AULA 02 Direitos Reais POSSE ppt
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se provar que de igual modo se teriam dado, 
estando ela na posse do reivindicante\u201d. 
A responsabilidade do possuidor de má-fé é OBJETIVA, 
independentemente de culpa, salvo se provar que o 
evento aconteceria ainda que estivesse com o 
reivindicante.
EFEITOS PROCESSUAIS DA 
POSSE
I) LEGÍTIMA DEFESA DA POSSE \u2013 DESFORÇO IMEDIATO 
-Em nosso ordenamento jurídico, existe a repulsa pela ideia da 
justiça feita pelas próprias mãos. Mas quando se diz respeito à 
posse, o próprio ordenamento jurídico, no intuito primordial de 
preservá-la, permite a chamada AUTOTUTELA (ou DEFESA 
DE MÃO PRÓPRIA), que nada mais é do que a defesa da 
posse, pelo próprio possuidor, pelos meios que lhe convier, até 
mesmo mediante a ajuda de terceiros, emprego de armas, mas 
desde que não ultrapassem o normal para que o possuidor seja 
MANTIDO ou ainda seja RESTITUA de sua posse.
§1º do ARTIGO 1.210 do Código Civil, que diz: \u201cO 
POSSUIDOR TURBADO, OU ESBULHADO, PODERÁ 
MANTER-SE OU RESTITUIR-SE POR SUA PRÓPRIA 
FORÇA, CONTANTO QUE O FAÇA LOGO; OS ATOS DE 
DEFESA, NÃO PODEM IR ALÉM DO INDISPENSÁVEL À 
MANUTENÇÃO, OU RESTITUIÇÃO DA POSSE\u201d.
MANTER-SE - LEGÍTIMA DEFESA DA POSSE
RESTITUIR-SE - DESFORÇO IMEDIATO. 
II) INTERDITOS POSSESSÓRIOS - Nosso direito pátrio 
admite, para a defesa da relação possessória:
\u2022INTERDITO PROIBITÓRIO (ameaça de esbulho ou turbação)
\u2022MANUTENÇÃO DE POSSE (turbação \u2013 exercício prejudicado da posse)
\u2022REINTEGRAÇÃO DE POSSE (esbulho \u2013 privação da posse)
\u2022EMBARGOS DE TERCEIRO (proteção em face de atos constritivos 
judiciais \u2013 penhora, arresto, busca e apreensão, etc.
\u2022NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (ofensa a posse por obra vizinha)
\u2022AÇÃO DE DANO INFECTO (receio de ruína no imóvel por obra vizinha)
\u2022Entre outras.
Requisitos das ações possessórias: CPC
1) prova da posse (a falta de prova da posse acarreta na improcedência 
da ação) \u2013 ficam impedidos o detentor, atos de permissão.
2) prova da turbação (o possuidor tem o direito molestado, mas continua 
na posse); prova do esbulho (o possuidor da coisa é privado da posse)
3) prova da data da turbação ou esbulho \u2013 serve para determinar o 
procedimento a ser adota \u2013 especial (menos de um ano e dia) ou ordinário 
(mais de um ano e dia).
4) continuação ou perda da posse \u2013 terá que provar a sua condição atual em 
relação ao objeto que detinha a posse de forma plena.
* Do interdito proibitório - Possui caráter preventivo, pois visa impedir que se 
concretize uma ameaça à posse.
FORMAS DE AQUISIÇÃO DA POSSE
(art. 1204 CC)
\u25a0 Modos Originários \u2013 são as formas de aquisição da posse, 
em que não há consentimento do possuidor anterior, ou 
seja, não existe relação de causalidade entre a posse atual 
e a anterior. Ex. Posse decorrente de esbulho.
(Efeito Jurídico - Os vícios existentes na posse antiga, não se 
transmitem a novo possuidor).
\u25a0 Modos Derivados \u2013 é quando existe anuência do anterior 
possuidor, como ocorre na tradição precedida de negócio 
jurídico, ou seja, temos a transmissão da posse ao novo 
possuidor sendo realizada por ato do possuidor 
precedente.
(Efeito Jurídico - a posse adquirida conserva os vícios existentes na 
posse anterior (art. 1203 e 1206 CC)).
Modos Originários
Apreensão \u2013 consiste na apropriação unilateral de coisa \u201csem dono\u201d, ou seja, a 
apropriação da coisa mediante ato unilateral do adquirente, podendo ser em 
decorrência de abandono (res derelicta) ou quando não for de ninguém (res nullius).
(Nos bens móveis a apreensão ocorre não apenas com o contato físico com a 
coisa, mas sim, quando o possuidor desloca a coisa para a sua esfera de influência, 
já em relação aos bens imóveis, a apreensão ocorre pela ocupação e pelo uso da 
coisa).
Exercício do direito \u2013 constitui-se no exercício de direitos reais sobre coisa alheia, 
concernentes aos direitos que podem ser objeto da relação possessória. Ex. art. 
1379 \u2013 Direito de Servidão.
Disposição da coisa ou do direito \u2013 caracteriza-se pela venda ou cessão de um 
ou mais direitos decorrentes da posse, realizando ato de disposição da posse, 
capaz de induzir a condição de possuidor.
Modos Derivados
1) Tradição \u2013 consiste no negócio jurídico manifestado através do acordo de 
vontades de alienação, quer a título gratuito (doação), quer a título oneroso 
(compra e venda), em que se opera a tradição da coisa alienada ao novo 
adquirente. Real (quando existe a efetiva e material entrega da coisa) Simbólica 
(quando representada por ato que traduz a alienação, ex. entrega das chaves do 
apartamento) Ficta (ocorre quando existe apenas o ato de tradição do domínio, 
sendo que o alienante conserva a posse do bem, agora em decorrência de nova 
relação jurídica firmada com o adquirente). Ex. locação.
2) Sucessão na posse \u2013 a transmissão da posse por sucessão pode decorrer de 
ato inter vivos ou mortis causa (art. 1206 e 1207 CC). \u2013 2.1) Sucessor universal 
\u2013 herdeiro é chamado a suceder na totalidade da herança, fração ou porcentagem, 
ou sucessão singular em que o testador deixa ao beneficiário um bem certo e 
determinado, denominado legado (um veículo, um terreno). 2.2) Soma de posses 
(1207) somente é possível nos atos inter vivos, em que exista acordo das partes 
nesse sentido.
Perda da Posse (art. 1223)
1) Pelo abandono \u2013 é quando o possuidor renuncia a posse, manifestando 
voluntariamente, a intenção de deixar a posse da coisa que lhe pertence. Ex. 
Quando alguém deposita na rua um determinado objeto que não quer mais.
para caracterização do abandono, é necessário além do não uso da coisa, do 
ânimo de renunciar o direito sobre a coisa. - a perda definitiva, no entanto, 
depende da apreensão do objeto por outra pessoa que passa exercer a posse do 
mesmo.
2) Pela tradição \u2013 quando existe a intenção definitiva de transferir a coisa a 
outrem. Tal fato não existe na transferência da coisa com a intenção de 
administração por outrem.
3) Pela perda da coisa \u2013 é quando o bem sobre o qual recai a posse acaba sendo 
perdido (desaparecendo), tornando-se impossível exercer o poder físico sobre o 
mesmo. (ex. um pássaro que foge da gaiola).
Perda da Posse (art. 1223)
4) Pela destruição da coisa \u2013 é quando existe o perecimento do objeto sobre o 
qual recaí a posse, extinguindo-se o direito sobre o mesmo. Pode resultar de: 
acontecimento natural ou fortuito (ex. morte de um animal pela idade avançada ou 
um raio), de ato do próprio possuidor (ex. direção perigosa e imprudente), fato de 
terceiro (ato atentatório a propriedade), quando a coisa deixa de ter as qualidades 
essenciais a sua utilização ou valor econômico (ex. terreno invadido pelo mar), ou 
quando se torna impossível distinguir uma coisa da outra (ex. nos casos de 
confusão, avulsão, etc)
5) Pela colocação da coisa fora do comércio \u2013 é quando em razão de questões 
de ordem pública, de moralidade, higiene e de segurança coletiva, determinada 
coisa torna inaproveitável ou inalienável, sendo considerada fora do comércio, 
fazendo com que o possuidor perca o poder físico sobre o objeto.
6) Pela posse de outrem \u2013 é quando alguém é despojado da posse em razão do 
exercício desse direito por outrem, seu novo possuidor, sendo que o primitivo 
possuidor não foi mantido nem reintegrado na posse no tempo oportuno.