Émile Durkheim

Émile Durkheim


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Aula 2: Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim (1858-1917)
A pretensão de conferir à sociologia uma reputação científica.
Vida e obras
Introdução desta ciência no ensino universitário
Fundador da \u201cEscola Sociológica Francesa\u201d
Émile Durkheim (1858-1917)
TEORIA SOCIOLÓGICA
Émile Durkheim (1858-1917)
A explicação da vida social tem seu fundamento na sociedade, e não no indivíduo.
A independência das estruturas sociais
Os homens passam, mas a sociedade fica.
A sociedade que age sobre os indivíduos, modelando suas formas de agir, influenciando suas concepções e modos de ver, condicionando e padronizando o seu comportamento.
Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim (1858-1917)
As regras do método sociológico (1895)
Definição de fato social:
\u201cÉ um fato social toda a maneira de agir, fixa ou não, capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, ou, ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais\u201d (Durkheim, 1978, p. 93)
Émile Durkheim (1858-1917)
Os fatos sociais possuem duas características essenciais:
Exteriores
\u201cestamos pois em presença de modos de agir, de pensar e de sentir que apresentam a notável propriedade de existir fora das consciências individuais\u201d (1978, p. 88)
Coercitivos
\u201csão dotados de um poder imperativo e coercivo em virtude do qual se lhe impõe, quer ele queira ou não.\u201d (1978, p. 88)
Émile Durkheim (1858-1917)
O fato social como coisa
\u201ca primeira regra e a mais fundamental é a de considerar os fatos sociais como coisas\u201d
Adotar os mesmos métodos e procedimentos de pesquisa das ciências naturais
Radical separação entre o senso comum e a investigação sociológica
Busca por uma absoluta objetividade
Émile Durkheim (1858-1917)
Classificação dos fatos sociais: normal x patológico
Ex.: crime.
Explicação: a função social
\u201ca origem primária de qualquer processo social de uma certa importância deve ser procurada na constituição do meio social interno\u201d
Identificar a que tipo de necessidade corresponde qualquer fenômeno ou fato social e de que forma ele contribui para produzir a harmonia social.
Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim (1858-1917)
A solidariedade mecânica
A \u201cconsciência coletiva\u201d como fundamento da vida social;
\u201cum conjunto de crenças e sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade, que forma um sistema determinado que possui vida própria\u201d (1995, p. 50)
Sociedades menos complexas
Total predomínio do grupo sobre o indivíduo
Mínima diversidade de funções na divisão do trabalho
Direito repressivo
Repetição de segmentos similares e homogêneos, onde os grupos sociais vivem relativamente isolados, com um sistema social que tem vida própria.
Émile Durkheim (1858-1917)
A solidariedade orgânica
Novo processo de integração dos indivíduos na sociedade
Mudança social
Teoria da Modernidade
Divisão do trabalho: enorme diversidade de tarefas e a consciência coletiva se enfraquece, aumentando o espaço de autonomia individual.
Transfere o eixo da consciência coletiva para o indivíduo
A individualidade passa a ser considerada um valor, pois é da autonomia de casa pessoa que depende a coesão social.
Émile Durkheim (1858-1917)
Patologias sociais:
Divisão de trabalho anômica
Anomia
Crises industriais e econômicas
Divisão de trabalho forçada
Luta de classes
Indivíduos obrigados a aceitar certas funções independente de suas escolhas
Divisão do trabalho burocrática
Falta quantititativo de trabalho
Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim (1858-1917)
O suicídio e suas causas sociais
Suicídio egoísta
Não integração dos indivíduos às instituições, grupos ou redes sociais que permeiam a vida social
Excesso de individualismo
Momentos de desagregação social, refletidos em sentimentos como a depressão e a melancolia
Suicídio altruísta
O indivíduo identifica-se tanto com a coletividade que é capaz de tirar sua vida por ela
Mártires, kamikazes, honra, etc.
