Política Externa brasileira em ordem cronológica: de Vargas à Dilma Rousseft.
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Política Externa brasileira em ordem cronológica: de Vargas à Dilma Rousseft.


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Normal / Neoliberal
	1999-2002 Fernando Henrique Cardoso
 - Alinhamento pragmático
A ausência de benefícios intensificou o discurso contra a globalização assimétrica nos fóruns multilaterais, a proposta brasileira era a de construção de uma globalização solidária, que dividisse os benefícios da interdependência, com atenção aos custos sociais. Nas dimensões das parcerias externas, foram incentivados contatos com países continentais como Rússia, China e Índia, com foco na cooperação científico-tecnológica.
		2002-2010 Lula OBSERVAÇÕES.
Os Perfis. 
Para Cistina Pecequilo, quando avaliamos a evolução das Relações Internacionais do Brasil percebemos que a política externa evolve duas tradições, que foram ajustadas, variadas e alternadas ao longo da história devido às transformações sócias, econômicas e políticas pelas quais o Brasil passou: a bilateral-hemisférica e a global-multilateral. Tais tradições correspondem a padrões de ação e valores compartilhados pelo Brasil no Sistema Internacional diante de seus parceiros e estão associadas aos eixos norte e sul e as visões de primeiro e terceiro mundo. 
A tradição bilateral-hemisférica dominou o campo diplomático de 1902 a 1961 e temos como prioridade na ação diplomática dois focos: EUA e cone sul. E relacionado ao intercambio preferencial com estados unidos são cunhados os termos de alinhamento pragmático e automático que se referem a forma como o Brasil constrói sua relação com este país, se com uma política de barganha ou concordância e relativa subordinação-benefício das iniciativas norte-americanas.
A Corrente global-multilateral substitui o primeiro padrão, expandindo as parcerias além do hemisfério para sustentar as transformações domesticas do Brasil em um país de porte médio definidas pela PEI. 
Os paradigmas.
Para Amado Luiz Cervo os países abrigam sempre suas políticas externas e seu modelo de inserção internacional dentro de paradigmas, sendo assim no Brasil temos:
a) O paradigma desenvolvimentista (1930-1989)
Momento no qual a depressão atingiu os países capitalistas avançados e os jogaram no protecionismo e soluções nacionalistas. O Brasil e América Latina mostraram grande dinamismo econômico e finalmente encontraram o caminho ao mundo moderno. A sociedade ficou mais complexa. O país foi construído durante essa fase, com forte industrialização e crescimento econômico em um modelo de inserção internacional que durou 60 anos.
b) O paradigma normal / Neoliberal (1990-2002)
Foi momento de abertura dos mercados, liberalização da economia, privatizações e retrocesso. Diante disso tudo o ponto mais importante foi a total resignação em adotar fórmulas elaboradas nos países avançados. O termo normal é mais apropriado porque foi o desejo do Brasil naquele momento, ou seja, ser normal e estar atualizado com a última moda.
c) O paradigma Logístico 
A partir do ano 2000 encontramos o paradigma logístico que perdura até os dias de hoje. Trata-se de um entendimento do contexto internacional e reserva ao Estado a função de estrategista e não motorista. Em verdade traz para o Brasil o modo como os Estados Unidos fazem política exterior. Defesa do interesse nacional, apoio às indústrias e disponibilização da infraestrutura necessária para o empreendimento de uma nova inserção internacional.
_. Deu continuidade ao processo de substituição do bilateralismo dos anos 1990 por uma versão atualizada do eixo global-multilateral.
_. Na escala de prioridades da política externa, o eixo horizontal de parcerias Sul-Sul, ligadas à tradição global multilateral surge no topo da agenda, refletindo a recuperação da identidade nacional como um país de Terceiro Mundo.
_. os eixos não somente se combinam, como se complementam, agregando assertividade e confiança à diplomacia, que amplia suas alternativas e possibilidades de ação internacional.
 
 
 		 
 
Global multilateral
Paradigma: Logístico
	2011-2014 Dilma
De um modo geral, o governo Dilma (2011 \u2013 atual) tem mantido os princípios norteadores adotados na PEB durante o governo Lula, verifica-se como estratégias prioritárias, a manutenção da busca pelo multilateralismo nos níveis de governança regional e global, o aprofundamento das relações com os polos emergentes, países africanos e asiáticos, bem como o aprofundamento da integração latino-americana. Notadamente, estabelece a América do Sul como eixo prioritário de política externa, buscando um desenvolvimento equilibrado da região com ações de ampliação de mecanismos de financiamento do bloco, integração das infraestruturas de modo a contribuir para o fortalecimento de uma identidade comum.
A presidente Dilma seria mais pragmática e técnica, e acreditaria mais nas instituições e no direito internacional
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA \u2013 UNAMA
CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS \u2013 CESA
CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Loriene da Conceição Torres
Tendências do pensamento e acumulado histórico da Diplomacia brasileira.
	
Ananindeua
2015
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA \u2013 UNAMA
CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS \u2013 CESA
CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Loriene da Conceição Torres
Política Externa brasileira em ordem cronológica: de Vargas à Dilma Rousseft.
Trabalho apresentado à disciplina Política Internacional Comparada, ministrada pela Professora Ma. Mayane Bento para obtenção parcial da nota referente a 1ª NI da turma 6 RIN no curso de Relações Internacionais da UNAMA.
Ananindeua
2015
RÊFERENCIAS.
CERVO, Amado Luiz; LESSA, Antônio Carlos. O declínio: inserção internacional do Brasil (2011-2014). Revista Brasileira de Política Internacional, v. 57, n. 2, p. 133-151, 2014.
CERVO, Amado Luiz. Inserção internacional: formação dos conceitos brasileiros. Editora Saraiva, 2008.
PECEQUILO, Cristina Soreanu. A política externa do Brasil no século XXI: os eixos combinados de cooperação horizontal e vertical. Revista Brasileira de Política Internacional, p. 136-156, 2008.
PECEQUILO, Cristina Soreanu. Manual do candidato: política internacional. Fundação Alexandre de Gusmão, 2010.