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Aula 07

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no planejamento estratégico organizacional: um mal necessário?
O filme Narradores de Javé, de 2003, dirigido por Eliane Caffé, 
apresenta uma boa discussão sobre impacto ambiental: a cidade de 
Javé ficará submersa por causa de uma represa que será construí-
da. Atônitos, os moradores decidem escrever a história da cidade 
na tentativa de torná-la um patrimônio histórico e, assim, evitar a 
construção da represa naquele local.
Inimigos da dengue X amigos do homem
Muitas pessoas receiam ir à floresta com medo de contrair o dengue. Imaginam 
que lá seria o local ideal para ser picado pelo mosquito transmissor da doença 
que já causa pânico na população e com muita razão, pois o mosquito parece 
aumentar o seu poderio a cada ano.
Mas se no meio urbano isso acontece, nós que estamos sempre em contato com 
a natureza sabemos que esse risco é muito pequeno, pois são até raros os casos 
de dengue nos praticantes de caminhadas junto à natureza.
A explicação para isso acontecer é que alguns animais da floresta fazem o contro-
le biológico do mosquito, sendo alguns, verdadeiros protetores do homem, que 
podem ser facilmente atraídos para junto de nossas casas.
Os focos do mosquito, que são urbanos, estão quase sempre dentro de casa. Um 
foco é suficiente para a contaminação de varias residências. Plantas podem atrair 
ou repelir os mosquitos. As bromélias, por exemplo, são plantas próprias para a 
criação de mosquitos, devemos afastá-las das casas, ou cercá-las com telas, ou 
melhor, deixá-las na natureza que é o seu melhor lugar. 
O problema não se resolve simplesmente com a pulverização do carro “fumacê”, 
pois este acaba deixando um buraco na natureza, levando para a morte mosquitos, 
insetos diversos e predadores de insetos. O resultado é que o mosquito leva pouco 
tempo para crescer e os predadores muito mais tempo, propiciando mais ainda o 
aumento do número desses insetos.
Fonte: http://www.terrabrasil.org.br/noticias/materias/pnt_dengue.htm
Após a leitura do texto, comente qual foi ação humana que causou o impacto de propa-
gação do dengue nas cidades? Qual seria um impacto ambiental positivo que se poderia 
produzir neste caso? 
Atividade 1
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Resposta Comentada
Com a expansão desorganizada dos centros urbanos, o desmatamento de seus 
territórios e a eliminação do seu bioma (plantas e animais) original, o homem 
colaborou com a eliminação natural dos predadores dos mosquitos, tais como, 
anfíbios e peixes, o que colaborou para um desequilíbrio no aumento destes 
vetores. A eliminação de água parada por meio de campanhas de conscientização 
e projetos de infraestrutura são maneiras eficazes de controle da propagação do 
dengue e constitui, desta maneira, impactos ambientais positivos.
RECUPERAÇÃO AMBIENTAL: CONCEITO
Desde a promulgação da Constituição Federal, editada em outu-
bro de 1988, toda atividade que produza danos ambientais deve arcar 
com as medidas de mitigação dos impactos e de recuperação ambiental.
O ambiente afetado pela ação humana pode, em certa medida, 
ser recuperado mediante ações voltadas para essa finalidade. A recupe-
ração de ambientes ou de ecossistemas degradados envolve medidas de 
melhoria do meio físico – por exemplo, a condição do solo, para que 
possa ser restabelecida a vegetação ou a qualidade da água, para que as 
comunidades históricas possam ser estabelecidas – e medidas de manejo 
dos elementos bióticos do ecossistema – como o plantio de mudas de 
espécies arbóreas ou reintrodução da fauna.
Quando se trata de ambientes terrestres, tem-se usado o termo 
recuperação de áreas degradadas. A Figura 7.4 mostra diferentes enten-
dimentos ou variações do conceito de recuperação de áreas degradadas. 
