TEORIA GERAL DOS CONTRATOS
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TEORIA GERAL DOS CONTRATOS


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de Direito Civil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
6- CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS 
6.1- QUANTO À FORMA: 
6.1.1- CONTRATOS PARITÁRIOS: 
\uf0b7 Regulados pelo Direito Civil, são aqueles em que as partes discutem livremente 
as condições, porque se encontram em situação de igualdade. 
6.1.2- CONTRATOS DE ADESÃO: 
\uf0b7 Regulados pelo CDC, são contratos cuja polarização se dá entre consumidor e 
fornecedor. 
\uf0b7 Arts. 2º e 3º do CDC. 
\uf0b7 Contrato de adesão é aquele em que as cláusulas são previamente estipuladas por 
um dos contraentes, de modo que o outro não tem o poder de debater as 
condições, nem introduzir modificações no esquema proposto; ou aceita tudo em 
bloco ou recusa tudo por inteiro (\u2018é pegar, ou largar\u2019). 
\uf0b7 Ex.: contrato de seguro, de consórcio, de transporte... 
6.2- QUANTO AO MOMENTO DE APERFEIÇOAMENTO DO CONTRATO 
6.2.1- CONTRATOS CONSENSUAIS: 
\u2022 Aperfeiçoados pela declaração de vontade, não depende da entrega imediata da 
coisa. 
\u2022 Ex.: art. 482 \u2013 compra e venda de bem imóvel. 
6.2.2- CONTRATOS REAIS: 
\u2022 Precisam da efetiva entrega da coisa no momento da celebração do contrato. 
\u2022 Ex.: art. 579 \u2013 contrato comodato. 
\u2022 A efetiva entrega do objeto não é fase executória, porém, requisito da própria 
constituição do ato. 
 
6.3- QUANTO À MANEIRA DE APERFEIÇOAMENTO DO CONTRATO 
6.3.1- CONTRATOS SOLENES: 
\u2022 Art. 108 do CC. 
\u2022 São os contratos que devem obedecer à forma prescrita em lei para se 
aperfeiçoar. Quando a forma é exigida como condição de validade do negócio, 
este é solene e a formalidade constitui a substância do ato \u2013 art. 109 \u2013 (escritura 
pública na alienação de imóveis, pacto antenupcial, testamento público etc.). 
\u2022 Não observada a forma, o contrato é nulo (CC, art. 166, IV). 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
6.3.2- CONTRATOS NÃO-SOLENES: 
\u2022 São os de forma livre, basta o consentimento para a sua formação. 
\u2022 Art. 107 do CC. 
\u2022 Têm as partes permissão para estipular que determinado contrato só poderá ser 
celebrado por instrumento público. Neste caso, este será da \u201csubstância do ato\u201d 
(CC, art. 109). E o contrato que em princípio era não-solene, passa a ser solene. 
 
6.4- QUANTO À TIPICIDADE 
6.4.1- CONTRATOS TÍPICOS: 
\u2022 São os regulados pela lei, os que têm seu perfil nela traçado. 
\u2022 Ex.: contrato de locação. 
6.4.2- CONTRATOS ATÍPICOS: 
\u2022 São os que resultam de um acordo de vontades, não tendo, porém, as suas 
características e requisitos definidos e regulados na lei. P ara que sejam válidos 
basta o consenso, que as partes sejam livres e capazes e o seu objeto lícito, 
possível, determinado ou determinável e suscetível de apreciação econômica. 
\u2022 Art. 425 do CC. 
6.5- QUANTO À PRESENÇA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
6.5.1- CONTRATOS DE DIREITO PÚBLICO: 
\u2022 A administração pública figura em um dos polos. São regidos pelas normas de 
direito público e, subsidiariamente, por normas de direito privado, no que não 
lhe for incompatível. 
\u2022 Ex.: licitações 
\u2022 OBS: financiamentos feitos pela CAIXA são de direito privado. 
6.5.2- CONTRATOS DE DIREITO PRIVADO: 
\u2022 Firmado entre particulares e regidos pelas normas de direito privado. Podem ser 
de direito comum, mercante ou de consumo. 
6.6- QUANTO À RECIPROCIDADE 
6.6.1- CONTRATOS UNILATERAIS: 
\u2022 São os contratos que criam obrigações unicamente para uma das partes. 
\u2022 Ex.: o mútuo, o comodato, o depósito, a doação pura, o mandato, a fiança. 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
6.6.2- CONTRATOS BILATERAIS: 
\u2022 São os contratos que geram obrigações para ambos os contratantes. 
\u2022 São também chamados de sinalagmáticos, pois as obrigações são recíprocas. 
\u2022 Para caracterizar a bilateralidade, não é necessário que essas prestações sejam 
equivalentes, segundo um critério objetivo: \u201cbasta que cada parte veja na 
prestação da outra uma compensação suficiente à sua própria prestação\u201d. 
6.6.3- CONTRATOS PLURILATERAIS: 
\u2022 São os contratos que contêm mais de duas partes 
\u2022 Há direitos e deveres recíprocos entre as partes. 
\u2022 Ex.: contratos de sociedade, contratos de consórcio. 
 
