TEORIA GERAL DOS CONTRATOS
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TEORIA GERAL DOS CONTRATOS


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1º Entendimento: 
\uf098 Enunciado 174 da Jornada de Direito Civil (Gustavo Tependino, Marcos Jorge 
Catalan, Leonardo Bessa): 
o Bem Móvel: 30 dias, que começa a contar a partir da ciência do vício, 
dentro de um prazo de 180 dias. 
o Bem Imóvel: 1 ano, que começa a contar a partir da ciência do vício, 
dentro de um prazo de 1 ano. 
o OBS: não se aplica redução relativa à posse prévia. 
\uf098 9.5.3.2- 2° Entendimento: Caio Mário da Silva Pereira 
o Bem Móvel: 30 dias, que começa a contar a partir da ciência do vício, 
dentro de um prazo de 180 dias. 
o Bem Imóvel: 1 ano, que começa a contar da ciência do vício, dentro de 
um prazo de 1 ano. 
o OBS: se aplica a redução relativa à posse prévia. 
\uf098 9.5.3.3- 3º Entendimento: Flávio Tartuce, Maria Helena Diniz (majoritária) 
o Bem Móvel: 180 dias, que começa a contar a partir da ciência do vício. 
o Bem Imóvel: 1 ano, que começa a contar a partir da ciência do vício. 
o OBS: não se aplica a redução relativa à posse prévia. 
 
 
 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
9.5.4- SE O VÍCIO FOR ENCONTRADO EM ANIMAIS: 
\uf098 Art. 445, § 2º. 
\uf098 4.1- De acordo com o estabelecido em lei especial; 
\uf098 4.2- Na falta de lei especial, pelos usos locais; 
\uf098 4.3- Na ausência de lei especial e uso local, utilizam-se as normas do art. 445. 
9.5.5- SE OUVER CLÁUSULA DE GARANTIA: 
\uf098 Art. 446 CC. 
\uf098 Não existe necessidade de propositura de ação, uma vez que existe garantia. No 
entanto, o adquirente deve denunciar o defeito em 30 dias do respectivo 
descobrimento sob pena de perder i direito à garantia. 
9.5.6- OBSERVAÇÕES GERAIS: 
\uf098 Todos os prazos são decadenciais; 
\uf098 Se o alienante sabia do defeito, o adquirente também terá direito à indenização 
por perdas e danos- art. 443 CC. 
\uf098 Art. 206, § 3º, V: o prazo para ajuizar a ação por perdas e danos é prescricional 
(3 anos). 
\uf098 Vício Redibitórios no CDC: 
o Qual o prazo para redibição de bens imóveis de acordo com o CDC? 
Pode ser aplicado o prazo de 1 ano do CC na relação de consumo? 
\u2022 Prazo: 180 dias- art. 18, §§ 1° e 2º CDC; 
\u2022 1º entendimento: Não. Lei especial prevalece sobre lei geral, na 
relação de consumo aplica-se o CDC. 
\u2022 2º entendimento: Sim. Aplica-se o princípio da norma jurídica 
mais benéfica ao hipossuficiente. 
10- DA EVICÇÃO 
10.1- CONCEITO 
\uf098 Evicção é a perda da coisa em virtude de sentença judicial, que a atribui a 
outrem por causa jurídica preexistente ao contrato. 
\uf098 Todo alienante é obrigado não só a entregar ao adquirente a coisa alienada como 
também a garantir-lhe o uso e gozo. Dá-se a evicção quando o adquirente vem a 
perder, total ou parcialmente, a coisa por sentença fundada em motivo jurídico 
anterior. 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
\uf098 Será o alienante, pois, obrigado a resguardar o adquirente dos riscos pela perda 
da coisa para terceiro, por força de decisão judicial em que fique reconhecido 
que aquele não era o legítimo titular do direito que convencionou transmitir. 
10.2- SUJEITOS 
\uf098 o alienante, que responde pelos riscos da evicção; 
\uf098 o evicto, que é o adquirente vencido na demanda movida por terceiro; e 
\uf098 o evictor, que é o terceiro reivindicante e vencedor da ação. 
10.3- REQUISITOS 
\uf098 Onerosidade da aquisição; 
\uf098 Perda total ou parcial da propriedade, posse ou uso da coisa alienada; 
\uf098 Ignorância, pelo adquirente, da litigiosidade da coisa (Art. 457); 
\uf098 Anterioridade do direito do evictor \u2014 o alienante só responde pela perda 
decorrente de causa já existente ao tempo da alienação. Se lhe é posterior, 
nenhuma responsabilidade lhe cabe. 
\uf098 Sentença judicial reconhecendo a evicção; apreensão policial de coisa furtada 
ou roubada em momento anterior à aquisição ou pela privação da coisa por ato 
inequívoco de qualquer autoridade. 
10.4- DENUNCIAÇÃO DA LIDE AO ALIENANTE 
\uf098 Art. 456 do CC e art. 70, I do CPC. 
\uf098 Carlos Roberto Gonçalves considera a denunciação da lide requisito para a 
ocorrência da evicção, porém o tema não é pacífico. 
\uf098 \u201csomente após a ação do terceiro contra o adquirente é que este poderá agir 
contra aquele. Dispõe o art. 456 do Código Civil que, \u2018para poder exercitar o 
direito que da evicção lhe resulta, o adquirente notificará do litígio o alienante 
imediato, ou qualquer dos anteriores, quando e como lhe determinarem as leis 
do processo\u2019. Faz-se a notificação por meio da denunciação da lide (CPC, art. 
70, I) para que o alienante venha coadjuvar o réu-denunciante na defesa do 
direito (CC, art. 456, parágrafo único).\u201d 
\uf098 Existe ainda o entendimento jurisprudencial entendendo que a denunciação não 
é obrigatória, sendo somente necessária para a restituição ao evicto pelo 
alienante seja feita no mesmo processo. Assim, se o evicto não fizer a 
denunciação, poderá ser indenizado através de ação própria. 
10.5- CONSEQUÊNCIAS 
\uf098 Restituição integral do preço. 
\uf098 Indenização dos frutos que tiver que restituir. 
\uf098 Despesas do contrato. 
\uf098 Custas processuais e honorários advocatícios. 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
\uf098 Indenização dos prejuízos que resultem diretamente da evicção. 
\uf098 OBS: Se houver deterioração da coisa aplicam-se os arts. 451 e 452 do CC. 
10.6- RENÚNCIA DA GARANTIA DA EVICÇÃO 
\uf098 A garantia da evicção pode ser renunciada. Contudo, a eficácia da cláusula que 
exclui a evicção varia conforme o adquirente tenha ou não real conhecimento do 
risco da evicção (art. 449). Se o adquirente tinha conhecimento dos riscos da 
evicção e concordou com a cláusula exonerando a responsabilidade (cláusula de 
irresponsabilidade pela evicção ou cláusula non praestendo evictione) deve 
suportar os riscos (art. 457). 
 
