Política Externa brasileira em ordem cronológica: de Vargas à Dilma Rousseft.
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Política Externa brasileira em ordem cronológica: de Vargas à Dilma Rousseft.


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1930-1945 Getúlio Vargas 
 	- Alinhamento pragmático A triangulação estratégica de Vargas com Estados Unidos e Alemanha (clássica estratégia de barganha diplomática) legou benefícios ao processo de industrialização brasileira por substituição de importações, iniciando o nacional desenvolvimentismo. Ex: A construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
 
 	1946-1950 Gaspar Dutra
	- Alinhamento automáticoNesse período, existia uma forte expectativa de que se formasse um \u201crelacionamento especial\u201d com Washington
	
	1951-1954 Getúlio Vargas
	- Alinhamento pragmáticoBilateral-hemisférica
No segundo mandato de Vargas sua política externa agregou à agenda Norte\u2013Sul, a Sul\u2013Sul e a Sul\u2013Leste, em contraposição à rigidez dos blocos Leste\u2013Oeste. Observa-se os primeiros ensaios de multilateralismo e abertura sistemática para o mundo) Ex: aproximações com o Leste Europeu e a aproximação com nações em processo de independência no mundo afro-asiático ainda em seu estágio embrionário.
Global multilateral
Paradigma: Desenvolvimentista 
	1954-1956 Café Filho
	- Alinhamento automático
	1956-1960 Juscelino Kubistchek
	- Alinhamento automático (1956/1958)
	- Alinhamento pragmático
Após o fracasso relativo de uma tentativa de alinhamento automático com os Estados Unidos observou-se a retomada dos ensaios de multilateralização.
Ex: Processo de fortalecimento da indústria nacional com a vinda das multinacionais (derivada de forte aproximação com a Europa Ocidental) e uma abertura para a América Latina na forma da Operação Pan-americana (OPA) em 1958. Um dos resultados da OPA foi a criação da ALALC (Associação Latino-Americana de Livre-comércio) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
1960-1964 Jânio Quadros / João Goulart 
 		 A tradição multilateral-global teve como marco inicial a Política Externa Independente (PEI) dos governos Jânio Quadros e João Goulart. A PEI responde a uma mudança no perfil doméstico do Brasil e no sistema internacional, cujas alianças e parcerias precisavam expandir-se além do hemisfério para sustentar este crescimento e aumentar as alternativas de inserção e a maior fluidez do cenário bipolar. Ex: Aproximação com a Argentina e ênfase nas novas parcerias.
 
- GOVERNO MILITAR -
1964-1967 Castelo Branco _O governo Castelo Branco insere uma quebra na ascensão do nacional desenvolvimentismo. 
_Buscou a recuperação da aliança com os EUA. Esta recuperação tinha implicações na política interna e externa, através do abandono de um discurso terceiro-mundista e do reforço da interdependência e das fronteiras ideológicas.
		
	
		Paradigma: Desenvolvimentista 
1967-1969 Costa e Silva_ A administração Costa e Silva rompe a retomada do bilateralismo proposto por Castelo, enfatizando a dimensão de autonomia. 
_. A Diplomacia da Prosperidade reafirma a identidade do Brasil como um país pertencente ao Sul e ao Terceiro Mundo, ampliando a ação multilateral nas OIGs.
		
Milagre Econômico
(1968 - 1973)
		1969-1974 Médici
		O crescimento econômico e a entrada de Médici no poder mantêm a prioridade da abertura global e multilateral do Brasil.
_. A Diplomacia do Interesse Nacional que refere-se à renúncia de um discurso terceiro-mundista e a inserção do conceito de pragmatismo as relações com os EUA visando reaproximação. 
		
