diagnosticopsicopedagogico 140501140434 phpapp02
119 pág.

diagnosticopsicopedagogico 140501140434 phpapp02


DisciplinaDiagnóstico e Intervenção em Psicolo43 materiais171 seguidores
Pré-visualização30 páginas
Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
32114257 
 46 
1. Escritas silábicas escritas sem predomínio do valor sonoro convencional: a 
relação entre quantidade de gráficos e sílabas é sistemática, ainda que não haja quase 
valor sonoro convencional nas letras utilizadas. 
Em alguns casos de exigência de quantidade se subordina inteiramente a 
hipóteses silábicas, e pode assinalar-se uma só grafia para um monossílabo. Em outros 
casos o monossílabo é o único afetado pela exigência de quantidade. Exemplos: 
 
 
 
2. Escritas silábicas com predomínio do valor sonoro convencional: o que 
diferencia do grupo anterior é o predomínio do valor sonoro convencional. Exemplos: 
 
 
 
 
 
 
3. NÍVEL SILÁBICO ALFABÉTICO 
Escritas silábico-alfabéticas 
Neste nível coexistem duas formas de fazer corresponder sons e grafias: a 
silábica e a alfabética. 
Há sistematização no sentido de que cada grafia corresponde a um som: existe 
a possibilidade de alguma falha excepcional, mas o critério de quantidade mínima \u2013 que 
afeta marcadamente as produções do nível silábico \u2013 é aqui compensado pela análise 
fonética, que permite agregar letras sem afetar a correspondência sonora. 
Algumas grafias representam sílabas e outras fonemas. Porém não se trata de 
escritas como omissões, senão com construções com dois tipos de correspondências, 
organizadas pela superação do nível silábico e a preparação para o nível seguinte que 
exige sistematização alfabética. 
Longe de construir um quadro patológico, representa o passo intermediário 
entre os dois sistemas de escrita. 
1. Escrita silábico-alfabética sem predomínio de valores sonoros 
convencionais: maior número de letras representando o valor sonoro convencional das 
letras. Exemplos: 
 
 
 
2. Escrita silábico-alfabética com predomínio do valor sonoro convencional: 
maior número de letras representando o valor sonoro convencional. Exemplos: 
 
E P U 
Ce bo la 
P E 
Pi nha 
P E B O I O 
O ga to co me pão 
A O 
Ga to 
B O E A 
Bor bo le ta 
A A O 
Ca va lo 
O A O E E E E 
O ga to be be lei te 
O T G O 
G a t o 
B B A E T E 
Bor bo l e t a 
C S A 
Ca s a 
B O O E T A 
Bor b o le t a 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
32114257 
 47 
4. NÍVEL ALFABÉTICO 
Este nível deixa de lado a hipótese silábica na construção da escrita, e permite 
a formação de correspondência fonemas e grafemas, o que não exclui erros ocasionais. 
Este nível corresponde a etapa alfabética da evolução da escrita universal. 
Escritas Alfabéticas 
1. Escrita alfabética sem predomínio do valor sonoro convencional: ainda que 
pareça estranho, há crianças que atribuem qualquer fonema a qualquer letra; e muito 
embora a análise de sua produção possa parecer primitiva, ela se encontre no nível mais 
alto da construção. Exemplos: 
 
 
 
2. Escritas alfabéticas com alguma falha na utilização do valor sonoro 
convencional: são escritas fáceis de interpretar por que além de possuírem a 
correspondência entre letras e fonemas, há predominância de valores sonoros 
convencionais. 
Às vezes se usam letras não pertinentes por desconhecimento da letra 
convencionada por um fonema particular. 
Não se trata de falha ortográfica. Exemplo: 
 
 
 
3. Escritas alfabéticas com valor sonoro convencional: são aquelas que 
correspondem inteiramente ao nosso sistema de escrita, ainda que a ortografia não seja 
totalmente convencional. Exemplos: 
 
 
 