11- DO CONTRATO PRELIMINAR (arts. 462- 466) 
11.1- CONCEITO 
\uf098 É um contrato provisório, preparatório, no qual prometem complementar o 
ajuste, celebrando o definitivo. Tem por objeto a celebração de um contrato 
definitivo. 
\uf098 Os contraentes ao celebrar um contrato preliminar não visam modificar 
efetivamente sua situação, mas, apenas criar a obrigação de um futuro contrato 
definitivo. 
\uf098 Os requisitos objetivos e subjetivos para a formação de um contrato preliminar 
são os mesmos dos contratos de forma geral (art. 104 CC). 
11.2- PARTICULARIDADES 
1- As formalidades exigidas para o contrato definitivo não precisam ser seguidas (art. 
462). 
2- Cláusula de arrependimento é possível, com ou sem previsão de multa (art. 463). 
3- Registro no Cartório ( art. 463, parágrafo único; Enunciado 30 da I Jornada de 
Direito Civil). 
 
12- DA EXTINÇÃO DO CONTRATO 
12.1- MODO NORMAL DE EXTINÇÃO 
\uf098 A extinção dá-se, em regra, pela execução, seja ela instantânea, diferida ou 
continuada. O cumprimento da prestação libera o devedor e satisfaz o credor. 
Este é o meio normal de extinção do contrato. 
\uf098 Comprova-se o pagamento pela quitação fornecida pelo credor, observados os 
requisitos exigidos no art. 320 do Código Civil. 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro, volume 3 : contratos e atos 
unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. \u2013 11. ed. \u2013 São Paulo : Saraiva, 2014. 
12.2- EXTINÇÃO DO CONTRATO SEM CUMPRIMENTO 
 
12.3- CAUSAS ANTERIORES OU CONTEMPORÂNEAS À FORMAÇÃO DO 
CONTRATO 
12.3.1- NULIDADE ABSOLUTA: 
\uf098 Decorre de ausência de elemento essencial do ato, com transgressão a preceito 
de ordem pública, impedindo que o contrato produza efeitos