diagnosticopsicopedagogico 140501140434 phpapp02
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DisciplinaDiagnóstico e Intervenção em Psicolo43 materiais171 seguidores
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Pedagoga (UCS/RS), 
Alfabetizadora (UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos 
salete_anderle@hotmail.com fone 54 32114257 
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MATRIZ DIAGNÓSTICA 
 
O diagnóstico do aprendizado ou psicopedagógico se diferencia dos 
psicodiagnósticos em geral e ao da criança em particular, a partir das 
particularidades do objeto de estudo e se conjuga na matriz do pensamento e 
processos diagnósticos. 
O objeto de estudo adota distintos estados: normais e patológicos, 
para serem reconhecidos contam com a matriz do pensamento diagnóstico 
(instrumento conceitual, que embasa a ação e apresenta os estados do objeto 
sem que o mesmo perca a unicidade) apresentada pela epistemologia 
convergente apóia-se em princípios interacionistas, construtivistas e 
estruturalistas. A matriz está organizada em três partes: diagnóstico 
propriamente dito, prognóstico e indicações. 
 
\ufffd Diagnóstico 
Refere-se a caracterização do sujeito e do meio onde se manifesta o 
sintoma no momento do diagnóstico, fundado no pressuposto que o sintoma é 
o emergente da interação do subsistema, personalidade como o sistema social 
e seus mediadores. Análise do contexto em que se desenvolve o processo de 
aprendizagem; leitura de sintomas que emergem na interação social voltada 
para o sujeito que aprende; explicação de causas que coexistem 
temporalmente com o sistema; explicação da origem desta causa; análise do 
distanciamento do fenômeno em relação aos parâmetros considerados 
aceitáveis. 
Podem ser observados aspectos como: as características da 
instituição educacional (aprendizagem sistemática), comunidade 
(aprendizagem assistemática), como as condutas exigidas que ajudam na 
manifestação ou não das dificuldades em um outro campo. 
Dentro da caracterização interessa: sexo, idade, meio cultural..., que 
permitem a compreensão de se a conduta é ou não sintomática. 
 
\ufffd Prognóstico 
Levantamento de hipóteses sobre a configuração futura do fenômeno 
atual, na presença e na ausência dos processos corretores. 
Terapia no campo do aprendizado sistemático (alexia, dislexia, 
TDAH...), e assistemático (sem nomenclatura) podem ou não ser 
acompanhados de sintomas, expectativas. 
 
\ufffd Indicações 
Indicações gerais que incluem outras disciplinas, assim como 
indicações específicas, inerentes a atuação psicopedagógica. 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), 
Alfabetizadora (UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos 
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Análise das causas internas do sujeito contemporâneas ao sintoma e 
suas interações são de extrema relevância para a orientação, também, das 
indicações e recomendações. 
As causas que podem provocar o aparecimento de sintomas são 
três: 
1. A afetividade (predomina os oponentes energéticos da 
aprendizagem) 
2. As funcionais 
3. O estágio de pensamento (cognitivo) 
Origem e evolução são causas históricas e dos sintomas, mediante o 
estacionamento das cadeias casuais, pois as funções e o estágio de 
pensamento podem sofrer alterações orgânicas, emocionais ou mistas e o grau 
de reversibilidade varia de acordo com o inter-relacionamento destes. 
 
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ROTEIRO DA AVALIALÇÃO DIAGNÓSTICA 
PSICOPEDAGÓGICA 
 
Tomando por referência principal a Epistemologia Convergente, do 
autor Jorge Visca , nossa opção de avaliação propõe os seguintes 
instrumentos. 
 
1. QUEIXA 
 
2. E.O.C.A. e/ou OBSERVAÇÃO LÚDICA 
(levantamento dos primeiros sistemas de hipóteses, definição das 
linhas de investigação, escolha dos instrumentos). 
 