No eixo vertical, representa-se de maneira qualitativa o grau de pertur-
bação do meio, enquanto o eixo horizontal mostra uma escala temporal. 
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Recursos Ambientais e Naturais e Desenvolvimento Sustentável | A influência do impacto am-
biental no planejamento estratégico organizacional: um mal necessário?
Condição inicial
Condição atual
Ação corretiva
Abandono
Recuperação que supera a 
condição inicial
Restauração
Reabilitação
Atuação natural
Remediação
Recuperação espontânea
Continuidade da degradação
Grau de pertubação
Tempo
Figura 7.4: Diagrama dos objetivos de recuperação de áreas degradadas. 
Fonte: Sanchéz (2008, p. 41).
A partir de uma dada condição inicial (não necessariamente a 
condição “original” de um ecossistema, mas a situação inicial para fins 
de estudo da degradação), a área analisada passa a um estado de degra-
dação, cuja recuperação requer, na maioria das vezes, uma intervenção 
planejada – a recuperação de áreas degradadas. Vale recordar o conceito 
de recuperação ambiental expresso na Figura 7.4 que fundamentalmente 
significa dar para um ambiente degradado condições de uso produtivo, 
restabelecendo um conjunto de funções ecológicas e econômicas. 
Recuperação ambiental é um termo geral que designa a aplicação 
de técnicas de manejo, visando tornar um ambiente degradado apto para 
um novo uso produtivo, desde que sustentável. Dentre as variantes da 
recuperação ambiental, a restauração é entendida como o retorno de 
uma área degradada às condições existentes antes da degradação, com 
o mesmo sentido que se fala da restauração de bens culturais, como 
edifícios históricos. Em certas situações, as ações de recuperação podem 
levar um ambiente degradado a uma condição ambiental melhor do que a 
situação inicial (mas somente, é claro, quando a condição inicial for a de 
um ambiente alterado). Um exemplo é uma área de pastagem com erosão 
intensa que passa a ser usada para a exploração mineral e, em seguida, é 
repovoada como vegetação nativa, para fins de conservação ambiental.
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 A reabilitação é a modalidade mais frequente de recuperação. No 
caso das atividades de mineração, esta é a modalidade de recuperação 
ambiental pretendida pelo regulamentador, ao estabelecer que o sítio 
degradado deverá ter “uma forma de utilização”. As ações de recuperação 
ambiental visam habilitar a área para que esse novo uso possa ter lugar. 
A nova forma de uso deverá ser adaptada ao ambiente reabilitado, que 
pode ter características bastante diferenciadas daquelas que precederam 
a ação de degradação, por exemplo, um ambiente aquático em lugar 
de um ambiente terrestre, prática relativamente comum em mineração. 
A remediação é o termo para designar a recuperação ambiental 
de um tipo particular de área degradada, que são áreas contaminadas. 
Remediação é definida como aplicação de técnica ou conjunto de 
técnicas em uma área contaminada, visando à remoção ou contenção 
dos contaminantes presentes, de modo a assegurar uma utilização para 
a área, com limites aceitáveis de riscos aos bens a proteger. Uma moda-
lidade de remediação é conhecida como atenuação natural, na qual não 
se intervém diretamente sobre a área contaminada, mas deixa-se que 
atuem processos naturais – como a biodegradação de moléculas orgâ-
nicas (SANCHEZ, 2008).
A inexistência de ações de recuperação ambiental configura o 
abandono da área. Dependendo do grau de perturbação e da resiliência 
do ambiente afetado, pode ocorrer um processo de recuperação espon-
tânea. O abandono de uma área contaminada também pode, em certos 
casos, por meio de processo de atenuação natural da poluição, levar à 
sua recuperação. 
Dependendo do 
tamanho da degradação que o 
ambiente sofreu, ele tende a ser mais 
ou menos resiliente, ou seja, ele irá se 
regenerar mais aceleradamente ou não, 
dependendo da ação degradatória 
sofrida.
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