Émile Durkheim (1858-1917)
O suicídio e suas causas sociais
Suicídio anômico
Estado de desregramento social na qual as normas estão ausentes ou perderam o sentido.
Típico da modernidade, como por exemplo, nas crises econômicas.
Suicídio fatalista
Excesso de regulamentação moral sobre o indivíduo, de forma que suas aspirações e desejos ficam anulados por uma disciplina excessivamente opressiva.
Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim (1858-1917)
Objeto da Pesquisa
Sociologia religiosa e a teoria do conhecimento
Émile Durkheim (1858-1917)
Proposta da pesquisa: \u201cestudar a religião mais primitiva e mais simples que se conheça atualmente, analisá-la e tentar explicá-la\u201d (1989, p. 29)
\u201cSe a tomamos como objeto de pesquisa, é porque nos pareceu mais apta que qualquer outra para fazer compreender a natureza religiosa do homem, ou seja, a nos revelar um aspecto essencial e permanente da humanidade\u201d (1989, p. 29)
Émile Durkheim (1858-1917)
Nestas religiões primitivas tudo está reduzido ao indispensável, àquilo sem o qual não poderia haver religião. Mas o indispensável é também o essencial, ou seja, aquilo que importa conhecermos antes de tudo.
Os primeiros sistemas de representação que o homem produziu do mundo e de si mesmo são de origem religiosa.
A conclusão da obra é que a religião é coisa eminentemente social. As representações religiosas são representações coletivas que exprimem realidades coletivas; os ritos são maneiras de agir que surgem unicamente no seio dos grupos reunidos e que se destinam a suscitar, a manter, ou a refazer certos estados mentais desses grupos.
Émile Durkheim (1858-1917)
A noção do tempo. As divisões em dias, semanas, meses, anos etc., correspondem à periodicidade dos ritos, das festas, das cerimônias públicas.
A noção de espaço. Como todos os homens de uma mesma civilização possuem uma mesma representação do espaço, é necessário que esses valores afetivos e as distinções que eles dependem seja igualmente comuns, o que implica, quase necessariamente, que são de origem social. A organização social serviu de modelo para a organização espacial.
As categorias são representações essencialmente coletivas, elas traduzem antes de tudo estados da coletividade; dependem da maneira pela qual essa é constituída e organizada, das suas instituições religiosas, moras, econômicas etc.
Émile Durkheim (1858-1917)
As representações coletivas são o produto de uma imensa cooperação que se estende não apenas no espaço, mas no tempo; para produzi-las, uma multidão de espíritos diversos associaram, misturaram, combinaram suas ideias e seus sentimentos; longas séries de gerações acumularam aí a sua experiência e o seu saber.
Émile Durkheim (1858-1917)
DEFINIÇÃO DO FENÔMENO RELIGIOSO E DA RELIGIÃO
Émile Durkheim (1858-1917)
Religião e a noção de sobrenatural
Aparece tardiamente na história das religiões.
Totalmente estranha aos povos que chamamos de primitivos, mas também a todos aqueles que não atingiram certo grau de cultura intelectual.
Não há nada de irracional o especialmente misterioso, aos olhos primitivos, em seus ritos, tais como o da fertilidade do solo e dos animais.
Ideia de sobrenatural é recente e pressupõe o sentimento de que existe uma ordem natural das coisas.
Émile Durkheim (1858-1917)
Religião e a noção de sobrenatural
O milagre.
As concepções religiosas têm por objeto exprimir e explicar, não o que existe de excepcional e de anormal nas coisas, mas, ao contrário, o que elas têm de constante e de regular.
Desde as religiões mais simples que conhecemos, elas tiveram como tarefa essencial manter, de maneira positiva, o curso normal da vida.
Émile Durkheim (1858-1917)
Religião e a ideia de divindade
Existem grandes religiões nas quais a ideia de deuses e de espíritos está ausente ou desempenha papel secundário e obscuro. Ex.: Budismo.
Inicialmente o que há é um grande número de proibições e ritos.
A religião ultrapassa a ideia de deuses ou de espíritos