Resumo do modelo kaldor thirlwall capitulo 5
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Resumo do modelo kaldor thirlwall capitulo 5


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O taxa de crescimento compartível com o BP tem relação inversa o apetite por importações.
Considerando que os preços permaneçam inalterados, a equação será:
Yb=&(z)\pi= x\pi
Análogo dinâmico do multiplicador estático de comércio de Harrod Y=X\m onde x é export. e m é propensão marg. a importar. (harrod não considerava alteração nos termos de trocas reais)
O teste do modelo: 
O teste do modelo consiste em observar as taxas e se elas se aproximam da taxa prevista (x\pi) a longo prazo, quanto elas se aproximam, \u201cQuanto as taxas de crescimento de um país se aproximam da proporção de sua taxa de crescimento das exportações e de sua elasticidade renda da demanda de importações.\u201d
Modelo com fluxos de capital
PdX+C=PfME
Onde C>o representa as entradas de capital em moeda nacional.
YBT = {(pd-pf-e)+(teta.n+simbolozinho)(pd-pf-e)+(teta&z+(1-teta)(c-pd)\pi
Onde c é o crescimento dos fluxos de capital nominais
Teta é a parcela das exportações na receita total para custear as importações e (1-teta) é a parcela de fluxos de capital na receita total.
A grande diferença no crescimento entre os países pode ser devida as diferenças nas estruturas de produção que tem impacto na elasticidade-renda e na demanda por exportações, o Brasil ainda é um exportador de matérias primas, que são muito baratas e ainda demanda muita tecnologia, enquanto no passado havia iniciado a exportação de manufaturas, o que era demandado no mundo todo.
Implicações políticas
Se os países quiserem crescer mais depressa, terão que suspender a a limitação do BP sobre a demanda. Normalmente o FMI recomenda liberalização econômica e desvalorização da moeda. A liberalização do comércio pode melhorar o desempenho das exportações, também pode elevar as importações, o que piora o BP; A liberalização da conta de capital do BP também é repleta de problemas quando não há estabilidade macroeconômica interna. Taxas de juros internas muito altas fazem com que haja muita entrada de capital e moedas muito valorizadas, o que prejudica o setor de bens comercialiáveis. Crises internas também podem provocar a saída de capital depreciando a moeda levando a inflação. 
A depreciação da moeda não pode elevar permanentemente a taxa de crescimento, a menos que essa seja contínua ou que altere pra bom os parâmentros do modelo. A taxa de câmbio não é um instrumento eficiente de mudanças estruturais, pois torna os países temporariamente mais competitivos nos bens. Os países podem tentar tornar seus bens mais competitivos em termos de preço por outros meios, porém muitos bens produzidos por países em desenvolvimento são preço-inelásticos (produtos primários). A qualidade dos bens e a sofisticação tecnológica e as formas de comercialização tem um fator mais importante na determinação do desempenho comercial.
Os países podem impor controles à importação, a fim de reduzir a elasticidade-renda da demanda de importações (pi). Isso pode trazer ineficiencia; com exceção do reino unido, que foi o pioneiro na industrialização, nenhum país se industrializou sem alguma forma de proteção. O país para se desenvolver precisa se industrializar e para isso tem que se proteger. As economias desenvolvidas pregam o livre comércio mas protegem seus mercados.Países podem incentivar o aumento das entradas de capital para financiar um crescimento das importações que ultrapasse o crescimento das importações mas tendo cuidado com o tipo de capital que entra. O investimento direto a longo prazo é mais estável e benéfico mas o investimento externo pode causar problemas relacionados a natureza dos bens produzidos. As entradas de capital tem que ser uma melhora do desempenho das exportações que seja capaz de ganhar as divisas para pagar juros e amortização ..É preciso aumentar & e reduzir pi estruturalmente.
