O Empreendedorismo na Profissão de Secretariado Executivo    DYANA HAZELMAN LIMA    2006
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O Empreendedorismo na Profissão de Secretariado Executivo DYANA HAZELMAN LIMA 2006


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com desafio e, quanto maior o 
desafio, mais estimulante será a jornada 
empreendedora. 
Criam valor para a sociedade Através da geração de empregos, dinamizando a 
economia e inovando, sempre usando sua 
criatividade em busca de soluções para melhorar 
a vida das pessoas. 
 
 
DOLABELA (1999) diz que não se pode afirmar que uma pessoa que apresenta 
todas as características descritas anteriormente irá necessariamente ser bem sucedida 
como empreendedor. A análise dessas características vem contribuindo para a 
identificação e para a compreensão de comportamentos que podem levar o 
empreendedor ao sucesso e vem também servindo de base para o ensino na área. 
O autor supracitado apresenta, segundo Timmons (1994), os fatores de sucesso 
segundo o próprio empreendedor: 
 
Quadro 4 \u2013 Fatores de sucesso segundo o empreendedor 
 
Faça o que lhe dá energia 
 
Faça coisas de forma diferente 
 
Imagine como fazer funcionar algo 
 
Não assuma riscos desnecessários, e sim 
um risco calculado, se for a oportunidade 
certa 
Diga, \u201cposso fazer\u201d, ao invés de \u201cnão 
posso\u201d ou \u201ctalvez\u201d 
 
Os negócios fracassam, os 
empreendedores de sucesso aprendem. 
Mas, tente manter o custo baixo 
Tenacidade e criatividade irão triunfar 
 
Faça da oportunidade e dos resultados a 
sua obsessão 
Qualquer coisa é possível se você acredita 
que pode fazê-la 
Seja insatisfeito com o jeito que as coisas 
estão e procure melhorá-las 
 
Se você não sabe se não pode ser feito, vá 
em frente e faça 
 
 
Tenha orgulho das suas realizações, isso é 
contagiante 
Veja o copo metade cheio, e não metade 
vazio 
 
É mais fácil implorar por perdão do que 
pedir permissão 
Fonte: DORNELAS (2001) 
 Fonte: DOLABELA (1999) 
 
 
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5.2.2 \u2013 CARACTERÍSTICAS E PERFIL INTRAEMPREENDEDOR 
 
 
 
Os intraempreendedores são aquelas pessoas que, segundo URIARTE (2000), 
 
 
 
(...) a partir de uma idéia, e recebendo a liberdade, incentivo e recursos 
da empresa onde trabalham, dedicam-se entusiasticamente em 
transformá-la em um produto de sucesso. Não é necessário deixar a 
empresa onde trabalha, como faria o empreendedor, para vivenciar as 
emoções, riscos e gratificações de uma idéia transformada em 
realidade. 
 
 
 
De acordo com PINCHOT apud DAVID (2004), 
 
 
 
Examinando inovações bem sucedidas em grandes empresas, foram 
identificados comportamentos empreendedores em alguns 
empregados. Estes \u201cempregados\u201d atuavam como agentes de mudanças 
em suas organizações, melhorando processos e criando novas 
oportunidades de negócio, sendo que Pinchot os denominou de 
empreendedores intracorporativos, definindo-os como \u201ctodos os 
sonhadores que realizam. Aqueles que assumem a responsabilidade 
pela criação de inovações de qualquer espécie dentro de uma 
organização\u201d (PINCHOT, 1989, p.ix). 
 
 
 
Considerando o contexto atual, marcado pelo grande fluxo de informações, pelo 
mercado cada vez mais exigente, pela superação dos obstáculos e pela busca de 
melhores resultados, busca-se profissionais com iniciativa e com idéias inovadoras 
(intraempreendedores/empreendedores), para que agreguem valor ao produto da 
empresa e para que a mesma se torne mais competitiva no mercado. 
De acordo com DORNELAS apud DAVID 2004, as organizações devem 
identificar e aproveitar o potencial empreendedor de seus colaboradores, uma vez que 
os desafios proporcionados pela abertura mundial demandam um certo grau de 
criatividade e inovação. 
BOM ÂNGELO apud DAVID (2004), aponta três características que mostram a 
vocação empreendedora, vontade e habilidade para criar algo inédito e que possa 
melhorar as condições de vida da família, da empresa, da sociedade em geral; 
 