3. PLANEJAMENTO E APLICAÇÃO DAS PROVAS 
 
4. INSTRUMENTOS FORMAIS 
4.1. Área cognitiva; 
4.1.1. Provas Piagetianas; 
4.1.2. Provas projetivas psicopedagógicas; 
4.1.3. Provas psicométricas (uso exclusivo do psicólogo); 
4.2. Área Afetiva 
4.2.1. Provas projetivas psicopedagógicas 
4.2.2. Provas projetivas psicológicas (uso exclusivo do 
psicólogo); 
4.3. Área Funcional 
4.3.1. Aspectos psicomotores; 
4.3.2. Linguagem; 
4.3.3. Sensorial; 
4.3.4. Conceitos básicos; 
4.3.5. Habilidades acadêmicas: leitura, escrita, matemática 
(levantamento do 2º sistema de hipóteses e 
investigação) 
5. HISTÓRIA DE VIDA - ANAMNESE 
 
6. LEVANTAMENTO DE DADOS ESCOLARES 
6.1. Entrevista com os profissionais da escola; 
6.2. Análise do material escolar; 
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7. PROVAS E TESTES COMPLEMENTARES (desempenho da 
análise das provas anteriores; exames clínicos complementares; 
análise da expressão plástica; análise de tarefas; outros) 
 
8. ANÁLISE DOS RESULTADOS E CONCLUSÃO DA HIPÓTESE 
DIAGNÓSTICA (verificação e decantação do 2º sistema de 
hipóteses, formulação do 3º sistema de hipóteses) 
 
9. INFORME PSICOPEDAGOGO 
 
10. DEVOLUTIVA 
 
11. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 
 
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A QUEIXA 
ENTREVISTA PARA ESCLARECER O MOTIVO DA CONSULTA 
 
OBJETIVO: 
\ufffd Estabelecer hipóteses sobre aspectos importantes para o 
diagnóstico de aprendizagem. 
\ufffd COM OS PAIS (representantes da família) observar: 
- Significação do sintoma na família ou, com maior precisão, 
articulação funcional do problema de aprendizagem; 
- Significado do sintoma para a família, isto é, as reações 
comportamentais de seus membros ao assumir a presença do problema; 
relaciona-se os valores da família com o respeito ao não aprender; 
- Fantasias de enfermidade e cura e expectativas acerca de sua 
intervenção no processo diagnóstico e de tratamento; sentindo o que a família 
espera a respeito de seu trabalho, modalidade de comunicação do casal e 
função do terceiro, observar a relação dos pais entre si, os valores da família, a 
comunicação entre os pais e você. 
\ufffd COM A ESCOLA (PROFESSOR ORIENTADOR) observar: 
- Significação do sintoma na escola; 
- Significação do sintoma para o professor, reações dos 
membros da escola ao assumirem o problema; 
- Significado do sintoma, no sentido do que a escola espera a 
respeito de sua intervenção (confirmação do não aprender, como: tirar da 
responsabilidade da escola o fracasso, uma possibilidade de auxilio para o 
sucesso, uma ameaça externa); 
- Observar os valores da escola, a comunicação entre seus 
profissionais e entre profissionais e aluno; 
\ufffd COM O SUJEITO observar: 
- Visão do sintoma para o sujeito; 
- Significação do problema para o sujeito; 
- Sentido do que o sujeito espera de sua intervenção 
- Observar as modalidades de comunicação do sujeito (pode ser 
obtida na entrevista realizada com o sujeito no primeiro encontro \u2013 antes do 
E.O.C.A.). 
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ENTREVISTA COM O SUJEITO 
 
Nome: 
Data de nascimento: Idade: Série: Período: 
Escola Atual: 
Nome do Professor: 
O que disseram que você vinha fazer aqui? 
Por que você acha que veio aqui? 
Você acha que tem alguma dificuldade? Em que? 
Gostaria de fazer um trabalho comigo para verificarmos onde posso lhe ajudar? 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), 
Alfabetizadora (UCS/RS) Mestrado