necessita de pessoas empreendedoras para continuar 
criando, transformando, fazendo descobertas e satisfazendo as necessidades da 
comunidade como um todo. 
São muitas as definições para o termo empreendedorismo, mas a seguir são 
apresentadas as mais utilizadas e aceitas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Segundo CUNHA e NETO (2004), 
 
 
 
A concepção inicial do termo empreendedorismo data da segunda 
metade do século XVIII e do início do século XIX com os 
economistas Richard Cantillon e Jean-Baptiste Say, cujas 
preocupações com economia, geração de novos empreendimentos e 
gerenciamento de novos negócios permitiam definir os 
empreendedores como pessoas que corriam riscos, pois investiam seu 
próprio dinheiro. 
 
 
 
A partir da publicação da \u201cTeoria de Desenvolvimento Econômico\u201d do 
economista austríaco Joseph A. Schumpeter o conceito de empreendedorismo ganha 
novo significado. De acordo com DAVID (2004), Schumpeter 
 
 
 
abordou o empreendedor e o seu impacto sobre a economia, 
estabelecendo os conceitos de destruição criadora e de empresário 
empreendedor, desta forma, diferenciando os conceitos de empresário 
e empreendedor: \u201cO empreendedor é aquele que destrói a ordem 
econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, 
pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de 
novos recursos e materiais\u201d (SCHUMPETER, 1942, 1949). Foi 
Schumpeter quem associou definitivamente o termo empreendedor à 
inovação, colocando o empresário empreendedor como o agente 
básico do processo de destruição criadora: \u201cé ele que desafia o 
mercado, aciona e mantém em marcha o motor capitalista\u201d 
(SCHUMPETER, 1942). 
 
 
 
Segundo CUNHA E NETO (2004), 
 
 
 
Schumpeter define a essência do empreendedorismo como a 
percepção e aprimoramento de novas oportunidades no âmbito dos 
negócios, possuindo conexões com criações de novas formas de 
utilização de recursos nacionais deslocados do emprego tradicional e 
sujeitos a novas combinações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Para DRUCKER apud FRIEDLAENDER (2004), 
 
 
 
Os empreendedores são eminentemente pessoas que inovam. A 
inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo 
qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um 
negócio ou serviço diferente. Empreendedorismo não é nem ciência, 
nem arte. É uma prática. 
 
 
 
Para FILLION apud CUNHA e NETO (2004), 
 
 
 
(...) empreendedorismo é o resultado tangível ou intangível de uma 
pessoa com habilidades criativas; sendo uma complexa função de 
experiências de vida, oportunidades e capacidades individuais que 
durante seu exercício está inerente à variável risco, tanto na vida 
quanto na carreira do empreendedor. (...) o empreendedor é tido como 
um indivíduo criativo, marcado pela capacidade de estabelecer e 
atingir objetivos, possuindo um alto nível de consciência do contexto 
de referência para detectar oportunidades de negócios, buscando uma 
aprendizagem continuada a respeito de oportunidades de negócios e 
revelando um processo de tomada de decisões com risco moderado 
visando à inovação. 
 
 
 
DOLABELA (1999) concorda com a definição de Fillion que diz que o 
\u201cempreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões\u201d. Ser visionário 
implica em enxergar o que ninguém viu, é imaginar cenários futuros, é perceber uma 
oportunidade \u2013 idéia vinculada a um produto ou serviço que agrega valor ao 
consumidor, através da inovação ou da diferenciação - quando os outros enxergam 
somente o caos. 
De acordo com FRIEDLAENDER (2004), 
 
 
 
O empreendedor sente necessidade de vencer obstáculos, romper 
rotinas, definir e alcançar seus objetivos, quebrar paradigmas. O 
empreendedor continua a aprender a respeito de possíveis 
oportunidades e a tomar decisões moderadamente arriscadas que 
objetivam a inovação. Ele também é flexível para se adaptar às 
repentinas mudanças da comunidade, da sociedade e do mercado, 
aprendendo com suas próprias experiências. O empreendedor é 
distinguido das outras pessoas pela maneira como percebe a mudança 
e lida com as oportunidades. 
 
 
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No contexto atual, de acirrada concorrência, o perfil empreendedor faz a 
diferença. 
De acordo com FRIEDLAENDER (2004), \u201ca necessidade da inovação, da 
criatividade e do desenvolvimento de novas tecnologias faz com que