diagnosticopsicopedagogico 140501140434 phpapp02
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DisciplinaDiagnóstico e Intervenção em Psicolo43 materiais171 seguidores
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hora mantém seu juízo, hora alega que uma tem maior quantidade. Quando a igualdade 
inicial de quantidade é relembrada, não há mudança no juízo da criança. Neste nível o 
problema de \u201cretorno empírico\u201d, a inversibilidade, pode ou não ser resolvida 
corretamente. 
 
Resposta de nível 2 \u2013 são condutas intermediárias próprias do pensamento 
intuitivo articulado. Os juízos oscilam entre a conservação e a não conservação e 
aparecem de três maneiras diferentes: 
- Juízos oscilantes em uma mesma transformação: a criança julga 
alternadamente que as quantidades são iguais e diferentes; por exemplo: \u201chá mais na 
salsicha, não, há mais na bolinha. Há o mesmo tanto para os dois comerem...\u201d. 
- Alternam-se os juízos de conservação e não conservação nas diversas 
transformações; por exemplo: julga que a quantidade é igual na panqueca, mas desigual 
nos pedacinhos. 
- em função das contra-argumentações, pode surgir uma alternativa de juízo. 
Quando o avaliador recorda a igualdade das quantidades iniciais, aparece uma resposta 
de conservação. A criança volta a não conservação quando o avaliador insiste na 
diferença das formas. As justificativas dadas para um juízo de conservação, são em 
geral, neste nível, pouco explícitas ou incompletas. Neste nível o problema de \u201cretorno 
empírico\u201d é resolvido corretamente. 
 
Resposta de nível 3 \u2013 conservação de quantidade de material, conduta própria 
de um pensamento operatório completo, a partir de 7/8 anos. 
Em cada transformação julga-se que as quantidades são iguais. A criança é 
capaz de dar uma ou várias das seguintes explicações (argumentos): 
- argumento de identidade: \u201cHá a mesma quantidade para comer por que não 
tiramos nem colocamos comida\u201d; 
- argumento de reversibilidade: \u201cHá sempre o mesmo para comer porque, se 
voltar a fazer a bola, será o mesmo\u201d; 
- argumento de compensação: \u201cAqui, panqueca, é igual, mas é mais fina 
(chata, pequena...) que esta, a bola, então continua sendo a mesma\u201d. 
O juízo da conservação se mantém apesar dos contra-argumentos propostos 
pelo avaliador. 
 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
32114257 
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2.3. Prova de Conservação de Largura ou Comprimento 
A) Descrição do material 
2 barbantes flexíveis de diferentes comprimentos 
 
B) Execução 
O avaliador apresenta a criança os dois barbantes dispostos segundo amostra 
da fig. 11. 
Figura 11 
 
 
 
 
Pergunta-se a criança: \u201cneste caminho (a) há a mesma quantidade para 
caminhar que no (b), ou há mais para caminhar aqui (a) ou ali (b)? Este caminho (a) é do 
mesmo comprimento que este (b) ou é mais curto ou mais comprido que este (b)?\u201d. 
Leva-se a criança a comprovar e confirmar a desigualdade dos barbantes (a) e 
(b) e a emitir o juízo (a) maior que (b). 
Primeira transformação: o experimentador deforma o barbante (a), fazendo 
com que os extremos de (a) coincidam com os do (b) (Fig 12): \u201cE agora, há a mesma 
quantidade ou não para caminhar sobre este caminho (a) do que sobre o (b)? se duas 
formigas caminhassem, uma sobre este caminho (a) e outra sobre este caminho (b), 
andariam a mesma distância? Como você sabe? Pode me explicar melhor?\u201d. 
Formula-se a contra-argumentação: em caso da resposta correta, o avaliador 
insiste na coincidência dos extremos de (a) e (b): \u201cmas, observe onde termina este 
caminho (a), justamente como o outro (b). Não tem os dois o mesmo comprimento? 
Como você pode me explicar?\u201d. 
Em caso de resposta incorreta, o avaliador recorda a criança as dimensões 
iniciais desiguais de (a) e (b). \u201cComo era este barbante quando estava estivado? No 
começo os dois tinham o mesmo comprimento?\u201d. Eventualmente, o avaliador insiste nas 
curvas de (a), recorrendo a gestos. \u201cVocê vê como este (a) tem curvas e este (b) é 
completamente reto! Pode me explicar?\u201d. 
Coloca-se os dois barbantes na posição inicial. 
Figura 12 
 
 
 
 
 
Segunda Transformação: o avaliador torce os barbantes de tal maneira que 
haja uma defasagem em um dos extremos entre os barbantes (a) e (b) (fig 13). 
 
