Apostila Hidráulica
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Apostila Hidráulica


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pistão se movimenta empurrando o carretel e abrindo a passagem através da válvula.
Se a pressão cai abaixo de 56 kgf/cm2 a válvula fecha. O pistão onde a pressão da pilotagem interna atua tem a 
área menor do que a do carretel. A relação de áreas geralmente é de 8:1. Com o piloto externo conectado à linha 
do motor, uma pressão de apenas 6,8 kgf/cm2 é necessária para abrir a válvula, desde que atue na parte superior 
do carretel com área oito vezes maior que a do pistão. Com a válvula ajustada para 56 kgf/cm2, a válvula irá abrir 
quando a linha de pressão da entrada do motor chegar a 7 kgf/cm2.
A pressão na entrada do motor será necessária apenas para girar a carga. Se a carga tender a girar sem controle, 
a pressão na entrada do motor cai. A válvula fecha e não reabre até que uma contrapressão de 56 kgf/cm2 seja 
gerada.
199 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.
Jacareí, SP - Brasil
Tecnologia hidráulica industrial
Circuitos hidráulicos básicos
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Informações técnicas
14. Válvula de retenção pilotada
Uma válvula de retenção pilotada possibilita fluxo livre da via de entrada para a de saída, exatamente como uma 
válvula de retenção comum. O fluxo de fluido, ao passar através da válvula, da saída para a entrada, irá forçar o 
assento contra sua sede. O fluxo através da válvula é então bloqueado.
Quando houver pressão suficiente na linha de pilotagem, o pistão é deslocado e retira o assento de sua sede. O 
fluxo pode passar através da válvula, da saída para a entrada, até quando houver pressão suficiente de pilotagem. 
Com uma válvula de retenção pilotada bloqueando o fluxo que sai do cilindro na "linha B", a carga ficará suspensa 
até quando não houver pressão na "linha A".
A válvula de retenção permanecerá aberta enquanto a pressão na "linha A" estiver presente. Para suspender a 
carga, o fluxo pode facilmente passar através da válvula, uma vez que esta é a direção de fluxo livre da válvula.
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Notas
200 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.
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Circuitos hidráulicos básicos
Manual de unidades hidráulicas
1. Medidas de segurança a serem
 obedecidas
2. Instalação, manutenção e inspeção
3. Sintomas do defeito, provável causa
 e contramedidas
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Manual de unidades hidráulicas
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Informações técnicas
202 Parker Hannifin Ind. Com. Ltda.
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1. Medidas de segurança a serem 
obedecidas
Este manual contém descrições de instalação e 
manutenção da unidade hidráulica fabricada pela Parker 
Hannifin. Qualquer informação adicional pode ser 
obtida da Parker, tendo como referência as informações 
contidas na etiqueta existente no reservatório da 
unidade hidráulica.
1.1. Itens perigosos:
\u2022	Não	fumar	próximo	ao	sistema	hidráulico;
\u2022	Não	lavar	a	unidade	hidráulica	com	jatos	d\u2019água;
\u2022	Não	realizar	nenhuma	manutenção	no	sistema	com	a
	 parte	elétrica	ligada;
\u2022	Não	aproximar	chamas	ou	objetos	quentes	dos
 componentes hidráulicos.
1.2. Itens a serem obedecidos:
1.2.1. Bombas
\u2022	Não	partir	a	bomba	com	regulagem	de	pressão
	 na	máxima;
\u2022	Escorvar	(encher	a	bomba	de	óleo)	na	primeira	partida;
\u2022	Partir	o	motor	elétrico	intermitente	na	primeira	partida,
 até retirar todo ar do sistema. A primeira partida do
	 motor	elétrico	não	pode	ser	contínua;
\u2022	Evitar	qualquer	obstrução	da	bomba	na	tubulação	
 de sucção.
1.2.2. Filtro
\u2022	Checar	visualmente	e	freqüentemente	o	nível	de
 saturação do elemento.
1.2.3. Off line \u2013 filtro portátil 
(Guardian)
\u2022	Verificar	periodicamente	a	pressão	na	entrada	do	filtro
 para checar o limite de ruptura no elemento filtrante.
1.2.4. Filtro de ar \u2013 modelo Triceptor
\u2022	Garantir	a	pureza	do	ar,	filtrando	partículas	acima
	 de	3	\u3bcm	absoluto;		
\u2022	Possuir	incorporado	sílica	gel	para	absorção
 da umidade do ar, evitando a entrada de água
 no reservatório e garantindo a durabilidade dos
 componentes.
