diagnosticopsicopedagogico 140501140434 phpapp02
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DisciplinaDiagnóstico e Intervenção em Psicolo43 materiais172 seguidores
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corresponder para cada sílaba fonética, um 
grafema diferente, dando origem aos silábicos. 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
32114257 
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Os sistemas silábicos exigem um grande número de grafemas, tornando pouco 
prática sua aplicação. 
A grande inovação da escrita silábica é que se baseia numa análise da palavra 
enquanto forma lingüística, ou seja, seqüência de sons, desmembrando-a em sílabas, 
que são unidades sonoras e não necessariamente unidades de significado. 
Reduzindo de forma significativa os sinais a serem utilizados na escrita, surge 
a escrita Alfabética, na qual as letras constituem a representação de unidades mínimas 
das palavras, que são as formas. 
Este sistema de escrita proporcionou o aparecimento das leis de combinação, 
possibilitando, com poucos signos, representar todas as palavras utilizadas na linguagem 
verbal. 
Esta pequena revisão histórica permite que se afirme que a linguagem escrita é 
fruto de uma construção do homem, calçada nas necessidades de comunicação e 
perpetuação desta linguagem. 
Emilia Ferreiro, Doutora da Universidade de Genebra, onde foi orientada e 
colaboradora de Jean Piaget, desenvolveu várias pesquisas sobre a comunicação da 
língua escrita em crianças, levando como hipótese inicial a lei de biogenética de Herckel: 
a ontogênese repete a filogênese, ou seja, o desenvolvimento do ser repete o 
desenvolvimento da espécie. 
A criança, segundo a autora, constrói a linguagem escrita, passando em seu 
desenvolvimento pelas mesmas seqüências e etapas que a humanidade passou para 
chegar ao sistema de escrita alfabética. Muito embora tenha constatado na análise de 
produção escrita que algumas crianças saltem etapas, observou-se também que uma 
etapa posterior nunca aparece antes de outra mais primitiva. 
Etapas da História Escrita Processo Construído pela Criança 
1. Etapa Pictográfica \u2013 desenho do objeto 
de forma livre, não havia convenção 
Desenhando o objeto a criança inicia sua 
construção gráfica representativa 
1. Etapa Ideográfica \u2013 desenho da idéia, 
inicia da convenção 
Distingue a diferença entre o desenho e a 
letra e faz sua 1ª descoberta \u2013 a convenção 
2. Etapa Logográfica \u2013 desenho do som, 
início da fonética 
Descobre que a palavra é o desenho do 
som e não do objeto 
3. Fase Silábica \u2013 desenho arbitrário do 
som, onde cada sinal gráfico corresponde a 
um som 
Faz a hipótese silábica, descobre a 
correspondência som \u2013 sinal gráfico 
4. Fase Alfabética \u2013 redução de sinais. 
Surgimento das leis de combinação. 
Correspondência fonema \u2013 grafema. 
A criança faz sua mais importante 
descoberta \u2013 as leis da combinação 
 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC contatos salete_anderle@hotmail.com fone 54 
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Nível Categoria Subcategorias 
A \u2013 Grafismos primitivos, 
escritas unificadas ou sem 
controle de qualidade 
1. Grafismo primitivo 
2. Escritas unigráficas 
3. Escritas sem controle de qualidade 
B \u2013 Escritas Fixas 1.Escritas fixas \u2013 com predomínio de grafias 
convencionais 
C \u2013 Escritas diferenciadas (com 
predomínio de grafias 
convencionais) 
1. Seqüência de repertório fixo com quantidade 
variável; 
2. Quantidade constante com repertório fixo parcial 
3. Quantidade variável com repertório parcial 
4. Quantidade constante com repertório de posição 
variável 
5. quantidade variável com repertório variável 
1 
Pré 
silábico 
D \u2013 Escrita diferenciada com 
valor sonoro inicial 
Quantidade e repertório variáveis e presença de 
valor sonoro inicial. 
A \u2013 Escritas silábicas iniciais 1. Escritas silábicas iniciais, sem o predomínio do 
valor sonoro convencional 
2. Escritas silábicas iniciais com valor sonoro 
convencional sem correspondência sonora 
3. Escritas silábicas iniciais com valor sonoro em 
escritas e correspondência sonora 
B \u2013 Escritas silábicas com 
marcada exigência de qualidade 
1. Escrita silábica com marcada exigência de 
quantidades e sem predomínio do valor sonoro 
convencional. 
2. Escrita silábica com marcada exigência de 
qualidade e predomínio do valor sonoro 
convencional 
2 
Silábico 
C - Escritas silábicas escritas 1. Escritas escritas, sem predomínio do valor 
sonoro convencional 
2. Escritas silábicas com predomínio do valor 
sonoro convencional 
3 
Silábico 
Alfabético 
Escritas Silábico-alfabéticas 1. Escrita Silábico-alfabética sem predomínio de 
valores sonoros convencionais 
2. Escrita Silábico-alfabética com predomínio de 
valores sonoros convencionais 
4 
Alfabético 
Escritas Alfabéticas 1. Escritas alfabéticas em predomínio do valor 
sonoro convencional 
2. Escrita alfabética com falhas na utilização dos 
valores sonoros convencionais 
3. escritas alfabéticas com valor sonoro 
convencional 
 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora 
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1. NÍVEL PRÉ-SILÁBICO 
Neste nível as escritas são alheias à busca de correspondência entre grafias e 
sons. 
A construção gráfica de um significado está determinada por outro tipo de 
considerações, como no caso da Pictografia e da Ideografia nas etapas da evolução 
escrita. 
 
Grafismos primitivos, escritas unigráficas ou sem controle de qualidade 
As escritas que não são formadas por grafias convencionais (letras e 
números); as que só se constituem de um elemento (convencional ou não); e aquelas em 
que não há limites a não ser as condições materiais para controlar a quantidade dos 
elementos da escrita, foram classificadas nesta categoria. 
1. Nesta 1ª sub-categoria, denominada por Emilia Ferrero por Grafismo 
Primitivo, predominam as garatujas ou peseudo-letras. Exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: cada linha representa uma palavra ou frase. 
 
2. A escrita unigráfica caracteriza-se por utilizar só uma grafia para cada 
palavra ou frase a representar 
- A quantidade é constante 
- O repertório pode ser fixo (utilizado na mesma grafia) 
- O repertório pode ser variável 
 
 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
2. 
 
 
3. 
1. 
 
 
2. 
 
 
3. 
 
O gato bebe leite Cavalo Borboleta 
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3. A escrita sem controle de quantidade é determinada pela observação que é 
o limite do papel que controla a quantidade de sinais a serem utilizados 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escritas fixas 
Estas escritas se utilizam grafias convencionais (na sua totalidade ou com 
pouquíssimas exceções) e pelo controle de qualidade desta grafia (não usa uma só letra, 
nem um número indeterminado). Não apresenta a exigência de diferenciar os sinais ao 
representar nomes diferentes. Tudo é escrito da mesma maneira. 
- Na escrita fixa: a mesma série de letras, na mesma ordem, serve para 
representar diferentes nomes. A criança nesta sub-categoria já adquiriu grafias 
convencionais mas não usa para reproduzir diferenças objetivas em sua escrita. 
 
 
 
 
 
Escritas Diferenciadas 
Esta forma de escrita se utiliza predominantemente de grafias convencionais, 
utiliza o controle de qualidade e se preocupa em produzir diferenciações intencionais, 
muito embora não existe a compreensão de critérios de correspondência sonora. 
1. Seqüência de repertório fixo com quantidade variada: as grafias utilizadas