6.6.4- CONTRATOS BILATERAIS IMPERFEITOS: 
\u2022 São contratos unilaterais, que por circunstância acidental, ocorrida no curso da 
execução, gera alguma obrigação para o contratante que não se comprometera. 
\u2022 Ex.: o depósito e o comodato \uf0e0 surgir para o depositante e o comodante, no 
decorrer da execução, a obrigação de indenizar certas despesas realizadas pelo 
comodatário e pelo depositário. 
6.7- QUANTO ÀS VANTAGENS PATRIMONIAIS DAS PARTES 
6.7.1- CONTRATOS GRATUITOS OU BENÉFICOS: 
\u2022 Há vantagem ou benefício a uma das partes. Há uma prestação sem que haja 
uma contraprestação a ela correlata e proporcional. 
\u2022 Ex.: comodato, doação pura. 
6.7.2- CONTRATOS ONEROSOS: 
\u2022 Há vantagens e sacrifícios patrimoniais para ambas as partes. 
\u2022 Nos contratos onerosos ambos os contraentes obtêm proveito, ao qual, porém, 
corresponde um sacrifício. Eles impõem ônus e, ao mesmo tempo, acarretam 
vantagens a ambas as partes, ou seja, sacrifícios e benefícios recíprocos. 
\u2022 Ex.: troca, compra e venda. 
 
 
 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
6.8- QUANTO À DETERMINAÇÃO DO OBJETO CONTRATUAL 
6.8.1- CONTRATOS COMUTATIVOS: 
\u2022 As partes sabem com exatidão suas prestações e contraprestações. O objeto é 
determinado. 
6.8.2- CONTRATOS ALEATÓRIOS: 
\u2022 Há a presença do risco, que pode recair na própria existência da coisa (contrato 
de esperança), quanto na quantidade da coisa (contrato de coisa esperada). O 
objeto é determinável. 
\u2022 Caracteriza-se, ao contrário do comutativo, pela incerteza, para as duas partes, 
sobre as vantagens e sacrifícios que dele podem advir. É que a perda ou lucro 
dependem de um fato futuro e imprevisível. 
\u2022 Ex.: contrato de seguro, compra antecipada de safra. 
6.9- QUANTO ÀS RELAÇÕES INTERCONTRATUAIS 
6.9.1- CONTRATOS PRINCIPAIS: 
\u2022 São os que têm existência própria, autônoma e não dependem, pois, de qualquer 
outro. 
\u2022 Ex.: compra e venda, locação. 
6.9.2- CONTRATOS ACESSÓRIOS: 
\u2022 São aqueles que guardam uma relação de dependência com outro contrato, 
existindo em função dele (Princípio da Gravitação Jurídica). 
\u2022 Ex.: contrato de fiança, promessa de compra e venda. 
6.9.3- CONTRATOS COLIGADOS: 
\u2022 Contratos principais por natureza, mas que, por vontade das partes estão unidos 
por um nexo funcional. 
\u2022 Ex.: compra e venda de 2 terrenos para um único fim. 
6.10- QUANTO AO MOMENTO DE SEU CUMPRIMENTO 
6.10.1- CONTRATOS DE EXECUÇÃO IMEDIATA: 
\u2022 São os que se consumam num só ato, sendo cumpridos imediatamente após a 
celebração. Cumprida, a obrigação, exaurem-se. A solução se efetua de uma vez 
só e por prestação única, tendo por efeito a extinção cabal da obrigação. 
\u2022 Ex.: compra e venda à vista. 
 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
6.10.2- CONTRATOS DE EXECUÇÃO DIFERIDA: 
\u2022 São contratos a termo, que deverão ser adimplidos em sua totalidade na data do 
vencimento ajustado. 
6.10.3- CONTRATOS DE EXECUÇÃO CONTINUADA: 
\u2022 Aqueles cuja execução se dará de