1.2.5. Trocador de calor
\u2022	Promover	periodicamente	uma	limpeza	nos	tubos
	 aletados	(varetamento)	e	testes	hidrostáticos	com	ar
 comprimido para constatação de possíveis
	 vazamentos	entre	água	e	óleo.
1.2.6. Manifold
\u2022	Manutenção	do	óleo	limpo	no	grau	de	pureza
 conforme ISO 17/15/12.
2. Instalação, manutenção e inspeção
2.1. Localização
O local adequado de instalação e funcionamento 
da unidade hidráulica contribui para a sua operação 
normal. Sempre que possível, deve ser instalada em 
local	coberto,	arejado,	limpo,	seco,	num	ambiente	com	
o	mínimo	de	impurezas	suspensas	no	ar	e	afastado	
de	irradiação	de	calor.	Com	isso,	a	unidade	hidráulica	
tem uma boa troca de calor com o ambiente e pouca 
possibilidade de contaminação do reservatório através 
do	filtro	de	ar	(respiro	do	reservatório).	As	tampas	do	
reservatório devem estar bem vedadas e os filtros 
de ar bem fixos. Se a unidade hidráulica for trabalhar 
num ambiente agressivo, essas condições devem 
ser	evidenciadas	durante	o	projeto	para	avaliar	a	
necessidade de instalação de trocadores de calor, 
sistema de abastecimento de óleo através de filtros 
absolutos,	filtro	de	ar	de	maior	vazão,	reservatórios	de	
maior dimensão para proporcionar uma melhor troca de 
calor com o ambiente, pintura apropriada, etc.
2.2. Limpeza
Os equipamentos hidráulicos trabalham com 
elevadas pressões, velocidades consideráveis e alta 
sensibilidade.	Necessitam,	portanto,	de	inspeção	
contínua do desempenho e do estado de conservação, 
além	de	ser	obrigatória	a	limpeza.	A	limpeza	do	local	
de instalação do sistema hidráulico é fundamental para 
um	bom	funcionamento.	Isso	reduz	a	possibilidade	
de	contaminação	ambiental,	eliminando	as	impurezas	
que	penetrariam	no	sistema	hidráulico.	Como	parte	
integrante,	a	limpeza	deve	ser	estendida	e	praticada	
nas oficinas, áreas de montagem, manutenção e testes. 
Estas áreas devem estar bem separadas dos locais 
cujas	atividades	envolvam	serviços	de	soldagem,	
pintura e ambientes com acúmulo de poeira, água, 
vapor, etc.
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Portanto, para garantir uma boa instalação, inspeção e 
manutenção, é necessário dar uma atenção especial à 
limpeza	do	equipamento	e	da	área	onde	será	efetuada	
a instalação. Todos os componentes devem estar 
protegidos e isolados, e deverá ser mantida essa 
condição até o momento da montagem final. 
Qualquer	impureza	que	venha	a	contaminar	o	circuito	
hidráulico	resultará	em	desarranjos	prejudiciais.
2.3. Montagem e interligação
A tubulação deve ser bem encaminhada e ter boa 
localização,	para	facilitar	o	acesso	aos	pontos	de	
regulagem e controle, bem como facilitar a manutenção 
e	evitar	acidentes.	A	interligação	é	feita	utilizando-se	
tubos de aço sem costura, mangueiras de alta pressão 
e	conexões,	com	dimensionamento	compatível	à	vazão	
e	pressão	do	sistema	hidráulico.	Numa	instalação	
convencional,	costuma-se	utilizar	tubos	e	conexões	
com anilha progressiva tipo PARKER EO até 38 
mm de diâmetro externo. A partir dessa medida é 
recomendado	o	uso	de	tubos,	conexões	forjadas	e	
flanges para solda.
Na	montagem,	a	tubulação	não	pode	estar	tencionada.	
Deve-se	evitar	também	a	utilização	de	cotovelos	e	
curvas bruscas ao longo da tubulação. 
Para	tubulações	longas,	é	recomendada	a	utilização	
de braçadeiras de material plástico como suporte 
(clamping).	Deve	ser	dada	atenção	especial	à	limpeza	
interna	da	tubulação	para	que	sejam	removidos	todos	
os indícios de contaminantes, como os cavacos 
formados	após	operação	de	corte	de	tubos.	Numa	
eventual oxidação interna, o tubo deve ser decapado e 
lavado	com	querosene.	No	caso	de	tubulação	soldada	
ou curvada a quente, a tubulação deverá ser decapada, 
neutralizada