Atlas LTA   parte1
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Atlas LTA parte1


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reabsorção de tecido ósseo e defor-
midade de extremidades, havendo controvérsias quanto à etiopatogenia dessas lesões 
(figuras 99 e 100).
Figura 99. LCD. Lesões infiltradas com 
edema gigante de falange, exulceração 
recoberta por crostas. Observa-se reab-
sorção de falanges distais com deforma-
ção de extremidades.
Figura 100. LCD. A mesma paciente da fi-
gura 99, após tratamento específico (Sb+5 
+ sulfato de paramomicina), tendo como 
resposta temporária a presença de cica-
trizes atróficas com hipocromia e fibrose. 
Observa-se também reabsorção de falan-
ges e deformação de extremidades. 
A ausência de madarose e de alteração de sensibilidade tátil, térmica ou dolorosa, 
reforça a hipótese clínica de LCD. Contudo, faz-se fundamental a correta investiga-
ção laboratorial para realização do diagnóstico definitivo e a introdução de terapêu-
tica adequada. Classicamente, não há acometimento do couro cabeludo, das regiões 
axilares, palmares, plantares e mucosas. Entretanto, nestas duas últimas, foi observa-
do acometimento por contigüidade (figura 98). 
ATLAS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
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3.3 Diagnóstico laboratorial 
A LCD caracteriza-se por uma deficiência específica da resposta imune celular, o 
que favorece a multiplicação e a persistência do parasito no organismo infectado, jus-
tificando a riqueza parasitária observada nas lesões de LT. A IRM costuma ser nega-
tiva nas diversas fases evolutivas da doença, e a pesquisa do parasito, em esfregaço de 
lesão cutânea, apresenta formas amastigotas em abundância (figuras 101 e 102).
Figura 101. LCD. Presença de formas amasti-
gotas de Leishmania em esfregaço de lesão 
cutânea, coloração pelo Giemsa (aumentada 
1.000 vezes).
Figura 102. LCD. Formas amastigotas obser-
vadas em esfregaços de lesão cutânea, colo-
ração pelo Giemsa (aumentada 1.000 vezes).
Sempre que houver suspeita da ocorrência dessa forma de LT, faz-se necessário 
realizar exame anátomo-patológico para caracterização do padrão histopatológico e 
cultura em meios específicos para o isolamento e caracterização da espécie envolvi-
da. Dessa forma, os pacientes devem ser sempre encaminhados a um serviço de re-
ferência, para realização de investigação diagnóstica e caracterização clínico-imuno-
lógica da LCD.