Na prática educacional, para fins de avaliação inicial do nível de aquisição de 
escrita, basta analisar as produções das crianças tendo como referencial os quatro 
níveis. 
As subdivisões são necessárias como conhecimento, para provocar 
desequilíbrios adequados na estimulação e para avaliação do processo da criança após 
esta estimulação. Necessário ressaltar que nem todas as crianças evidenciam em sua 
produção escrita a passagem por todos os níveis de aquisição da escrita. 
Após sua pesquisa com crianças de 1ª série no México, Ferreiro afirma que 
nas escritas silábicas aparece uma discrepância significativa entre o diagnóstico do 
professor e o diagnóstico psicogenético. Tais crianças são muitas vezes considerados 
casos patológicos, de \u201comissão\u201d da escrita. Ferreiro considera de suma importância fazer 
os professores conhecer este momento evolutivo, que constitui um crescimento e não um 
desvio patológico. Esta sua preocupação existe como um caráter preventivo dos 
transtornos de aprendizagem. Outra medida preventiva sugerida por Ferreiro é o 
O O O O O 
P i n h a 
E E E E E E 
C e b o l a 
T A G A M A T O 
P a g a me n t o 
C H I L O 
C h i l e 
B O R B O L E T A 
Borboleta 
S A U 
S a l 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
32114257 
 48 
prolongamento do tempo real de aprendizagem, já que a maioria da população 
pesquisada chega a 1ª série com um nível inicial considerado silábico ou pré-silábico. 
Emilia Ferreiro nos apresenta uma criança que pensa, participa, constrói sua 
aprendizagem, no lugar daquela criança que tem que aprender a lógica do adulto e é 
preparada para isso a nível de percepção, discriminações e coordenações, mas não a 
nível de compreensão do objeto que vai aprender. 
\u201cNos últimos anos, perdemos de vista o aprendiz, estávamos tão preocupados 
com a mão, o olho, os ouvidos que esquecemos que no comando há sempre um ser 
pensante\u201d. (Weiss \u2013 1985, pg. 116). 
 
Reprodução da apostila: 
BARBOSA, L. M. \u2013 A Evolução da Escrita da Humanidade e o Processo de 
Aquisição da Linguagem Escrita Realizado pela Criança. Campinas \u2013 SP. Documento 
não publicado. 
 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
32114257 
 49 
PROVA DO REALISMO NOMINAL 
 
a) Níveis 
1. Total desconhecimento das correspondências entre letras e sílabas com um 
número arbitrário de letras. 
2. Tentativa de Correspondência entre letra e sílaba, com um número arbitrário 
de letras. 
3. Capacidade de antecipar uma representação silábica. Elaboração de 
hipóteses silábicas. 
 
b) Interpretação da escrita antes da leitura convencional 
1. Quantidade suficiente de caracteres. 
\ufffd Esta prova tem por objetivo conhecer o nível de conceituação das crianças 
sobre qual a quantidade de caracteres escritos deve possuir a palavra para ser lida. 
\ufffd Todos servem para ler, uns servem e outros não, não descrimina letras e 
números. 
\ufffd Poucas letras não servem para ler, dependendo do contexto uma letra 
serve ou não. 
\ufffd Diferenciação entre letras e números. É possível ser lido independente de 
ser uma palavra de poucos caracteres. Precisa haver uma variedade de caracteres para 
ser lido. 
 
2. Momentos da relação entre números e letras. 
\ufffd Confundem-se números e letras. 
\ufffd Distinção da função: números servem para contar e letras para ler. 
\ufffd Conflito: número serve ou pode ser lido apesar de não ser letra. 
\ufffd Em todas as línguas os números são lidos ideograficamente. 
 
3. Características que deve possuir o texto para ser lido: 
\ufffd Somente as folhas com desenhos podem ser lidas. 
\ufffd É necessário haver tanto o desenho quanto a escrita. 
\ufffd Somente as folhas com escrita podem ser lidas. 
 
4. Distinção entre letras e sinais gráficos 
\ufffd Os sinais de pontuação são