Modelo de Apresentação dos Barbantes 
a 
b 
a 
b 
Primeira Situação 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
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Figura 13 
 
 
 
 
 
Procede-se como na primeira situação. Fazem-se perguntas de comparação 
entro os comprimentos de (a) e (b), e as contra-argumentações seguem conforme a 
resposta da criança. 
 
C) Avaliação 
Resposta de nível 1 \u2013 não conservação, por volta dos 6 e 7 anos: nas duas 
situações de deformação, não há conservação de comprimento. Na primeira situação de 
Coincidência dos extremos, julga-se que os comprimentos são iguais e na 
segunda situação de defasagem, o barbante cujo extremo está mais afastado é que se 
considera mais curto. Recordar o comprimento na disposição inicial não modifica em 
nada o juízo da criança. 
 
Resposta de nível 2 \u2013 condutas intermediárias: um primeiro nível de conduta 
intermediária consiste em que o juízo seja correto na primeira situação, mas é incorreto 
na segunda. Em que nível superior aparecem alguns juízos de conservação na segunda 
situação, mas são instáveis e alteram com respostas não conservadoras. As justificativas 
das respostas conservadoras são pouco explicitas e incompletas. 
 
Resposta de nível 3 \u2013 Conservação, desde os 8 anos: o comprimento é 
conservado em cada uma das situações e os juízos são acompanhados de uma ou 
várias das justificativas seguintes (argumentos): 
- Argumento de identidade: \u201cé o mesmo caminho para caminhar, o que 
acontece é que você dobrou o barbante\u201d; 
- Argumento de reversibilidade: \u201cse colocarmos o caminho todo esticado como 
antes, fica mais longo que o outro, e agora, mesmo terminando aqui, continua sendo 
igual, mais longo\u201d; 
- Argumento de compensação: \u201ceste caminho (a) é mais longo, o que acontece 
e é que termina antes porque tem muitas curvas\u201d; 
 
3. Prova de Seriação 
 
3.1. Prova de Seriação de palitos 
A) Descrição do material 
Uma série de 10 palitos graduados; 
a 
b 
Primeira Situação 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
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Um palito para intercalar (que denominamos \u201cP\u201d, para diferenciá-lo dos outros 
palitos, deve-se marcá-lo com um ponto colorido em uma das extremidades); 
Um anteparo (pode-se utilizar uma tampa de caixa). 
 
B) Execução 
Esta prova desenvolve-se em 3 momentos. 
 
Primeira Parte: seriação descoberta. 
Apresenta-se a criança os 10 palitos em desordem e, uma vez familiarizado 
com o material, pede-se que faça uma pequena escala com todos os palitos, ou seja, que 
os ordene (série), começando do menor para o maior. 
Deve-se cuidar para que ela trabalhe de forma plana. Se a criança não 
entender a consigna, pode-se mostrar uma série de 3 palitos ou colocar o menor deles, 
insinuando continue a série de maneira crescente. 
Se necessário, pode-se estimular a criança a continuar a série ou corrigi-la. 
Anotar na ficha como a criança opera; como por exemplo a maneira de eleger cada 
elemento, ordem de combinação, resultado final de sua construção, etc. 
 
Segunda Parte: Verificação de inclusão. 
Uma vez acabada a construção da série, pede-se a criança que feche os olhos 
e retira-se um dos elementos (pode ser qualquer um, com exceção dos extremos), 
informando a criança disto. Logo, pede-se que descubra o lugar de onde foi retirado o 
palito ausente. Anotar a resposta. Se necessário, pode-se