A Endogeineidade da taxa natural
A taxa natural de crescimento é composta pelo crescimento da força de trabalho e da produtividade da mão de obra. Foi introduzida por Harrod, entretanto ela é exógena ao modelo de crescimento (ela não responde as variações de demanda e nem a taxa de crescimento real) pelo modelo harodiano se tratar de um modelo de ciclos do comércio e não de um modelo de crescimento.
A questão do capítulo é questionar as mudanças se a taxa de crescimento fosse considerada endógena. Isso teria consequências na maneira de ver o processo e na razão de as taxas se diferirem de um país pro outro. A visão é de que o crescimento é antes de tudo, impulsionado pela demanda para depois acarretar uma resposta da oferta. 
Keynes antecipou essa idéia de taxa natural. A taxa natural medida deve ser a taxa natural que mantem constante o nível de desemprego, caso contrário, se a taxa de crescimento real ficasse acima da natural, o desemprego cairia. 
No modelo Harod a taxa de crescimento cumpre duas funções. Estabelece o teto da divergência entre as taxas de crescimento real e justificada e transforma surtos cíclicos de crescimento em fase de declínio. Ela indica a taxa de crescimento potencial a longo prazo em direção a qual as economias poderão gravitar, tendo em vista as condições adequadas. Entretanto no modelo Harod não havia nenhum mecanismo para alinhar as taxas de crescimento justificada e natural, com a consequência de que as economias poderiam vivenciar uma estagnação secular perpetua (se a taxa justificada ultrapassasse a natural), inflação e desemprego estrutural permanentes (se a taxa natural ultrapassasse a justificada, como ocorre nos países em desenvolvimento onde o crescimento populacional é alto e a poupança é reduzida). A escola de Cambridge, por exemplo, fez estudos para mostrar que a taxa de crescimento justificada se adaptaria a taxa natural (ajuste fator preço) Usou variações da taxa de poupança acarretadas por mudanças na distribuição funcional da renda entre salários e lucros como mecanismo promotor do equilíbrio. Entretanto utilizando a taxa natural como exogenamente dada. 
Se a taxa for endógena, para o modelo Harod, isso traria consequências para o ciclo de comercio a longo prazo e para o modelo de crescimento em equilíbrio a longo prazo. 
No modelo dos ciclos do comércio, o teto é a taxa natural, pois o nível de produção não pode ultrapassar o nível de pleno emprego. Mas se supormos que a taxa natural aumenta junto com a real (por serem induzidos pelo crescimento da força de trabalho e aumento da produtividade) perpetuaria a fase cíclica de ascensão. Isso aumenta a possibilidade de que a ascensão cíclica não seja encerrada por um teto absoluto, mas por restrições de demanda associadas à inflação e por problemas no balanço de pagamentos. Talvez essa seja a explicação porque os picos cíclicos são acompanhados por uma capacidade excedente. A endogeinidade da taxa natural alongaria o ciclo. 
No modelo de crescimento de longo prazo da divergência entre a taxa natural de a taxa de crescimento justificada, a taxa natural impede o ajuste de equilíbrio se for endógena. Quando a taxa justificada ultrapassa a taxa natural, isso significa que o crescimento do capital supera o crescimento da força de trabalho em unidades de eficiência e que a taxa justificada deve cair para chegar no equilíbrio. Nas situações de recessão é possível que a taxa natural caia à medida que os trabalhadores deixam a forca de trabalho e que o aumento da taxa de produtividade fica mais lento, impedindo o ajuste. No caso contrário, quando a taxa natural ultrapassa a justificada, implica que o crescimento da força de trabalho efetiva supera o crescimento do capital e que a taxa justificada deve subir para chegar ao equilíbrio. Nas fases de ascensão, onde o trabalhador é atraído para a forca de trabalho e o aumento da produtividade se acelera, também impede o ajustamento. A endogeineidade da taxa implicaria na direção a qual as economias vão, na prática, essa direção acompanha a taxa de crescimento real.
Em que sentidos a taxa natural é endógena?
Consideramos o crescimento da força de trabalho ou da oferta de mão de obra. A oferta de mao de obra é infinitamente elástica