 
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capacidade de encontrar novas utilidades para idéias velhas; talento para melhorar a 
eficiência de um sistema, processo ou produto, de forma a torná-lo mais econômico, 
acessível e tecnicamente superior. 
O intraempreendedor tem grande conhecimento da empresa e sabe explorá-lo de 
forma a encontrar todos os meios necessários para a concretização de sua idéia. O 
intraempreendedor não é necessariamente aquele que traz inovações e melhorias para o 
(s) produto (s), mas também aquele que consegue implantar pequenas mudanças na 
rotina da empresa, que a conduzam a um patamar mais elevado. Saber lidar com as 
informações e utiliza-las em prol do desenvolvimento das atividades, é o ponto chave 
para estar à frente no mercado. 
A inovação, como no empreendedorismo, também é a palavra chave para o 
intraempreendedorismo. DRUCKER apud DAVID (2004), \u201cdefende que todas as 
organizações \u2013 e não apenas as de negócios \u2013 necessitam de uma competência 
fundamental: a inovação, e que estas podem ser de qualquer tipo\u201d. 
PINCHOT e PELLMAN apud DAVID (2004), apontam cinco pontos 
fundamentais para que a inovação aconteça: 
 
Quadro 5 \u2013 Pontos fundamentais para a inovação 
y Idéias das pessoas Deve-se ter na organização um ambiente 
que estimule a criatividade e a geração de 
idéias 
y Intraempreendedores Pessoas que transformarão as idéias em 
realidade 
y Time intraempreendedor Grupo de pessoas, normalmente 
recrutadas pelo intraempreendedor, para 
trabalharem na inovação 
y Clima organizacional Deve existir um clima organizacional que 
estimule e aceite inovações 
y Patrocinadores Pessoas da própria organização que 
apóiam os intraempreendedores \u2013 pode ser 
um chefe imediato ou o presidente da 
empresa 
 Fonte: PINCHOT e PELLMAN apud DAVID (2004) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A figura 3 mostra a relação entre os cinco pontos citados anteriormente e 
algumas inovações que podem acontecer nas organizações. 
 
Figura 3 \u2013 Questões fundamentais para a inovação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Adaptado de PINCHOT e PELLMAN apud DAVID (2004). 
 
DAVID (2004) complementa dizendo que no Brasil o termo 
intraempreendedorismo é um termo novo para a maior parte dos profissionais, mas, 
 
 
 
Com a alta competitividade, informações em tempo real e outros 
desafios empresariais modernos, o intraempreendedorismo oferece 
uma maneira para acelerar as inovações de qualquer espécie dentro 
das organizações através do melhor emprego dos seus talentos 
humanos. Bom Ângelo (2003) pontua que bons gerentes sabem 
organizar, disciplinar, dinamizar e otimizar, e bons inovadores sabem 
desenvolver idéias, modificar padrões, aperfeiçoar modelos e 
descobrir novos usos para antigos materiais e equipamentos. E o 
responsável pelas inovações dentro das organizações é um funcionário 
todo especial que apresenta características pessoais marcantes, como 
responsabilidade, iniciativa própria, vontade para fazer negócios, 
vocação para assumir riscos. 
 
 
 
 
 
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São poucas as diferenças entre empreendedores e intraempreendedores. Estes 
assumem menores riscos em relação aos empreendedores, que sentem a necessidade de 
deixar a empresa para iniciar um negócio próprio. 
Considerando o contexto brasileiro, para DAVID (2004), as empresas ainda não 
oferecem um ambiente propício para o desenvolvimento de intraempreendedores. A 
estrutura ainda é muito burocrática. Em empresas de outros países encontra-se uma 
abertura maior ao empreendedor. 
Segundo LEITE apud URIARTE (2000), 
 
 
 
Fugir do convencional; sonhar alto e transformar sonhos em realidade; 
identificar com clareza seus desejos, habilidades, temperamentos e 
atividades; criar um produto; desenvolver um \u201cbusiness plan\u201d \u2013 o 
plano de negócios de sua carreira; fazer o que gosta; investir no 
desenvolvimento contínuo; conciliar a vida profissional com a vida 
pessoal e familiar; cuidar de