6. Soluções
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6. Soluções


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Isso pode ser 
percebido através da cor azul, característica do soluto. Outro cuidado a ser 
tomado é com a quantidade de água usada, pois deverá transferir o líquido de 
lavagem para o balão, deixando sempre seu conteúdo bem abaixo da marca de 
calibração do balão. Após todas as lavagens, ainda deverá haver espaço no 
balão para completá-lo com gotas de água até a marca de calibração. (obs.: se 
acima da marca de aferição estiver molhado, enxugue delicadamente com 
papel. Uma vez aferido, a solução deverá ser homogeneizada. 
 
 Calcule a concentração molar desta solução que preparou? (lembre-se de que 
uma fração da massa do sólido medido corresponde à água). 
 Por que devemos usar um funil de colo para preparar a solução e o colo do 
mesmo deve ficar um pouco acima, mas não tanto, da marca de aferição do 
balão? 
 É possível afirmar que foi usado 100 mL de água? 
 Faça um rótulo para o balão contendo concentração da solução, nome da 
substância dissolvida, data, nome do preparador. 
 Qual o volume da alíquota que deve ser retirada desta solução para preparar 
100 mL de uma solução 0,1 mol/L? 
 Qual a massa de sulfato de cobre pentahidratado deveria ser medida para 
preparar 100 mL de uma solução 0,1 mol/L? 
 
 
 
 
Prof.º Alanjone Azevêdo e Prof.ª Olívia Bastos 
 
EXPERIMENTO 2 
 
Retire uma alíquota de 10,0 mL da solução preparada no experimento 1 
e transfira para outro balão de 50 mL . Complete o balão com água até próximo 
a marca de calibração com um béquer e daí em diante com um conta-gotas. 
Tampe o balão e homogeneíze. 
 
 Calcule a concentração molar desta solução que preparou? 
 Se repetisse o procedimento do experimento 3 usando esta solução que 
acabou de preparar, qual seria a concentração da solução que seria obtida? 
 
Se o grau de pureza dos produtos comerciais usados para preparar a solução 
são baixos, a concentração calculada não é a concentração real solução, como é o 
caso do preparo da solução de ácido clorídrico e hidróxido de sódio preparadas acima. 
Para saber a concentração real de soluções como estas, é necessário determinar a 
concentração através de métodos físicos como espectroscopia na região do visível 
que pode ser usada no caso da solução de sulfato de cobre, ou métodos químicos, 
como por exemplo a titulação ácido-base usadas no caso da solução de ácido 
clorídrico e hidróxido de sódio com um padrão primário (reagente de alta pureza). 
 
Classificação das soluções 
 
As soluções podem ser classificadas usando diversos critérios. Abaixo veremos 
algumas classificações. 
 
Solução eletrolítica e não eletrolítica 
 
Uma solução pode ser classificada como eletrolítica, se conduz corrente 
elétrica, ou não eletrolítica. Nas soluções eletrolíticas, a corrente elétrica se dá por 
meio do movimento dos íons solvatados. Quanto maior a facilidade com que os íons 
se movem e quanto maior a quantidade destes, maior a condutividade elétrica da 
solução. 
 
 
 
Prof.º Alanjone Azevêdo e Prof.ª Olívia Bastos 
 
EXPERIÊNCIA 3 
 
A condutividade elétrica de uma solução pode ser observada, utilizando-se 
eletrodos que devem estar conectados a um circuito de lâmpadas. Os eletrodos 
devem ser mergulhados no sistema em estudo e, se existir corrente elétrica fluindo 
pelo circuito, as lâmpadas acenderão. O brilho das lâmpadas será tanto maior quanto 
maior for à intensidade de corrente que flui pelo circuito. Avalie a corrente elétrica dos 
seguintes sistemas: água destilada, solução de ácido clorídrico do experimento 4, 
solução de açúcar preparada de modo qualitativo por você e solução de sulfato de 
cobre dos experimentos 2 e 3, como também dos sólidos sulfato de cobre 
pentahidratado e gliscose. 
 
 Com base nas suas anotações, quais soluções são eletrolíticas? E quais não 
eletrolíticas? 
 Discuta estes resultados em termos das espécies presentes em cada sistema. 
 Por que foi necessário avaliar a condutividade elétrica da água destilada e do 
sulfato de cobre pentahidratado? 
 
Solução saturada e insaturada 
 
Uma solução que contém a quantidade máxima de um soluto por volume de 
solução é dita solução saturada. A solubilidade serve para expressar este valor. Por 
exemplo, a solubilidade do sulfato de bário em água é 0,002 g/L a 18 °C, por isto 
classificamos muitas vezes o sulfato de bário como insolúvel em água, por outro lado, 
o uma solução saturada de tiossulfato de sódio tem concentração 500 g/L a 25 °C, daí 
dizemos que o tiossulfato de sódio é muito solúvel em água. Se a quantidade de 
soluto está abaixo da quantidade máxima à solução é chamada de insaturada. 
 
 Pesquise no dicionário o significado das palavras \u201csaturado\u201d e \u201cinsaturado\u201d. 
 Como você prepararia uma solução saturada? 
 
 
 
 
 
 
Prof.º Alanjone Azevêdo e Prof.ª Olívia Bastos 
 
Solução concentrada e diluída 
 
Os termos concentrado e diluído são muito comuns nos laboratórios e devem 
ser usados de modo relativo, ou seja, requer grau de comparação. 
 
 Pesquise no dicionário o significado das palavras \u201cconcentrado\u201d e \u201cdiluido\u201d. 
 Use as soluções preparadas nos experimentos 2 e 3 para aplicar estes termos. 
 
 
Dissolução exotérmica ou endotérmica? 
 
Uma dissolução pode ocorrer liberando calor para a vizinhança, processo 
exotérmico, ou absorvendo calor da vizinhança, processo endotérmico. 
 
EXPERIMETO 4 
Em um tubo de ensaio coloque 3,0 mL de água. Meça a temperatura da água. 
A seguir adicione uma espátula de cloreto de potássio. Agite rapidamente e observe 
se o tubo aqueceu ou resfriou. Meça a temperatura logo em seguida. Repita este 
procedimento usando o cloreto de cálcio e depois o etanol (3,0 mL) no lugar do cloreto 
de potássio. 
 
 Com base nas suas anotações, quais soluções foram formadas liberando 
calor? E absorvendo calor? 
 Discuta estes resultados em termos de forças interpartículas. 
 
 
Referências 
VIVEIROS, A. M. V. Soluções, Roteiro de Aulas Práticas de Química Geral. Salvador - BA, 
UFBA, Instituto de Química, Departamento de Química Geral e Inorgânica, 2009. 
 
PAIXÃO, M.F.M. Preparo e diluição de solução, Roteiro de Aulas Práticas de Química Geral 
e Inorgânica I. Feira de Santana-BA, UEFS, Departamento de Ciências Exatas, 2013. 
 
SKOOG, Douglas Arvid. Fundamentos de química analítica. São Paulo, SP: Thomson: 
Cengage Learning.