1974-1979 Geisel
		_ à consolidação do poder nacional na administração Geisel.
_O país deveria explorar amplamente suas oportunidades internacionais, nos eixos Norte\u2013Sul, Sul\u2013Sul e Sul\u2013Leste. Em termos internos, este processo foi acompanhado pela continuidade da busca do crescimento, mas já em um cenário mais adverso.
1979-1985 Figueiredo 
 		 _. Embora ainda tivesse como foco a agenda multilateral-global, as condições internas e externas tornaram-se cada vez mais sensíveis, afetando a capacidade do país em projetar poder e se manter estável. 
Em resposta às dificuldades de ampliação da agenda, procurou-se manter na medida do possível as parcerias conquistadas ao longo dos anos 1970, considerando as dificuldades similares enfrentadas pelos parceiros.
2ª Crise do petróleo
(1979) 
 
Global multilateral
- FIM DO GOVERNO MILITAR \u2013
Em linhas gerais, o período de 1979 a 1989, representa tanto o sucesso quanto o esgotamento do modelo brasileiro de desenvolvimento iniciado na década de 1930, ao finalizar o processo de industrialização por substituição de importações. Em termos econômicos, o Regime Militar concretizou seu objetivo de elevar o Brasil à condição de potência média por meio deste processo de industrialização, legando ao país um parque industrial completo. Porém, a última etapa desta trajetória, que correspondia ao salto qualitativo da RCT, associado à alta tecnologia não pôde ser concretizada devido à instabilidade sociopolítica e à crise econômica dos anos 1980.
Global multilateral
Paradigma: Desenvolvimentista 
bilateral-hemisférica
1985-1989 Sarney 
Analisando este período de 1979 a 1989, a situação foi de recuo político e econômico, o que levou ao aumento da vulnerabilidade externa e gerou uma percepção menos positiva sobre o país. No geral a política externa do governo Sarney deu uma continuidade com os governos anteriores, com reforço de novas parcerias 
Apesar da crise econômica e do elevado grau de instabilidade interna, o governo Sarney administrou a transição política de forma equilibrada, e um dos marcos do período é a Constituição de 1988 que é uma busca clara por uma inserção mais definitiva do país no cenário internacional.
		
	
		
1990-1992 Fernando Collor de MelloGlobal multilateral
- Alinhamento automáticobilateral-hemisférica
		Paradigma: 
Normal / Neoliberal 
_. Buscou promover o realinhamento com EUA, na tentativa de receber reconhecimento político, concessões comerciais e ajuda financeira. Para tanto implementou o Consenso de Washington (privatização, diminuição do estado, abertura, desregulamentação.) E a assinatura de diversos regimes internacionais. Porem poucos benefícios foram conquistados, e a promessa de superar a crise promoveu medidas impopulares, que levou ao impeachment.
		1992-1994 Itamar Franco 
- Alinhamento pragmáticoItamar Franco assumiu o poder e tentou, em um contexto bastante sensível, estabilizar o país e minimizar os efeitos negativos das escolhas de Collor.
Deu continuidade ao Mercosul, que possuía conteúdo tanto de autonomia quanto alinhamento. 
Retomou a tradição global multilateral, investindo em parcerias Sul-Sul com outras potências em desenvolvimento.
O objetivo de alcançar reconhecimento político teve o foco deslocado da aquiescência para um incremento de participação. EX: defesa da reforma do Conselho de Segurança e a candidatura brasileira a um assento permanente
 
 		 
 
Plano Real 
1995-1999 Fernando Henrique Cardoso
 - Alinhamento pragmático
		Apesar de FHC sustentar seus alinhamentos de um ponto de vista pragmático, sem o automatismo de seu antecessor, o eixo vertical predominava sobre o horizontal, privilegiando a tradição bilateral-hemisférica.
Em termos concretos, as ações brasileiras, somadas à Diplomacia Presidencial, consistiram-se da retomada da implementação do Consenso de Washington e do projeto de privatizações.
EX.: O movimento mais simbólico deste processo de adesão aos regimes foi a ratificação do TNP em 1998, um marco na agenda de reinserção internacional do Brasil como um país confiável e legítimo.
	
		
Paradigma: