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 Coleta Seletiva

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Coleta Seletiva
SEST – Serviço Social do Transporte
SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte
ead.sestsenat.org.br 
CDU 628.4
62 p. :il. – (EaD)
Curso on-line – Coleta Seletiva – Brasília: 
SEST/SENAT, 2016.
1. Resíduo sólido - reciclagem. 2. Tratamento de 
resíduo. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço 
Nacional de Aprendizagem do Transporte. III. Título.
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Sumário
Apresentação 5
Unidade 1 | Importância da Coleta Seletiva 7
1 Reciclagem e Coleta Seletiva 8
1.1 História da Reciclagem e da Coleta Seletiva 9
1.1.1 Políticas Públicas Voltadas para a Coleta Seletiva 10
1.2 Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 11
1.2.1 Educação Ambiental e Coleta Seletiva 11
Glossário 13
Atividades 14
Referências 17
Unidade 2 | Tipos de Materiais Descartados 18
1 Materiais Recicláveis e Materiais Não Recicláveis 19
2 Aproveitamento Energético dos Resíduos Sólidos Urbanos 21
3 Inovações Tecnológicas e Tecnologias de Reciclagem 22
Glossário 23
Atividades 25
Referências 27
Unidade 3 | Formas de Coleta Seletiva 28
1 Implantação de Coleta Seletiva 29
2 Exemplos de Coleta Seletiva 30
Glossário 31
Atividades 32
Referências 35
Unidade 4 | Fonte de Renda Gerada pela Coleta Seletiva 36
1 Viabilidade Econômica da Coleta Seletiva e Reciclagem 37
4
2 Gestão de Resíduos e Inclusão Social 38
3 Riscos à Saúde entre os Catadores de Lixo 39
4 Organização em Rede e Cooperativas Populares de Reciclagem 39
5 Metas de Reciclagem Empresarial 40
6 Reciclagem de Materiais Dificilmente Recicláveis 41
Glossário 42
Atividades 43
Referências 45
Unidade 5 | Os 3 R – Reduzir, Reutilizar e Reaproveitar 46
1 Aplicabilidade dos 3 R 47
Glossário 49
Atividades 50
Referências 53
Unidade 6 | Preservação do Meio Ambiente 54
1 Desenvolvimento Sustentável 55
2 Legislação Ambiental 56
Atividades 57
Referências 60
Gabarito 61
5
Apresentação
Prezado(a) aluno(a),
Seja bem-vindo(a) ao curso Coleta Seletiva!
O lixo produzido principalmente nas áreas urbanas tem sido apontado como um dos 
mais preocupantes problemas ambientais da atualidade. A coleta seletiva de lixo é 
de grande relevância, pois gera renda, economia para empresas e, principalmente, 
redução de diversos problemas ambientais. 
Neste curso, você terá a oportunidade de refletir criticamente sobre as problemáticas 
que envolvem a coleta seletiva de lixo e a importância de cada agente social para que 
esta prática seja reconhecida em seus amplos aspectos.
Espera-se que, ao final do curso, você reconheça os benefícios sociais, econômicos e 
ambientais da reciclagem, bem como as práticas dos “3 R” – redução, reutilização e 
reciclagem –, e as vantagens de incentivar a organização de ações de coleta seletiva 
e reciclagem nos espaços em que atua (instituições, empresas, condomínio, bairro, 
etc.) e, ainda, de apoiar direta ou indiretamente iniciativas já existentes na região onde 
reside.
O curso possui carga horária total de 10 horas e foi organizado em 6 unidades, conforme 
a tabela a seguir.
Unidades Carga Horária
Unidade 1 | Importância da Coleta Seletiva 3 h
Unidade 2 | Tipos de Materiais Descartados 2 h
Unidade 3 | Formas de Coleta Seletiva 1 h
Unidade 4 | Fonte de Renda Gerada pela Coleta Seletiva 2 h
Unidade 5 | Os 3 R – Reduzir, Reutilizar e Reaproveitar 1 h
Unidade 6 | Preservação do Meio Ambiente 1 h
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Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:
a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas 
“Aulas Interativas”;
b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60; 
c) responder à “Avaliação de Reação”; e
d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.
Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de 
dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.
Bons estudos!
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UNIDADE 1 | IMPORTÂNCIA DA 
COLETA SELETIVA
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1 Reciclagem e Coleta Seletiva
A grande quantidade de lixo produzido especialmente pelas populações urbanas (que vivem 
nas cidades) gera desafios enormes que passam por problemas sociais (como os catadores 
de lixo), de saúde (por exemplo, doenças transmitidas por ratos) e ambientais (poluição). 
A reciclagem é uma técnica que visa a transformação de materiais que inicialmente 
seriam descartados em novos produtos. Através da economia de matéria-prima, energia 
e água para a fabricação de produtos, a reciclagem diminui a poluição, reduz o uso de 
aterros sanitários e lixões, gera empregos e possibilita novas formas de produção.
Entenda as diferenças entre os aterros sanitários e lixões observando a figura abaixo:
Já a coleta seletiva é o procedimento de recolhimento de materiais recicláveis (papel, 
plástico, metal e vidro) e separação para envio para usinas de reciclagem, sendo um 
dos pilares para o reaproveitamento de materiais e estímulo à educação ambiental.
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1.1 História da Reciclagem e da Coleta Seletiva
A partir da Revolução Industrial (séc. XVIII) o aumento da produção de lixo foi 
gradativamente aumentando conforme se fortalecia o capitalismo industrial ao redor 
do mundo. Os tipos de lixo também se tornaram cada vez mais diversos como, por 
exemplo, o lixo eletrônico, industrial, químico e tóxico.
Com a maioria da população do planeta vivendo em áreas urbanas, a quantidade de 
lixo e as formas de descartá-lo foram tornando-se problemas cada vez maiores e a 
reciclagem foi ganhando espaço, sendo tema de discussões políticas internacionais a 
partir da década de 1970. 
A coleta seletiva teve origem na Europa, sendo que a Alemanha e a França foram 
precursoras nas décadas de 1970 e 1980. No Brasil, a coleta seletiva teve início em 
Niterói (Rio de Janeiro) em 1985, mas foi somente a partir de 1990 que os governos 
municipais passaram a assumir maiores responsabilidades, unindo-se à associações e 
cooperativas de catadores. 
É importante destacar que o problema do lixo urbano é acentuado pelo descarte 
inadequado dos resíduos em lixões a céu aberto e aterros que não atendem 
completamente às normas de segurança sanitária e ambiental, provocando diversos 
tipos de poluição e consequências negativas à saúde. 
Segundo Ribeiro (2006), o Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA) 
revela que o lixo produzido mundialmente deverá ser 70% maior em 2030, se seguir 
os níveis alarmantes atuais. Há muita variação na produção de lixo por habitante nos 
diferentes países do mundo, sendo que os Estados Unidos é o maior produtor com dois 
quilos e meio por habitante/dia e países em desenvolvimento, como a Índia, produzem 
meio quilo por habitante/dia. 
O Brasil também segue a tendência de aumento da produção do lixo. Dados de 2012 da 
ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) 
revelaram que, naquele ano, a média de lixo produzido foi de pouco mais que um quilo 
por habitante/dia. A maior parte do lixo brasileiro é enviado indevidamente para os lixões.
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1.1.1 Políticas Públicas Voltadas para a Coleta Seletiva
A política mais abrangente sobre o tema é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos 
(BRASIL, 2010) que estabelece metas para o descarte ambientalmente adequado dos 
rejeitos. No Plano é possível perceber como cada um tem papel imprescindível, desde 
os fabricantes até os consumidores. 
O artigo 9º da Lei nº 12.305/10 (BRASIL, 2010), conhecida também como Política 
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece que coleta seletiva deverá ser 
implantada pelo titular do serviço público de limpeza urbana e priorizar a participação 
de associações e cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda.
A PNRS dispõe